causa delírios? É que a gripe que me atacou (castigo divino depois de eu tanto me gabar com ar de escolhida por não estar doente enclausurada há anos “deve ser do sumo de laranja,do gengibre e dos mirtilhos”) levou-me a puxar do armário (de onde tal “kit” não saía há anos) papel, pasteis, a lata dos Caran d’Ache mágicos que são lápis de cor e aguarela (o máximo) e carvão. Tenho andado então aqui a rabiscar coisas que à noitinha (39ºC) me parecem geniais, sendo reduzidas a “medíocre menos” de manhã cedinho (37,5ºC). Cê gripe actua depressa, sim?
My kingdom for a cup
of Genmaicha tea…ou pelo menos a minha gratidão a quem souber de uma morada portuguesa onde se encontre à venda.
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O que significa na minha linguagem
“só uma sopinha” para o jantar. Extra “croutons”, manjericão e parmesão. Agora que a Sic Mulher anda a passar o “Nigella bites” penso sempre, ela é muito pior, até come os restos do frigorífico à noite e é bem gira. E tem a mesa de madeira dos meus sonhos, a parva.
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Não vi os
Golden Globes. Mas porquê vê-los se o verdadeiro motivo de aturar tais galas – discutir os trapitos – está hoje organizado por “hit” e “miss”, ordem alfabética e cores à distância de um “click”?
“Hits” do costume:
e a “Barbie Senhor do Passos em tafetá de carnaval”, a “Sevilhana de pôr em cima da televisão” e a lição “se até a Hale berry fica vulgar com a combinação decote profundo+ umbigo despido+ transparências como acham que ficará a comum das mortais?”:
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Shoespotting
pela Vogue UK online. Fiquei muito surpresa e estranhamente satisfeita na minha armadura de domingo “cocooning” ao utilizar a ferramenta zoom no slideshow dos sapatos: verifiquei que mais de metade das modelos precisam desesperadamente de uma pedicure. Excepção feita ao desfile Prada, têm umas unhas imaculadamente transparentes de um transparente tão natural que só pode ser falso. E agora, sem mais pausas indulgentes com as notícias do mundo, vou acabar aqui uma coisas e aventurar-me na arte das bolachas caseiras que o tempo está para usar o forno a pleno gás
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Minha actual novela das 8
Leitura viciante e perigosa para quem ainda não se conformou com o trilho pre-fabricado daquilo que devemos ser, sentir, temer.

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Count your blessings
A trilogia perfeita: reposição do Six Feet Under assim de enfiada, noites já mais frescas, a minha anti-socialidade dos últimos serões.
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Dear Santa (2)
E uma macieira de maçãs moribundas. Adoro vegetais miniaturizados. Ou de cores estranhas que afinal são as nativas, quem diria?
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Dear Santa
Quatro palavrinhas apenas: kimitunic drops, custo barcelona.
E como diria o sábio Homer Simpson: “Christmas is not about gifts and food, it’s about us all getting together to celebrate the birth of …Santa Claus”.
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Notas soltas
sobre as eleições.
1ª- também quero fundar um partido menor, crescem como cogumelos, já ocupam uma folha A4 e sinto-me excluída de toda a diversão de siglas, cartazes e palavras de ordem (até porque sou péssima para trabalhos manuais e o jogging como hobbie não está a ter o sucesso esperado)
2ª-por falar em palavras de ordem há militantes/apoiantes assustadores, suspeito que a verdadeira razão de o Sócrates não ter ido ao Rato foi a ameaça de “muitas muitas beijocas” cuspida da boca de uma entusiasmada e avantajada senhora de bandeira em punho.
3ª- ainda nas palavras de ordem, assustam-me multidões a gritar siglas de punho cerrado e olhar vidrado
4º – fiquei 60% arrependidada do meu voto ao primeiro discurso pós-eleições do visado, isto passa
5ª- o momento cómico da noite eleitoral foi o olhar embevecido que o senhor à esquerda do Portas lhe dedicava durante o discurso, eu vi estrelas naquele pestanejar
e podia continuar nisto horas e horas mas tenho de trabalhar no plano de negócios da minha futura pme.
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What became of the likely lads
Após 30 aninhos de vida mais uns pozinhos, recheados com a nuance habitual do muito bom ao muito mau, momentos de terrível mediocridade, outros de frágil sublimidade, erros, acertos, cabeçadas, enfim a panóplia que calha invariavelmente aos da minha laia, não ganhei poder de concentração, organização, paciência nem assertividade.
Continuo a perder as chaves mensalmente, o cartão de crédito 2, 3 vezes por ano, a deixar a louça por lavar de um dia para o outro, a não fazer sempre a cama de manhã, a trabalhar sempre sob a pressão do prazo limite, a lacrimejar nos momentos mais tensos, a insistir sem contemplações no que não consigo mudar, a achar no meu intímo injusto que o mundo dos que amo não gire à volta do meu umbigo, a nunca ter as unhas impecáveis, a sujar camisas brancas à primeira garfada, a tropeçar em escadas, a bater em postes, a amar sem medidas nem jogos, a “comover-me por tudo e por nada” como aquele da crónica do Lobo Antunes (ou poema?), a ser tímida às 20 mil primeiras impressões, a comer demasiado chocolate, a não correr três vezes por semana e não organizar documentos nem livros nem música, a não fazer aquele albúm de fotografias e a ter medo do escuro em corredores longos.
Ganhei apenas uma certeza: devia seguir o meu instinto cegamente, especialmente quando ele me aponta o caminho mais difícil.
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And never let the winter in
Britpop nerdy cool lyrics as sweet placebo for the winter that has set in.
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Ora espreitem lá…
…o número 15 desta lista das 50 melhores comidas do mundo e melhores sítios onde as encontrar, AQUI!
“Creamy, flaky custard tarts – served warm with cinnamon – are one of Portugal’s great culinary gifts to the world”.
Atentem bem na parte essencial da descrição ONE OF, uma das muitas grandes contribuições gastronómicas de Portugal para o mundo. Vou já lá acrescentar nos comentários os percebes da Berlenga. E tu, o que acrescentas?


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Bucólica, lamechas e simplória (2)
Estava quase a ultrapassar este estado de espírito quando via secção The measure do Guardian (que todos os sábados dita as tendências que fcaram “so last week” ) descobri o blogue mais cutchi cutchi jamais visitado: http://www.whatkatiewore.com
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Here it is, one more one less
Sempre me fascinou a cascata de possibilidades, a multiplicação de caminhos que, como ramos de árvore se desenrolam de cada passo, decisão ponderada ou aleatória que vamos tomando… e se , e se ,e se. São tão fragéis os fios que nos unem uns aos outros,é tão ténue a teia que com eles tecemos, é tão forte a determinação com que por vezes a remendamos como a determinação em rompê-la noutras. E o que determina a a escolha entre agulha ou tesoura? Por vezes um capricho, um medo muito grande, a saudade antecipada da partilha de gargalhadas e conversas desprendidas ao adormecer, a infância tardia e libertadora de uma cumplicidade. Que o amor como entidade absoluta e independente da banalidade, chatices e rotinas do dia-a-dia é um conceito que sublima perante a realidade assim que o tentamos experienciar.
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Fui viver para
um livro outra vez. Acontece raramente, é provavelmente uma conjunção de milhentes factores aleatórios como a altura certa, a disposição certa, disponibilidade mental para um mundo paralelo ficcionado, ou indisponibilidade para o real. Mas ontem, numa tarde ventosa e solitária de praia, e após dezenas de abandonos na prateleira ao fim de duas ou três páginas, mudei-me temporariamente para as vidas da Margarida e do João Garcia. Até que as páginas se acabem.
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Bucólica, lamechas e simplória
Qual prozac, hipnose, regressões, meditações para lidar com neuras domingueiras, cansaços extremos, stress pós férias, pré férias ou qualquer uma dessas desculpas que por vezes se usam para não viver em plenitude. Sugiro o imenso poder terapêutico e preventivo de horas a fio a brincar com cãezinhos bebés cujo objectivo varia a cada 5 segundos entre roubar chinelos, correr em círculos, moder cabelos e receber festinhas na barriga.
Estou bucólica, lamechas e simplória, mas isto logo passa.
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until the long gone days
“Speak a native tongue to me
Say some funny things to me
Roll around and laugh with me
Until the long gone days”
Mark Kozelek
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