lembra-me sempre – ou vice-versa? – o “Dance dance dance ” do Murakami. O que por sua vez me leva ao vídeo debaixo da frase. Aí fico num passado longínquo que me projecta para o futuro. E do futuro, incógnita cujo valor ninguém conhece – não, nem a Maya- uma única certeza, um único pormenor sem negociação: vou ter um Labrador chamado Cacau que vai saber andar sem trela e esperar por mim á porta da padaria.
Aqui tem você um conselho que lhe poderá servir para a sua filosofia: não force nunca; seja paciente pescador neste rio do existir. Não force a arte, não force a vida, nem o amor, nem a morte. Deixe que tudo suceda como um fruto maduro que se abre e lança no solo as sementes fecundas. Que não haja em si, no anseio de viver, nenhum gesto que lhe perturbe a vida
Agostinho da Silva
Labrador esse que desejo que seja mais calmo que o meu. É que nem sair de casa podia que ele destruía tudo o que apanhava, e há relatos impressionantes de outros labradores assim. Boa sorte 🙂
Tive um cão assim, mas era Epagneul, tinha personalidade de gato. Os labradores que conheço são tão calminhos, umas joinhas…vou escolher bem os pais do Cacau;)