
Huuum, estava a fazer batota para ser a Claire (o meu sonho é ser ruiva e zangada com a vida de uma forma "cool"), mas…
You are Keith, boyfriend to David Fisher. You are a
tough cop who doesn’t take anyone’s shit. And
if you have to shoot them, so be it. You’re a
bit of a live-wire when things piss you off,
but you’re always there when someone needs you.
Which Six Feet Under Character Are You?
brought to you by Quizilla
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Defeitos (2)
Ando à procura de casa para alugar. E sou péssima nisso.
Desde muito pequena que tenho fascínio por espreitar pelo canto do olho janelas entreabertas, entrar nos quartos alheios, ver que livros e fotografias têm expostos, que revistas estão esquecidas nas escadas, que perfumes estão acumulados nas prateleiras das casas de banho, se em cima da televisão está um “naperon” ou se a dobra do sofá esconde uma moeda. Isto torna-me péssima na procura de casa. Em vez de reparar se os quartos são grandes, se têm bolor, se as torneiras funcionam, se o frigorifico é decente e as janelas viradas ao sol ando de cabeça torcida a espreitar os títulos dos livros nas estantes. Em vez de ouvir as explicações dos potenciais senhorios sobre rendas, depósitos e essas coisas chatas tento ler os recados escritos a letra miúdinha nos “post its” do frigorifico. Estou indecisa entre a a que tinha meia colecção da Penguin numa estante improvisada e a que precisava de cenouras com urgência. Mas provavelmente vou escolher a que ainda não vi e que está desabitada, nessa já devo conseguir focar-me no essencial.
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Dantes detestava. Agora adoro. Ter o teu nariz. Trago-te no rosto e só eu sei. Só no coração não cabias. 
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Tarnation
” TARNATION is a fever dream of sorts. It crosses and re-crosses the line between high art and bad acid trip, between sordid confession and life-affirming revelation, so many times that those distinctions soon cease to matter.”
—Ron Stringer, LA Weekly
Como fazer da vida um mega-“videoclip”. Como arrumar pequenas dores e inevitabilidades. Uma manta de retalhos comovente e narcisista. Também quero uma minha. Mas muito, muito mais feliz.

(A banda sonora arrepiou-me especialmente, parecia que estava a ouvir o ficheiro “My music” em modo aleatório.)
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Da variedade do género humano(2)
Festa de amigo do amigo. Sucessão de caras desconhecidas, apresentações rápidas sorridentes, a certeza assustadora que só uma décimo dos nomes vai ficar retido e julgamentos rápidos dos pés à cabeça só mesmo para ir arrumando os rostos em gavetinhas familiares. Aquele tem tiques, aquele tem um ar nervoso, aquela é sonsa. Tudo em gavetinhas, já está.
E tudo nas erradas. A sonsa tocou com uns amigos de improviso e ganhou outro brilho, juro que dançava sem se mexer. O dos tiques tinha um discurso envolvente. O nervoso falava cinco línguas. E é refrescante saber que existem pessoas que realmente têm interesses em fazer coisas pelo simples prazer de o fazer. Que aprendem uma língua só porque sim e não porque ficará bem no cv com que se concorrerá à multinacional dos seus sonhos, que tocam instrumentos completamente fora de moda que nunca os levarão ao “Ídolos” ou a uma editora só porque realmente gostam, que sobrevivem aos tiques fortalecidos com uma bagagem de valores e descontracção.
Um dia destes vou deitar fora as gavetas, juro (assim que conseguir sair da minha).
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Da variedade do género humano
Num documentário sobre os serviços sanitários de Nova Iorque, entre a listagem das tarefas mais repulsivas que já vi na vida (e que me fizeram encarar as segundas-feiras com um sorriso nos lábios que deixa as pessoas que se cruzam comigo na rua baralhadas), apareceu uma equipa que tinha por missão descontaminar apartamentos. Descontaminá-los depois daquelas mortes que sempre pensei serem mitos urbanos: em que ninguém dá pela falta da pessoa até o cheiro intrigar os vizinhos.
A equipa era composta por um senhor gordinho com um ar eficiente que, claro, “não sonhava desde pequeno fazer aquilo mas alguém tinha de o fazer e ele tinha orgulho em fazê-lo o melhor que podia”, e por um rapaz ainda sem barba que mascava pastilha com os olhos muito abertos. Já ia mudar de canal quando ele começa a explicar que ADORAVA aquele emprego. Sentido cívico? Não, puro “vouyerismo” mórbido. Ele gostava do “décor” de vísceras, dos pormenores macabros de miolos liquefeitos, tirava fotografias para um albúm especial, sentia-se priveligiado por poder assistir na realidade “ao que apenas parece nos filmes” para o comum dos mortais. Teve sorte, no fundo, em ter descoberto a vocação. Aposto que nehuma orientadora vocacional lhe teria tirado a pinta.
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Inacabado
Não gosto quando os filmes ficam em suspenso. Para imaginar o que irá acontecer, temer o que poderá acontecer, desejar que aconteça isto ou aquilo e depressa tenho a vida. No cinema gosto de um desfecho. Tipo conto de fadas ou romance de faca e alguidar. Que morram todos ou tenham muitos meninos, tanto faz. Às vezes nem fico a pensar muito nisso, quero lá saber. Mas, e estes dois, ficaram juntos ou não?
“I’m designed to feel slightly dissatisfied!”
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Realmente vivemos tempos de crise…
…até o nosso PR já tem de andar para aí a fazer candidaturas espontâneas.
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Vivo num sítio ponde é impossível escapar à conversa trivial sobre o tempo…
Na sexta-feira à tarde estava no quarto a ler um livro. Olhei pela janela na página 24 e estava um sol morno, um céu azul. Pela página 28 ouvi janelas a bater. Era o vento a empurrar flocos de neve pelo parapeito. Muitos e pesados. E nem leio assim tão devagar que se justifique. Percebi de vez a piada: “Don’t like the weather in England? Wait five minutes”.
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"Non stop", no "windows media player" e na cabeça desde quinta ou sexta já nem sei
We have a map of the piano
Please don’t flow so fast
You little mountain hum
I’ll take a bottle down to you
Please don’t flow this fast
You hold a little hum
I’ll bottow sounds of me for you
Please don’t flow so fast
You little mountain din
I’ll bottow piano sounds from you
Please don’t flow so fast
You little mountain noise
I’ll close my eyes and bite your tongue
Múm
(aposto que esta música tem mensagens subliminares hipnóticas viciantes, estou a ficar preocupada)
Hoje não faço nada de mim…
do que processar os parcos resultados que tenho. E, de longe, mais prioritário andar a inestigar uma a uma as musiquinhas que passam na Woxy do que preparar a reunião que tenho daqui a … agora!!!
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Acordou com vontade de fugir mas não tinha de quê. 
imagem roubada em :
http://www.rock-club.org/art/fuga.jpg
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A semana começa mal…
esqueci-me disto no meu poiso de fim de semana. E estava a passar para o outro lado do espelho com este também. Bolas.
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A isto é que se chama abrir horizontes
isto é que é intercâmbio cultural: amanhã, vou pela primeira vez em 8 anos cortar o cabelo a uma cabeleireira que não a Ana e como se isto não chegasse, vou ter de explicar como quero tudo numa língua que não a minha quando na minha normalmente já é tarefa complicada (já treinei o vocabulário, com o apoio da Vogue e da Elle: “layered”, “light fringe”, “like this photo of Shirley Manson”). Isto exigiu grande preparação psicológica e, na verdade só o faço porque o visual Cidália Moreira não me assenta por aí além. Até agora o choque está a ser elevado: depois da dor de cabeça de escolher o salão, quando já achava que estava tudo decidido, tive de escolher entre “trainee”, “graduate stylist”, “jr stylist”, “sr stylists” e mais uns quantos nomes, a marcação não chegou, tive de trocar sms’s pré-fabricados a confirmar a confirmação. E se calhar está a escapar-me mais qualquer logística, estou recesosa.
Ainda estou a tempo de desistir.
Cortar em casa.
Fazer rastas.
Deixar crescer para ter um visual hippie no solsticio.

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Quaresma pós-pascal
Os ovinhos de chocolate estão todos com 70% de desconto (sim, até os Lindt) e não comprei nem um.
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Cheiros…
…entre as páginas da leitura atrasada de um suplemento do jornal de Domingo*.
Nada nos toca no fundo da memória como os cheiros, todos o sabemos ou descobrimos se pensarmos um bocado nisso. Uma música transporta-nos para cenários difusos, um objecto faz-nos nascer um sorriso parvinho, mas os cheiros, os cheiros teletransportam-nos. São a máquina do tempo, não precisamos de mais nenhuma geringonça com botões e físicas complicadas para voltar a fungar a manga da camisola entre o baloiço e o toque de entrada. Só de um nariz e de uma vida.
E entre as páginas da leitura atrasada do jornal de Domingo encontrei alguém a cronicar sobre isto. Encontrei entre uma citaçao de Proust (linda) a evocar o cheiro de bolo embebido em chá, a informação de que existe um prémio literário para a melhor descrição de um cheiro (Jasmine Awards) e o inevitável Freud a relacionar nariz e sexo, as curisidades científicas a dar um ar profissional à coisa: o olfacto é o único sentido molecular. Visão e audição penetram o nosso cérebro com ondas. O cheiro é molecular, e por isso, muito específico e muito mais profundo que os outros sentidos. Quem delira com o cheiro relva acabada de cortar (relacionado nas profundezas da nossa cabecinha dada ao prazer com tardes preguiçosas e solarengas) pode agradecer ao 3E-hexamel e ao enzima que o origina quando a relva é cortada e a sua seiva exposta ao ar. Ah, e a parte do cérebro que porcessa os cheiros está mesmo ao lado da que lida com a memória.
Esta especificidade do olfacto e esta vizinhança cerebral coma memória faz com eu ao cheirar Boucheron seja transportada para o Verão em que a minha mãe usou intensivamente esse perfume e para parágrafos inteirinhos dos “Cinco” que eu andava a devorar na altura. E isto funciona ao contrário, juro. Ainda hoje a mexer numa coisa que parecia uma balança antiga me lembrei automaticamente de uma que os meu avós tinham numa arrumação. O laboratório começou a cheirar intstantaneamente à mistura de batatas e coisa que se pões nas batatas para elas não grelarem. Era isso que existia na arrumação dos meus avós, lado a lado com a balança.
É bom ter sentidos e memórias.
*O ABC, a crónica “Notes and theories” do Stephen Bailey, este fim-de-semana.
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Entretanto fiz anos e, como castigo, fui raptada!
Sofri horrores: tive de andar dias inteirinhos em ruas muito estreitas, apanhar sol directamente na cara em esplanadas, ver a luz do entardecer a transformar as tais ruas estreitissimas e a cor da àgua que as banhava, namorar entre escadinhas, gatos preguiçosos e velhinhas à janela.
Foi difícil, mas sobrevivi.
E prometi que este ano não me vou queixar dos anos que se acumulam. Nem de objectivos que tardam. Nem de atalhos ou desvios inesperados. Vou passear na vida como naquelas ruas, com a certeza que, a qualquer momento uma nova janela ainda mais florida com a roupa estendida ainda mais branca e os vidros gastos ainda mais coloridos vai aparecer. Sabendo que às vezes becos escuros e suspeitos escondem praças onde ecoam risos miúdos e gargalhadas antigas.
E que a beleza disto tudo está em sítios que não aparecem no mapa dos percursos obrigatórios, que ninguém nos ensina o caminho para lá chegar. Está no inesperado de uma ponte pequenina que é só nossa e na sesta silenciosa entre pedras que já viram tudo.
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Hoje descobri que…
me divertiria muito mais no trabalho se fosse uma daquelas senhoras que escolhem as peças chave da estação e num mês mandam comprar azul para no outro dizer que as peças azuis estão “out”, lixo-com-elas-já e fazem montagens do género:” peças chave para um fim de semana romântico” ou “fique com o look das passereles por apenas 100 euros”.
(nota: kaftan antik batik, vestido lindo das bolinhas clements ribeiro,casaco amarelo paule joe, outro vestido chloe e sandálias marc jacobs (custam 200 libras uma indecência))
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