Vão, vão lá passar o fim de semana entre o vinho novo das aldeias mais minúsculas das redondezas, trouxas de ovos, migas com fritada e as alheiras do clube dos caçadores (suas pindéricas, pavorosas, parvalhonas,horrorosas humpft). Eu vou tentar compensar-me com uma “pint” morna de mil paus e pensar que vão fazer um ou dois brindes por mim…é que já é o terceiro ano consecutivo que falho o “haja saúdinha” com vinho em copinho de barro mal lavado, não há direito.
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Os olhos meios de lágrimas ao olhar para o dedo médio e imaginar os detalhes da história da pérola ao longo do tempo, da loja até ti, de ti até ela, dela até mim em teu nome. Bem feita, quem me manda andar a passear as memórias nas mãos. Escondê-las em baús escuros e fundos seria mais sensato. Mas menos humano.
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Depois de 5 meses…
…a refilar que o pão não presta, o leite tem um sabor esquisito, metem “ketchup” em tudo, e blablabla, o meu paladar começa a render-se a uma coisinha ou outra.
A saber: “clotted cream” (é um desafio ao cardiologistas, nutricionistas e outros nazis o que o torna ainda mais saboroso) e “porridge” (este, por acaso é agora aconselhado pelos nazis já referidos mas pode-se sempre encher de mel até à insanidade, huuuuum)

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O que realmente interessa
Ainda não faço ideia de quem ganhou os Oscars. Mas já sei quem usou os vestidos mais giros: a Natalie Portman, a Cate Blanchet e a Maggie Gillenhall.
Ufa, já posso ir trabalhar mais descansada.
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Help yourself
Gosto muito do século XXI. Se há uma dezena de anos tinha de dominar a complicada arte de programar o vídeo para ver e rever os filmes que interessam (o clube de video da esquina não ia muito além do Rocky e a RTP2 quando os transmitia, era em horários não conciliáveis com CFQ ou EV às 8 da manhã); agora eles caem-me aos pés. Saem grátis nos jornais, são suplementos de revistas e – pior!- hoje ia eu comprar maçãs quando vi um montinho de dvd’s ao lado da caixa registadora a chamar por mim. Ainda olhei espantada para a menina da loja, a remexer nos trocos do bolso para dar uma gorjeta, um suborno ou assim, mas ela insistiu “Help yourself”. E já cá canta o “Paris, Texas”.
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Triiimm Trrimmm
É bom começar o dia com uma viagem ao passado:

…se bem que isto tem a sua ciÊncia e já não domino a dose óptima (ficou assim para o demasiado duro).
(Uma pessoa percebe que é “emigrante” quando fica com o coração aos pulos de encontrar um mercearia portuguesa inesperada e lhe esgota em três tempos as reservas de Pensal, Nestum mel e farinheiras)
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Medo medo medo…
que existe ali ao lado uma sala cheia de nutricionistas que vieram aqui à procura de voluntários para testar uma máquina que diz a percentagem de gordura localizada em diferentes partes do corpo (como se uma simples balança não fosse mau que chegasse). Eu consegui esconder-me debaixo da mesa, mas algumas pessoas não foram suficientemente rápidas e voltaram agora com um ar bem mais triste do que saíram. Amadores é o que são, toda a gente sabe que não se dá confiança a nutricionistas.
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I’m the laziest gal in town…
..por isso partilhar durante horas o silêncio de um livro contigo numa almofada quentinha faz-me feliz num Domingo à tarde.
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Hoje o dia não começou nada bem…

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Inconsequências neste intervalo para blogar que estão ali a acrescentar-me os termocouples (estava sempre a tropeçar)
Depois de andar para aqui a apontar o dedo ao SciFi Junkie, lembrei-me que afinal a infeliz era eu, que há tanto tempo não passava para o outro lado do espelho com um livro. Andava a petiscar de um e de outro mas sem grandes arrebatamentos. Queria comprar este, mas está com um preço exorbitante de “acabadinho de publicar”. Fui, portanto, viver nos últimos dias para dentro deste. Nas primeiras páginas não acontecia absolutamente nada, ele era a descrição da paisagem, da ementa (adoro quando descrevem o que comem deve ter-me ficado este gosto dos banquetes dos Cinco), da infância (estas coisas prendem-me muito mais que grandes agitações). Mas aquilo ontem animou, oh se animou. Não faz mal.
Aproveitei o “3 por 2” (que também estou sempre a criticar, bem feita pela boca morre o peixe) e comprei mais um para mim, e -lindo- rendi-me ao S. Valentim ( que tambem estou sempre sempre a chamar de parolão e comercial) com esta oferta especial a quem tem o bom gosto de gostar de mim todos os dias. Afinal, que mal faz uma rapariga (que ganha sempre o queijinho rosa do trivial, sublinhe-se) render-se à data quando, abraçados a ver os BAFTA ele aponta orgulhoso para o canastrão do Richard Gere a dizer: “Olha ali aquele que tu gostas o, o … Harrison Ford?!…” e isto nos enternece mais do que nos enfurece?
Claro que também pode ser efeito da semi-doença, que eu nem uma gripe de jeito apanhei: ando há uma semana funga-desfunga, desmaia-salta,aiquebomjápassou-oraporraerasóimpressão.
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"Da sanidade" ou "3 anos na quinta dimensão não me hão-de fazer mal…" ou ainda "SciFi junkie"*
O rapaz que trabalha ao meu lado, não meteu cá os pés durante 3 meses. Achando que isso se devia à causa mais comum de desaparecimentos aqui no “call center” perguntei-lhe como ia a tese. Afinal enganei-me, ele está com um problema de adicção muito dificil de controlar. Não consegue parar de…ler livros de ficção cientifica nemsequer pensar em mais nada nem afastar-se muito da colecção.
*entusiasmo-me muito com os títulos, eu.
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Há aquelas palavras que gostávamos que tivessem sido escritas por nós e depois há aquelas que gostávamos que tivessem sido escritas para nós
Cos when I hold her in my arms
I feel like Fred Astaire*

*James
Nos primeiros dias…
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"Da sanidade" ou "Uns mesitos na quinta dimensão não me hão-de fazer mal…"
Será pedir muito não viver num manicómio? Ora, o rapaz do quarto debaixo do meu uiva(juro), assobia, canta ri e geme SOZINHO a noite toda e não conhece o termo “guardanapo” nem a utilidade de tal coisa. A rapariga do quarto oposto ao meu andou ontem o dia todo a pedir aos restantes elementos da casa de malucos que lhe dissessem o que pensam dela na cara, que a cabeça dela está em ebulição e que por isso tem atitudes esquisitas (como ela até aí não saía do quarto é possível que tivesse tido atitudes esquisitas, mas as paredes são demasiado opacas para confirmar). Para descontrair, claro, acendi a televisão e só vos posso dizer uma coisa: se sofrerem de insónias não vejam documentários sobre “combustão humana espontânea”. Até vos digo outra: se sofrerem de insónias evitem viver em residências de estudantes inglesas; se o papel de parede não vos enlouquecer a população “vibrante e internacional” tratará disso.
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Ícone
Depois da imagem da Audrey Hepburn/Holy Golightly aparecer em tudo o que é mala parola, tabuleiro envernizado e postal sonso decidi escolher outro. Mas continuo indecisa.
É este

contra este:

A parte de mim que anda agora todas as segundas-feiras, com esta idade!, a saltitar de biquinhos nos pés até ganhar caímbras inclina-se para o primeiro. A parte de mim que tem palpitações quando ouve “All tomorrows parties” e por vezes ainda se interroga, entre a caixa do supermercado e cadeado da bicicleta, se a cena do elevador do filme do Oliver Stone aconteceu mesmo inclina-se para o segundo. Que vença a melhor…
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Gosto muito
de fingir que a minha vida não é da minha conta. Tiro assim umas folgas e vejo-a passar. E independente, que ela é? É que já nem olha para trás à minha procura.
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I’m dreaming…
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Bocadinhos de saudades, pedacinhos de luz, sorrisos que me guiam. Sitios, coisas, peles onde espalhei bocadinhos de mim. Abafados em gavetas, escondidos em caixinhas, trancados, esquecidos, expostos em paredes, trespassados por “pionaises”, com os cantos dobrados e estragados da cola. Quanto de mim ali ficou, quanto de mim levaram, quanto deles trago comigo na ilusão de uma imagem? 
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Merda, hoje estou na curva descendente da montanha-russa…*
Sou esse pó que escondeste
Devagarinho com o pé
Para o canto debaixo
Da mesa no canto da parede
Onde os teus papéis se acumulam
Num equilíbrio que desafia a gravidade
No canto onde naquele dia me encostaste
E me fizeste contar as estrelas do céu
Uma a uma a uma
Até à última
(uma muito pequenina que nunca existiu)
*…e já agora, farta da montanha-russa. Eu era mais planícies agora.
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