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Einmal ist keinmal (3) -Schizophrenia is taking me home

A menina de 12 anos que se apaixonou à primeira vista pelo 100% gravado a partir do Top+ num VHS passou ontem um bom serão.  Ás vezes “mais do mesmo” em biquinhos dos pés para conseguir vislumbrar um fio de cabelo esporadicamente é tudo o que se quer.  Não me consigo conformar é com a ideia de que a Kim Gordon tem a idade da minha mãe (a minha mãe é igualmente gira mas ligeiramente menos rock n’roll).

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Sincerely yours, L. Cohen

Uma das mil pequenas coisas que me têm afastado do ateísmo total, depois de anos de catequismo no qual me mostravam imagens de almas ardentes no inferno, destino inevitável de quem não comia sopa toda nem rezava à noite, e da moral bafienta de sacristia intuída na meias-palavras e confirmada em velhas histórias e nos livros do Eça, é o facto do supracitado ser crente e nessa crença basear as palavras que canta.


de: http://giblins.net/SingerSongwriter/SSImages/Cohen.jpg

“Ah, the last time we saw you you looked so much older
Your famous blue raincoat was torn at the shoulder
You’d been to the station to meet every train
And you came home without Lili Marlene”

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The state that I am in (27)

Ando numa de vidas malditas. Literariamente falando, claro.

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“Guilty pleasures” 2

Não, não vi este Domingo a versão portuguesa do “so you think you can dance”. É pior. Eu, que não sou noveleira há mais de dez anos ando a seguir atenta e avidamente uma produção nacional medíocre em reposição (ainda por cima em reposição) na Sic Mulher. Fiquemos por aqui em termos de humilhação pública.

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“everyone is beautifull”

Contenção. Ou como muitas vezes o mais importante reside nos silêncios e inacções.

O retrato de uma domesticidade funcional, a dança automática das rotinas diárias, gestos coordenados sem ensaio.

Um calor calmo.

Foi isto que gostei neste film, “35 shots of rum”.

When Denis casually introduces Josephine’s wedding day, the lingering closeup of the bride’s neck as her father drags jewels across the nape is simultaneously erotic, cultural and political. It confirms how in Denis’ exotic vision, everyone is beautiful.

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Guilty pleasures(1)

A secção “blind date” do Guardian. Que até relata a evolução pós-primeiro encontro, caso como eu fiquem a torcer fervorosamente pela felicidade de alguns pares.

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Domingar

na zona mais popular de um destino de passeio pós-almoço familiar.

 Entre as frases ouvidas:

Pai para filho que se tentava equilibrar nuns patins em linha – “Vê lá se não cais, ó cabrão”

Mãe para pai de uma menina moreninha, cheinha e rosadinha como a música Maria albertina – “Ó Zé nã te vás embora, anda escolher o gelado da menina”, ao que o pai respondeu do alto da sua tatuagem, ar niilista e cigarro ao canto da boca “grssshumpft dasse” 

Vendedora de tremoços, pevides, colares de pinhões e nougats -“coma tramoço menina que cura as diabretes todas”

Senhor simpático a fazer piada na banquinha da ameijoa real – “Fartam-se mijar, as gajas”

“Aoperta aperta com ela….” – música bem alta a ser emitida, para os ocupantes que descansavam descalços no areal, de uma carrinha branca comercial enfeitada com toda a parafernália existente na loja do Benfica.

Claro que comi uma bifana, um colar de pinhões, trouxe “tramoços” não vá o diabo tecê-las e ainda ameijoazinhas para preparar como Bulhão Pato nos ensinou. Got to love this, estou lá batida para a semana.

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Manifesto musicado (2)

Cada vez desconfio mais dos sempre convenientes, agradáveis e sorridentes.

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Manifesto musicado (1)

Cada vez acredito mais que doses certas de frivolidade e loucura nos ajudam manter a sanidade.

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Raspa likes this

à falta do botão facebookiano nos respectivos post’s (que às vezes dou por mim a procurar nos sítios errados, o século XXI tem destas coisas):

Divine Comedy selected by We.

Maria, também o acho  parvo

Terapia 2, em especial “o meu pai a preparar o Martini da minha mãe“, by Mónica Marques

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Já cheguei ao fim das 3 horas

com um bocejo ou outro pelo meio. Lembrei-me entretanto de uma quarta razão para fazer greve à estatueta: apesar de ter gostado de ver a Katherine Bigelow a subir ao palco (com o factor de interesse novelesco acrescentado de ter ganho ao ex-marido, algo tão bem ilustrado aqui), apesar de ter achado que o “Hurtlocker” tinha “qualquer coisa” (ainda está para vir um filme de guerra que eu aprecie mesmo), apesar de, a primeira deveria ter sido a Sofia. E  talvez (só talvez, já é tarde, o fim de semana foi longo, penso melhor nisto amanhã) logo em 1999.

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Mas a favor da Academia e contra o abaixo referido…

…estão o Ben Stiller a apalhaçar a língua Navi, o vestido da Diane Kruger, vestido da Sarah Jessica Parker, o Baldwin e o Steve Martin a lançar mata-moscas nas anémonas irritantes do Avatar, o inglês da Penelope Cruz, os microsegundos de Javier Bardem no ecrã, as gargalhadas da Meryl Streep e a Maggie Gyllenhaall a franzir o nariz quando ri, o “sketch” brilhante que apresentou a categoria dos filmes animados, a Gabourey Sidibe a provar que o melhor truque de beleza é estar de bem com a vida, os discursos delicodoces, o “glamour” forçado, a ausência de crise, as penas, os folhos, os vincos dos fatos e as lantejoulas, o tri-reconhecimento do Cristoph Waltz e,e ainda só vou na primeira hora e segundo copo de vinho.

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Razões para não perder 3 horas a ver os Óscares(3)

A nomeação do Avatar para melhor filme

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Razões para não perder 3 horas a ver os Óscares(2)

Ingratos

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Razões para não perder 3 horas a ver os Óscares (1)

Represália contra a falta de pesquisa para nomeados além-fronteiras

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The one with Joey’s man bag

Aquele episódio do Friends em que o Joey insiste em utilizar um “man’s bag” e os restantes não sabem como lhe transmitir a dura relaidade: o saco fica ridiculo. Lembrei-me disto a propósito de uma outra inconsequente coisa e saltei para aqui: divertimo-nos todas ou quase todas (onde andam as outras?) estação a estação a espreitar tendências, a encontrar pechinchas e raridades que sejam tendência mas só um bocadinho,  a construir imagens, a pintar o que somos no que vestimos com total liberdade e uma margem de manobra que permite devaneios e ajustes. Já eles, território pantanoso. Um deslize e ficam demasiado pintarolas, corte de cabelo errado e são “boys band”, demasiado seguro e roça o desinteresse. Os sapatos, ponto fulcral, são tão dificeis de acertar como a maça do Guilherme Tell de olhos fechados. Os acessórios terreno minado. Encontrei o balanço perfeito num palco encarnado por todos (TODOS) os elementos dos Tindersticks. E hoje ao passear pelo Sartorialist:

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mais um dedinho

no século XXI. Depois do ar espantado da minha avó de 88 anos numa viagem de carro ao ver-me parar na portagem e puxar dos trocos decidi aderir à Via Verde. Sim, era eu a cidadã portuguesa que ainda não tinha.

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à pessoa que conseguiu

pedinchar antes de mim as lonas “Alice in Wonderland” expostas perto da sala 4  do cinema comercial  das Caldas da Raínha (segundo me foi informado pelo senhor das pipocas para fazer umas “cobertas” para criança): imagine-se aqui um smiley teenager daqueles a fazer uma expressão zangada. Sem o/a conhecer já não gosto muito de si.

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“Teased, bullied and headed for extintion”

Sou ruiva por dentro mas não há tinta no mundo que o faça transparecer sem apalhaçar.

Galeria aqui

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