"Sigmund Freud analyze this, analyze this"*

Poucas coisas** me fazem recuperar forças e ânimo como uma maçã, uma banana, uma laranja e três bolachinhas tipo maria. Tudo esmagado e comido devagarinho com uma colher pequenina.

* canta a Madonna lá pelo meio do “Die another day”

**num segundo lugar muito distante está adormecer com um quadradinho de chocolate preto a derreter-se na boca mas não digam ao meu dentista por favor

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Ora bolas(2)…

…neste site tão útil para escrever relatórios escorreitos numa língua que não é a minha descobri que numa só página tinha 2 plague words (ia a caminho da terceira com um “firstly” evitado mesmo a tempo) e que a construção “dadada, which dadada” , a que tantas vezes recorro, é feiosa e de evitar. Bad, bad girl

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Ora bolas…

Desci sete degraus de qualidade de vida*

*By the way, já desconfiava…

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2 urgências inconsequentes sobre filmes

1-Muito chato quando uma imagem faz parte do nosso imaginário, uma personagem nos habita por dentro, nos acompanha e enternece ao ponto de ser, até, um bocadinho nossa e de repente..pufffff….aparece estampada em carteiras da loja dos chineses (que já são uma imitação de outras carteiras onde ela já apareceu estampada também), em chávenas, em postais de parabéns, canequinhas de chá, num tabuleiro daqueles com almofada de servir o pequeno-almoço na cama e, o cúmulo do cúmulos, num anúncio de batatas fritas. Claro que estou que falar da Holy Golightly, claro que não há “glamour” que resista a todo este brique-a-braque e claro que acho que certas imagens deviam ser intocáveis, devia ser criado um património do imaginário que as protegesse do “marketing”.

2-Gosto muito neste filme (até mais do que da cara do Theo) quando eles encarnam personagens, momentos, sensações de filmes e os tais filmes aparecem nos ecrãs, como música de fundo, cenário alternativo, rede de segurança contra o embate da realidade.

Acontece-me às vezes mas só por dentro.Estou a pensar contratar o Bertolucci para me dirigir o pensamento nesses momentos.Talvez ele consiga transformar Reading em Paris, isso sim era de mestre.

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coisas importantes e prioritárias

Qual prostituta cinematográfica você é?

via Lola

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Eu voto neste…(2)

…para poema terno-erótico mais lindo do mundo.*

“i like my body when it is with your

body. It is so quite a new thing.

Muscles better and nerves more.

i like your body. i like what it does,

i like its hows. i like to feel the spine

of your body and its bones, and the trembling

-firm-smooth ness and which i will

again and again and again

kiss, i like kissing this and that of you,

i like, slowly stroking the, shocking fuzz

of your electric fur, and what-is-it comes

over parting flesh . . . . And eyes big love-crumbs,

and possibly i like the thrill

of under me you quite so new”






E.E.Cummings

*esta revelação foi patrocinada pelo livro de poemas que tenho escondido ao melhor estilo “mamã estou a estudar geografia não estou a ler banda desenhada” entre artigos e equações e post-its de coisas a fazer muito bem e muito depressa.


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Viveste muito e dormiste pouco.Quanto e como quiseste. Foste brilhante e rápido, recto e terno, quente e incisivo. Deixaste um rasto de emoções fortes e contraditórias.

Decidi hoje que eras do signo Cometa e o facto deste signo não existir no horóscopo só reforça a minha decisão.

Vou assim começar a olhar para o céu com outros olhos, quem sabe o rasgues uma noite destas, quem sabe o risques com o teu brilho e reflectido nas minhas pupilas me faças sentir de novo o calor muito apertado do teu abraço.

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Eu voto neste…*

…para excerto de letra de música mais “fucking sexy” da História da Música:

“There’s the same hotel, and we can go there now

We can go there now if you want to

Through the doors of that rented room

Yeah, we stumbled through

It was only hours

It seemed such a short while

We had no time to cry

Or sit and wonder why

We had so many things started to say

We had to get through

We tried the cinema

Within half an hour

We had to go find someplace else

Some more… you know

We tried a drinking bar It gets so very hot

And when the cab ride ahead seems too long

We go fuck in the bathroom “

*revelação patrocinada pelos novos “phones” rosa-princesa que me permitem estar aqui sem estar.

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Ao olhar em redor

aqui do semi-callcenter-open-space onde passo os dias a fingir que percebo da poda reparo que há mesmo qualquer obsessão entre certos países e o mar: não há grego, italiano ou português (aqui sou eu) que se preze que não tenha o seu retalho de mar (às vezes muito muito artístico, que todos temos dentro de nós um eminente fotógrafo aos saltinhos) formato 13X18 cm escarrapachado à custa de bostik azul no painel mui belo de tecido azul-escritório que nos serve de separador. Ou, nos casos mais digitalmente avançados num fundo de ecrã mega-personalizado. Ou ainda, nos casos menos inspirados num fundo de ecrã com palmeira, espreguiçadeira encarnada e mar azul-não-existente-na-natureza-nem-nas-ilha-mais-tropicais. Pobres de nós, exilados na ilha cinzenta.



É, é verdade, estou entediada (não é falta de trabalho que já devia estar feito, é falta de vontade, inspiração, “whatever”, tem dias…) e dá-me para olhar em volta no estilo discreto que me é característico. Estou a um passo de pintar as unhas com a Stabillo Boss amarela (será que vão brilhar no escuro?) e a dois passos de ganhar o troféu “presença mais assídua na máquina dos cafés, chocolates e batatas fritas”.

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Foi à primeira vista.

Um desejo imenso percorreu-a, arrepiou-lhe a pele e fez com que gaguejasse. Soube que se existisse Destino o dela se diluía em cada centímetro daquela imagem. Gaguejou uma hora na primeira vez que o viu. O olhar prendeu-se nos seus contornos irregulares, a mente perdeu-se na sua diversidade.

Foi à primeira vista e é a primeira imagem de que se recorda. O mapa-mundo do bisavô. Muito antigo, mas o mais recente da colecção. Na colecção existe um que foi desenhado quando ainda nem se sabia que a terra era redonda e no qual estão representados os perigos do desconhecido sob a forma de monstros marinhos com a boca muito aberta de fome e de fúria.

Sabe desenhar no ar de olhos fechados as fronteiras de Rússia e tatua, a saliva, nas costas dos amantes o Oceano Atlântico e o estreito de Gibraltar. Foi um dia a um concurso de trivialidades geográficas na televisão e ganhou um carro que nunca usou e um clube de fãs com três membros: a família que costuma atendê-la na pastelaria onde toma o chá matinal e que lhe embrulha sempre com requintes de laço o resto do bolo de arroz, a quem deu o carro.
Apesar de as pernas nunca a terem sustentado por mais de cem metros seguidos e a respiração ser demasiado fraca e dependente de máquinas para embarcar num avião conhece os costumes das tribos de aborígenes australianos em detalhe, a melhor amiga vive na Polónia e recebe uma encomenda semanal de fotografias extensivas dalgumas ruas de Amesterdão que a põe a par de mudanças na cidade onde o seu coração vive a maior parte do tempo. Da janela do quarto avista feliz um rio que é só seu como seus são todos os outros que habitam as paredes da casa demasiado pequena para tantas recordações das viagens que nunca fez.

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Gostos

Gosto de observar quem observa. No exacto momento em que, ao sentir-se transparente, esboça no rosto um juízo.

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"ATENÇÃO…

…Essa vida contém cenas explícitas de tédio

Nos intervalos da emoção”

Arnaldo Antunes

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<casablanca

“You must remember this, a kiss is still a

kiss”. Your romance is Casablanca. A

classic story of love in trying times, chock

full of both cynicism and hope. You obviously

believe in true love, but you’re also

constantly aware of practicality and societal

expectations. That’s not always fun, but at

least it’s realistic. Try not to let the Nazis

get you down too much.

What Romance Movie Best Represents Your Love Life?

brought to you by Quizilla

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Fui ver o “Alfie”. Como filme, enfim, não há muito a dizer. Mas é um óptimo desfile de moda masculina. Meninos “watch and learn” ( só a parte dos fatos que o Alfie de certeza vai acabar velho, rabugento e sozinho) Posted by Hello

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Nice and cosy (2) ou o Regresso de Raspa, a "Stepford Wife"

Também vos desejo umas belas tardes no conforto do lar a ver chover (sem arrepios que não sou mazona) e, apoteose das apoteoses à LAREIRA (eu nem velas posso ter, por aqui a obsessão com os fogos atinge limites irracionais, penso que a solução para os fogos florestais portugueses passará por uma transfusão de nacionalidades).

Por isso, puxem dos aventais e experimentem este bolo outonal-mais-outonal-não-podia-ser, que leva:

225 g de abóbora descascada sem sementes aos cubinhos (“butternut squash”, não sei a tradução mas é amarela pequenina e em feitio de cabaça)

4 colheres de sopa de leite gordo

1 ovo grande

175 g de farinha com fermento

150 g de açúcar

1 colher de chá de noz moscada

1 colher de chá de especiarias para bolos (“mixed spice”)

50 de manteiga sem sal

2 colheres de sopa de sementes de papoila

raspa de um limão

Pega-se numa forma de bolo inglês e barra-se com manteiga para não pegar. Coze-se a abóbora até ficar macia, escorre-se e faz-se em puré. Misturam-se 3 colheres de sopa de leite e o ovo. À parte misturar a farinha, as especiarias todas e o açúcar. Misturar a manteiga e bater até ficar com o aspecto de migalhas. Misturar as duas misturas (bela frase!). Por o resto do leite ou mais se parecer muito seco. Por na forma, juntar a raspa de limão e as sementes de papoila, não é ao contrário: pruimeiro juntar depois por na forma. Cozer a 180ºC durante mais ou menos 45 minutos. E, depois é alambuzar até só restar a fatia da vergonha! Se sobrar para o dia a seguir torrem com manteiga, huuuum!

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palavras "muita" giras

Diospiro

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Nice and cosy

Meio constipadinha, com a cabeça a rebentar e a febre a ameaçar escapuli-me para casa (vantagens de estudante): camisolinha quentinha, musiquinha à escolha, chá de limão com mel para espantar o bicho da constipação e o jornal do dia à minha espera em cima da cama. Isto é o mais aproximado que se arranja às gripes de criança que davam direito a partilhar a cama com TODOS os brinquedos, lápis de côr, quilos de bolachas e chocolate quente…não fossem os #$%”=)&$ dos arrepios e era uma mulher feliz.

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Prova de amor (2)

..e nem roubei as nozes que estão a enfeitar (nunca ias perceber)!

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Prova de amor

Gosto tanto, mas tanto, de ti que resiti a comer as TRÊS (!) últimas broas que a minha mãe ME enviou, para tu as provares. Espera-se uma boa recompensa.

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As velhinhas da aldeia, que ao fim da tarde sempre se reuniam nas escadas toscas e musguentas da pequena igreja, benziam-se à sua passagem. Ficava triste, o luto delas e as suas mãos outonais lembravam-lhe a avó. Queria, por isso, agradar-lhes. Percorria a rua da igreja a pensar em esquemas, presentes, conversas que as fizessem gostar dela. Nem via o Zé do Café Central que lhe acenava e de tão concentrada nas suas intenções nunca reparou na minúscula vista do triângulo verde de serra entre a esquina da mercearia e a sua casa. Mas esquecia tudo assim que entrava em casa e os encontrava. Sempre cansados do trabalho agrícola, a que se começavam a habituar muito lentamente, sorriam-lhe do sofá entre mantas e botas lamacentas. Faziam juntos o jantar com produtos da horta. Já sabiam que tudo tinha de ser bem lavado de terra e minhocas, coisas que antes nunca lhes ocorrera estarem associadas às couves. Bebiam café no terraço em silêncio e em silêncio fumavam o último cigarro do dia. Um deles arrumava a casa enquanto os outros dois verificavam as trancas da porta e do gado. Inspiravam a sorrir a mistura de lareira, mato e broas a que a aldeia cheirava nessa altura do ano e deitavam-se. Enroscavam-se os três e ternamente conversavam até adormecer, as mãos e as pernas enroladas, os lábios em feitio de segredo. Só na próxima tarde ela se voltaria a sentir tentada a agradar às velhinhas que se benziam à sua passagem.

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