“Vale tudo menos arrancar olhos”

Esta regra não se aplica aqui.

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Classificados (6):

AVISO a quem faz da guerra pretexto para exibir conhecimentos num exercício de estilo e para discussão de ideologias ao melhor estilo “Sporting contra Benfica” ou “Clubinho das meninas onde menino não entra”:

Apesar “daquilo” estar muito longe, passar na televisão à hora do jantar e ter muita acção e explosões, são pessoas a sério a perder filhos reais, a ver as suas casas reais e palpáveis a ir abaixo.

Apesar de ser cinematográfico e as televisões fazerem o seu genérico bem montado, já nem nos filmes o enredo se reduz a bons e maus e ali não existem vilão nem super-heróis, existem PESSOAS.

Pessoas que partiram para um país desconhecido a acreditar na missão que carregavam e outras que nunca deviam ter aceite essa missão nem nenhuma que envolvesse ter poder sobre outros porque não têm valores nem sentimentos. Pessoas que escaparam às explosões e se sentem libertadas de uma ditadura que as oprimia e outras que estando no local errado à hora errada perderam a razão de viver ou simplesmente uma perna são tentadas a pensar que mais valia ser reprimido. Não é um jogo de futebol que se comenta na tasca, não é o último filme polémico de nenhum realizador que se critica no café, são muitas vidas em jogo.

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E de repente, este blogue (como tantos outros) começou a parecer-me uma versão adulta e virtual dos cadernos de cartolina preta da secundária, onde numa tentativa de expressão da individualidade, se escreviam os poemas e letras de música favoritos e se colavam anúncios de perfumes (meninas) ou imagens de surf (meninos).

Isto afinal não passa disso: uma colagem frequentemente actualizada e comentada de referências, estados de espírito, imagens que me ilustram ou comovem. Que bom prolongar um bocadinho as coisas giras da adolescência, depois do último post estava a ficar preocupada.

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MINIBIOGRAFIA

Não me quero com o tempo nem com a moda

Olho como um deus para tudo de alto

Mas zás! do motor corpo o mau ressalto

Me faz a todo o passo errar a coda.

Porque envelheço, adoeço, esqueço

Quanto a vida é gesto e amor é foda;

Diferente me concebo e só do avesso

O formato mulher se me acomoda.

E se a nave vier do fundo espaço

Cedo raptar-me, assassinar-me, cedo:

Logo me leve, subirei sem medo

À cena do mais árduo e do mais escasso.

Um poema deixo, ao retardador:

Meia palavra a bom entendedor.

Luíza Neto Jorge, in Poesia, Assírio & ALvim, 1993.

Soube este poema de cor durante anos, apesar de ser um poema maduro de uma mulher envelhecida estas palavras faziam todo o sentido para mim e para a minha interpretação das mesmas; escrevia-o nos cadernos e na bata de Química…entretanto esqueci-o e hoje, ao voltar a lê-lo já não senti a mesma coisa. Isto já me tinha acontecido por volta dos 16 anos com o Jim Morrison. O que se seguirá?

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DE “VIVER PARA CONTÁ-LA”, GABRIEL GARCIA MARQUEZ

“Na primeira noite, como em tantas outras, ficámos até ao amanhecer no Passeio de los Mártires, protegidos do recolher obrigatório pela nossa condição de jornalistas. Héctor tinha a voz e a memória intactas quando viu o resplendor do novo dia no horizonte do mar e disse:

– Oxalá que esta noite termine como o Casablanca.

Não disse mais nada mas a sua voz devolveu-me em todo o seu esplendor a imagem de Humprey Bogart e Claude Rains a avançar ombro a ombro entre as brumas do amanhecer em direcção ao fulgor radiante no horizonte, e a frase já lendária do trágico final feliz: “Este é o princípio de uma grande amizade.”

Excerto da autobiografia do prémio Nobel da literatura, que já muito depois de ser um escritor reconhecido, recebia as cartas à sua mãe devolvidas com a ortografia corrigida numa atitude de maternal pedagogia. Não resisti, adorei o excerto e o pormenor.

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A música é o ópio da Raspa.

(pequena variação de uma frase tão conhecida e tão citada que nem a vou identificar)

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ESTAVA AQUI a ler os meus posts e cheguei à conclusão que preciso de um “”curso intensivo de vírgulas”. Alguém sabe onde se arranja um em conta?

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CLASSIFICADOS(5)

Proposta de negócio após intensivo estudo de mercado!

…quer dizer, é mentira. Só que a mim dava um certo jeito que alguém abrisse, até fins de Junho um “franchisinguezinho” desta loja em Portugal. Eu juro que pelo menos uma cliente fiel vão ter, que a minha reserva de “Honey I washed the kids” (sabonete de mel com favos verdadeiros e um cheiro tão bom que tem de se fazer um esforçozinho para não o comer) não me dura mais que um mês.

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Descalça os sapatos

à entrada deste corpo

deixa o guarda chuva aberto

à janela do olhar

arranca as penas das asas

uma a uma

para que saiba

que não mais

poderás voar

Esquece a linguagem

entre os fios destes cabelos

são labirintos imensos

onde te deverás perder

e onde, sem esforço

encontrarás de novo

a primária inocência

o puro prazer

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A música que eu aqui punha hoje se o meu amadorismo não o impedisse era esta. Não sei porquê estou a ouvi-la repetidamente. É dos “Kings Of Convenience” e chama-se “Weight Of My Words” e, apesar de ser actual, fez-me ter tantas saudades de amores-impossíveis-quanto-mais-distantes-mais-desejados-que-nem-tinham-piada-se-dessem-certo, de rabiscar o mesmo nome de mil maneiras sem ouvir nada da aula de História, de olhar de longe e corar. Enfim, do masoquismo saudável dos amores platónicos dos treze anos.

“Even though I’ll never need her,

even though she’s only giving me pain,

I’ll be on my knees to feed her,

spend a day to make her smile again

Even though I’ll never need her,

even though she’s only giving me pain

As the world is soft around her,

leaving me with nothing to disdain.

Even though I’m not her minder,

even though she doesn’t want me around,

I am on my feet to find her,

to make sure that she is safe and sound.

Even though I’m not her minder,

even though she doesn’t want me around,

I am on my feet to find her,

to make sure that she is safe from harm.

The sun sets on the war,

the day breaks and everything is new… “

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Filed under but don't forget the songs that made you cry and the so

CONVERSAS DE AUTOCARRO OU RESULTADO DE PASSAR O TEMPO A OBSERVAR DESCARADAMENTE AS OUTRAS PESSOAS (nunca me bateram mas já ameaçaram):

Menina com look Damaia, raízes pretas, vestida com ela pensa que as executivas se vestem e com uns sapatos demasiado altos para o seu equílibrio:

“-Alô (sim, foi mesmo alô enquanto mastigava pastilha depois de atender o telemóvel com o toque mais incrível que já ouvi), alô, quem fala (aos berros)?

-…

-Não, mas fui eu que terminei tudo. Não quero estragar famílias, recuso-me a andar com homens casados!

-…,…?

-Esse era divorciado há anos

-…?

– Não, esse estava quase separado e nem sequer tinham filhos.

-…,…?

-Mas esse era só meu amigo e eu não disse que não cultiovava amizades com homens casados, só não ando com eles percebes?”

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Estou em contagem eterna, ansiosa e decrescente para uma dia de praia, com aquele calor que nos baixa o metabolismo até à semi inconsciência, que se torna quase insuportável. Temos então de mergulhar num mar muito transparente e fresquinho duas ou dez vezes. E voltar à toalha para sentir a àgua evaporar-se do corpo lentamente. E repetimos isto o dia todo, e só são permitidos intervalos para folhear revistas de sala de espera de dentista ou ir buscar uma bebida fresquinha, que com sorte, é uma sangria branca. Vai-se para casa muito depois do sol se por com o corpo a saber e cheirar a sal e com um bocadinho emprestado de luz do dia espalhado na cara.

Continuando a contagem…dois biliões e vinte e dois, dois biliões e vinte e um, dois biliões e vinte…..

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TENHAM MEDO, TENHAM MUITO MEDO

Já recebi 4 mails com histórias idênticas sobre os “perigos da Coca Cola”. A história de todos resume-se a: alguém encontra uma carteira recheada de dinheiro ou uma pasta com documentos. A carteira ou pasta ou seja lá o que for ( muuuuito valiosa em todos os mails) é devolvida ao destinatário, que é um sovina, e em vez de pagar uma bela jantarada fornece o seguinte aviso: Não beba Coca Cola em #$%&/ (no primeiro mail: a partir de 12 de Março, nos outros durante Maio). Em jeito de conclusão é explicado que o dono da coisa muuuuito valiosa era árabe e que a Coca Cola é americana (Não!?).

Só lhes tenho a dizer:

Senhores do marketing da Pepsi, bom esforço mas se não nos convenceram com o Pepsi Challenge (que só pode ter sido feito com Spur Cola), também não vai ser desta!

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Tenho amigos que não podem ver um cravo vermelho à frente e que dizem que “no tempo do Salazar” é que era.

Tenho amigos fervorosos da data e que se exaltam com a falta de um R.

Todos têm as suas razões sentimentais, económicas ou ideológicas e é mais fácil percebê-las num amigo que numa massa pública anónima.

Eu nasci uns anos depois de 74 e sempre pude falar do que quero com quem quero da forma quero à noite ou de dia, em casa ou na esquina.Podem sair confusões, barbaridades e disparates, mas é bom saber que até os posso gritar à janela, escrevê-los num blogue, imprimi-los numa t-shirt…

E se isso é fruto da coragem de alguns só tenho de me sentir agradecida.

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Agora que a Robina me desmascarou vou ter de assumir: tenho este aspecto de actriz dos anos 50 e não dispenso um cigarrinho para acompanhar a laranjada.

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Fosse eu também papel e aguarela e seguir-te-ia da próxima vez que embarcasses.

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Depois disto mais nenhuma criança vai querer um pónei! E eu nunca mais vou querer e-cards com ursinhos nem cãezinhos! Bem, vou ver os “tigrinhos” a brincar no vídeo da introdução pela milionésima vez….

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ESTAVA AQUI A PENSAR(depois de ontem ter descoberto no bosque que existe um horóscopo das flores e que eu era narciso)

O que eu queria mesmo ser era um destes:



Assim não tinha outra opção senão virar-me sempre para o lado luminoso das coisas.

É que não sendo um girassol isso dá um trabalhão terrível.

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BIRRA MATERIALISTA:

Eu quero! Eu quero! Eu quero!

….pode ser o rosa!Não, o verde! Ou azul? ai… estou baralhada…

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ESTAVA AQUI A PENSAR….

Quanto é que custará ter um motorista?

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