Esta semana…

…decidi deixar-me de contemplações, de horários flexíveis ao sabor da preguiça e horas seguidas a ler a mesma página entre bocejos. Fiz daquelas listas de tarefas que se vão riscando, risquei todas e mais algumas todos os dias, trabalhei das 9 às 6. A somar a isto (como se não chegasse) tive cuidado com a alimentação, arrumei a roupa sempre (a “cadeira da roupa” nunca esteve tão leve), dobrei o pijaminha e não ignorei um único dia aqueles cremes de limpar a pele antes de dormir

Resultado? Hoje cheguei a casa, tropecei na cama e depois de uma sesta abro um livro, leio um dos meus poemas preferidos e não sinto nada. Preocupada, ponho-me a ouvir uma das minhas músicas preferidas e passados dez segundos estou a pensar num parágrafo qualquer de um relatório que entreguei. Se amanhã quando te abraçar não me voarem borboletas na barriga interno-me aí num sítio qualquer.

Esta semana descobri que a virtude não é para mim. Resolução tardia para 2005: convencer o resto do mundo de como a preguiça aguça a sensibilidade.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

É amor…

Mais cedo ou mais tarde eu ia fazer isto (não consigo evitar é aquela compulsão, partilhada por quem tem bichos em casa, de fotografar o animal de estimação de todos os ângulos e exibir babado a fotografia).Por isso, e como até vai bem com os tigrinhos faço mesmo agora:



Kafka Posted by Hello

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Tigrinhos



Posted by Hello

E estava eu já completamente apaixonada pelos

bichinhos, a pensar: coitadinhos estão a sofrer mais que o Bambi, a pensar que mau era o senhor do circo que lhes batia e fazia o Kuma saltar aros de fogo, quando me lembrei que os tigres lindos-lindos-lindos que estavam a fazer o filme também devem ter levado uns tabefezitos, também foram roubados à floresta e também estavam desviados da tigreza natural de andar livremente a esfarelar bichos mais pequenos até ficar satisfeito e com os bigodes cheios de sangue. Bolas!

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Balanço de 2005 …

…ainda não tenho resoluções, aquilo das doze passas nas doze badaladas é muito rápido para mim, mas vendo bem isto não está a correr mal:

-já chupei azedas, o que tele-transporta novamente para a felicidade do metro e dez sem dentes da frente e totós espetados



-e, apesar de ter dedicado as férias a intoxicar-me de sonhos encharcados em calda, coscorões, pão-de-ló e à avaliação intensiva de qual o melhor bombom dos 3450 que me ofereceram (e não me estou a queixar, nunca são demais), emagreci dois quilos. Franceses cuidem-se, acabei de descobrir o “paradoxo português” e estou desconfiada que deve estar relacionado com a sopa.


Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Deixou a alma debaixo do tapete da entrada já gasto que tinha escrito “Bem-vindo” em seis – seis! – línguas diferentes. Varreu-a por descuido, esqueceu-se de para onde a tinha empurrado e quando se lembrou decidiu que aquele era um bom sítio para a deixar.

Antes debaixo daquele que debaixo de um das centenas de tapetes que, em feitio de mosaico, cobriam o corredor, a sala fechada das visitas e da cristaleira, a sala pequenina da lareira onde se torrava pão e se aqueciam as mãos ao chegar – essa, sim tinha escrito “Bem-vindo” numa linguagem universal – e a sala das malhas e bordados da mãe.

A mãe via muito pouco e demorava uma tarde para conseguir enfiar a linha no buraco da agulha. Às vezes quando finalmente conseguia já tinha escurecido e tinha de a deixar de lado para o dia seguinte.

Deixou a alma abandonada à mercê das pisadelas das visitas que tardavam e para quem sempre estavam reservados biscoitos já duros numa lata pintada à mão com cavalos, carruagens e princesas desdenhosas.

Talvez, saindo sem ela, o mundo lhe parecesse mais leve, as distracções e embaraços o fizessem rir. Talvez, com ela assim escondida e protegida, tivesse um dia vontade de destapar o carro, de o tirar da garagem e ir devagarinho passear a mãe à marginal ao ritmo dos domingos. E quem sabe, entre os risos das crianças dos outros, encontrasse coragem para procurar a sua, para rematar o pagamento das bicas e das queijadas com uma piada à menina da pastelaria que até tinha uns olhos bem bonitos? Talvez a pudesse deixar – a alma – bem escondida o resto da vida para não estorvar e escrever no testamento – não disso não se podia esquecer – que a colocassem no caixão quando partisse, amachucada entre o lenço de seda e o cravo branco na lapela.

O tapete da entrada. Era um bom sítio para a deixar, repetiu antes de sair.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Ah, então é por isso

Hai-Kai

Nós temos cinco sentidos:

são dois pares e meio d’asas.

-Como quereis o eqílíbrio?

David Mourão-Ferreira

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria


É só mesmo para, muito rapidamente, desejar um 2005 cheio de alegria, decisões cumpridas ou ignoradas com charme, mimos, emoção, birras, pazes, enfim cheio de vida e de todas as coisas que isso acarreta! Ah, e uma passagem de ano a transbordar de champagne, claro. Posted by Hello

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Ontem decidi o sítio onde quero passar o resto da vida. Hoje, a brincar ao faz-de-conta-que-agora-ia-lá-comprar-uma-casa(que é uma das mil coisas que faço quando devia era estar a fazer malas, relatórios e outras coisas chatas e obrigatórias), descobri que preciso no mínimo de seiscentos mil contos. Desconfio (saber não sei, que sou um verdadeiro “cavalheiro” em certas coisas) que o meu saldo neste momento não deve ter mais de dois dígitos, por isso vou ter de esperar mais uns séculos. Bolas, espero que aquilo da reencarnação seja verdade.

Ai, vou mas é enfiar ali na mala os presentes de Natal, meia dúzia de trapos que amanhã vou até casa(já sonhei com azevias duas vezes e já abri as hostilidades estomacais esta semana). Bom Natal!!!!!!

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Vanilla Sky

Se eu fosse pintora deitava-me de barriga para cima num sítio qualquer com um horizonte muito largo e passava o resto da vida a pintar céus e mais céus: limpos azuis, às risquinhas, com nuvens-farrapos, com nuvens gigantes laranjas, dourados, liláses, prestes a chover, acabadinhos de lavar, diurnos, a amanhecer, nocturnos cheios de estrelas, com arco-íris ao fundo e brilhantes de doer. Todos. O resto da vida*.

*Revelação patrocinada pelo céu de fim de tarde aqui da ilha cinzenta, sempre lindo, o parvo, mesmo a dizer: “Vês como eu podia ter estado o dia todo em vez de cinzento prestes a cair, mas olha toma lá uns minutos disto para te acompanhar no caminho para casa que já não é mau”

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Os bibliotecários são nossos amigos…

Perguntem o que quiserem ou precisarem, não sejam tímidos, eles respondem. Juro.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Apontador para futilidades e inconsequências urgentes da imprensa(2)

Aposto que a luta foi renhida, eu consigo pensar numas quantas nomeações, mas o Tom Wolfe arrebatou o prémio. O prémio da pior cena de sexo literária do ano. Aqui está a passagem distinguida: “Hoyt began moving his lips as if he were trying to suck the ice cream off the top of a cone without using his teeth … Slither slither slither slither went the tongue, but the hand that was what she tried to concentrate on, the hand, since it has the entire terrain of her torso to explore and not just the otorhinolaryngological caverns … ” Eu atribuiria-lhe outro ainda: o de primeiro autor a inserir o termo otorrinoblablabla numa cena de sexo.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Olhem lá, a isto é que se chama "envelhecer"?

Um dia percebe-se que se calhar o tempo não vai mesmo chegar para aprender japonês, dançar o tango em condições, percorrer a Índia, tocar guitarra, saber tricotar, trabalhar oito horas por dia e mesmo assim ter tempo para sonhar acordada aos golinhos numa chávena muito quente.

Então lêem-se haikais traduzidos, vê-se dançar o tango, folheiam-se revistas de viagens, ouvem-se e “reouvem-se” as músicas mais queridas, vestem-se as camisolas tricotadas pela mãe, trabalham-se oito horas por dia e sonha-se acordada aos golinhos numa chávena muito quente.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Eu voto neste (3)…



…para acessório “must have” da próxima estação. Já está nas mãos da Polly, da Ester, da Cat e da Kim. Para um máximo efeito combinar com saltos agulha, agressividade “cool” e risco preto esfumado. Lamento, em azul eléctrico já não há. Esgotou em minutos. Posted by Hello

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Raspa a dar uma de crítica de moda OU Uma razão para eu não gostar das botas UGG*

Nunca poderiam inspirar uma canção destas.



“Shiny, shiny, shiny boots of leather

Whiplash girlchild in the dark

Clubs and bells, your servant, don’t forsake him

Strike, dear mistress, and cure his heart

Downy sins of streetlight fancies

Chase the costumes she shall wear

Ermine furs adorn the imperious

Severin, severin awaits you there

I am tired, I am weary

I could sleep for a thousand years

A thousand dreams that would awake me

Different colors made of tears

Kiss the boot of shiny, shiny leather

Shiny leather in the dark

Tongue of thongs, the belt that does await you

Strike, dear mistress, and cure his heart

Severin, severin, speak so slightly

Severin, down on your bended knee

Taste the whip, in love not given lightly

Taste the whip, now plead for me

I am tired, I am weary

I could sleep for a thousand years

A thousand dreams that would awake me

Different colors made of tears

Shiny, shiny, shiny boots of leather

Whiplash girlchild in the dark

Severin, your servant comes in bells, please don’t forsake him

Strike, dear mistress, and cure his heart”

Velvet Underground, Venus in furs

*Também são uma praga por aí este Inverno?

Posted by Hello

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Jack Vettriano – The singing butler

Deixe um comentário

Filed under Ilusões que salvam, Sem-categoria

Lindo…

…e caso não saibam os Super-Heróis além de existirem, coitados, têm de lidar com assuntos chatos como mudar de casa, arrufos com a mulher, filhotes no gabinete do director, chefes ridículos, empregos chatinhos. Enfim, coisas que nenhum super-poder resolve.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Nova secção: Apontador para "futilidades e inconsequencias urgentes" da imprensa

1925 rocks

“Saturday 7 February. Danced with all the lads as usual. Had a good time. Six people asked to take me home. There was a fight and Mrs Morgan fainted. Ticked off J.G. for making love to me on the roof garden.”

Depois disto, se oiço mais alguma vez a conversa “no meu tempo é que havia respeito” …

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Apelo muito rápido…

SOCORRO!

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Nunca se sabe, se calhar ele existe mesmo…

Querido Pai Natal,

indo directa ao assunto, que sei que andas ocupado nestas alturas:

a saia da esquerdaou esta saia da esquerda também, daqui pode ser, huuum,tudo e daqui é só ocasaco da direita.

Sim,sim portei-me muito bem.

Beijinhos

PS: Tens umas barbas muita giras, e olha…estás mais magrito não estás?

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Fartinha de "franchisings" e promoções pague "3 leve 7" e de todas

…as ruas principais de todos os sítios serem iguais. É assim que eu ando. Muito mesmo. Por isso gostei tanto de uma livraria muito pequenina e redondinha que conheci este fim-de-semana onde os livros estavam organizados assim: “first love”, “desperation” (estava aqui a Anna Karenina), “greed”, “luxury” e por aí fora. O interesse que despertam é completamente diferente do que causariam na disposição do costume. Tirei este (principalmente pelo título) da prateleira “career advice”(pois, não sei porquê nessa categoria, o senhor da caixa riu-se, disse que estava curioso em ver quem levaria aquele livro desde que ele chegara, mas não me conseguiu explicar o porquê da prateleira, tinha sido o sócio a arrumar e para ele não era aquela a mais adequada). De cada livro só havia um exemplar, tenho a certeza que o sítio de cada um era pensado com o maior cuidado e que, dado o tamanho da sala, eram seleccionados um a um. Nem um único cartão imprimido em fluorescente a anunciar o último lançamento da uma qualquer vedeta televisiva, nem cartão de fidelidade nem promoções de Natal…um descanso.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria