À atenção domega-fã

Depois de te entreter, o Alex Kapranos (que escreve sobre comida no Guardian) pegou nos outros 4 e jantou algures por Lisboa. E gostou:

It is worth going to Lisbon just to eat Azeitao cheese. The ancient, muslin-wrapped rind looks like the skin of an Egyptian mummy. The top has been sliced off and a tiny spoon stands in the runny interior. It is made in Portugal’s highest mountains from raw, unpasteurised ewe’s milk, using Cardoon thistle instead of rennet.”
.

Apesar de me parecer que ele está a trocar alhos por bugalhos (neste caso Azeitão por Serra e Bairro Alto por Alfama, “how proud are we”?

(pequena nota: no melhor do meu conhecimento, o Alex é o primeiro britânico a apreciar a nosso “Egiptian mummy cheese”. Cada vez que o tentei partilhar a resposta foi uma careta ou um bem-educado “interesting flavour” mesmo antes de um copo de àgua à pressa para lavar o “interesting flavour” da boca)

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too hot to blog

Sim, até aqui.
Estou a criar uma dependência de “mazagrin” e meu cérebro não consegue ir além observar o espreguiçar dos gatos do quintal, logo hoje que eu até preciso dele.
No Guardian vem um artigo sobre as melhores dedicatórias de escritores. A Zadie Smith (que me recuso a ler por pura inveja: talentosa, gira, mil prémios literários, festas da “Vogue”, casada com um poeta giro talentoso, o Nick Laird) escreveu assim no “On Beauty” para o Nick Laird:”blablablah…Most of all I thank my husband, whose poetry I steal to make my prose look pretty. Its Nick who knows that “time is how you spend your love”, and that’s why my book is dedicated to him, as is my life”. “As is my life”, a lamechas dentro de mim rendeu-se, vou comprar o livro. Uma rapariga precisa de bom modelos e a inveja é feia.

Mas nem tudo é mau, apesar de me ter apaixonado de novo, o meu objecto de afeição é da Chloe e não da “high street”. O que me reduz significantemente a probabilidade de partir um perna este Verão.

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Apaixonei-me…


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…e em 5 minutos voltei a ser ratinho da cidade

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coisas que quero muito urgentemente

cão, gato, quem sabe galinhas. uma fonte. um limoeiro. luz amarela. um caminho de terra que cheire a terra para pisar e cheirar descalça. e vagar. viver devagar.

(hoje sou ratinho do campo , que fazer?)

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Shiuuuuuu….

…dei em tontinha e ando a ler um livro de economia. Mais especificamente de “especie de economia explicadas as criancinhas e as pessoas que comecam o jornal pelos suplementos de moda”. Estou a gostar e a perceber que sou o tipo de cliente preferido de qualquer empresa: “caio” em todos os truques descritos nas primeiras 40 paginas. Espero salvacao no resto do livro. Vou ser o orgulho da minha Ermelinda que regateava tudo desde o pao ao ouro. Mas vou continuar a comprar “Fair Trade”.

(raspa sem acentos)

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Pensamentos avulsos da hora de intervalo aos vinte minutos de estudo…

Em Status Anxiety (sim goza lá, o livro de “auto ajuda” que me roubou umas valentes horas na Páscoa), Alain de Botton, identifica como soluções para ânsia de ser* mais e melhor (ou pelo menos mais e melhor que as pessoas a que nos consideramos comparavéis) a filosofia, a arte, a política, o cristianismo e a boémia.

A minha preferida é a boémia. Mais precisa e tristemente, ler a boémia de uns e imaginar como terá sido divertida a de outros.

*ser/ter dependendo do grau de “burguesite”

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Nas preguiçosas manhãs de Sábado agora….

em vez da MTV, é a Saturday Kitchen e o Master Chef Goes Large que me embalam. São uns snobs a torcer o nariz às pretensões de agentes imobiliários e vendedores deixarem de ser o que são para serem “chefs”. Mais embaraçoso ainda que as primeiras fases do Ídolos e mais viciante ainda que a hipnose hip hop da MTV.
Entre o secador, o e-mail, o descarte às senhoras de uma religião qualquer que me bateram à porta, o blogue, o “porridge” e o jornal de ontem dou por mim a tentar adivinhar o que une uma nação no desejo de mudar de carreira para “chef”: puro escape? publicar uns livros e aparecer de avental na capa? ser melhor que os arqui-inimigos franceses? embalar as manhãs preguiçosas de sábado de pessoas como eu? Sim, deve ser isso.

Acho que vou comprar o teu presente, seguir a inspiração do jornal de ontem comprando o livro da Tracey Emin, e ignorar a inspiração televisiva das manhãs de sábado almoçando um sushi falso por aí.

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Desilusão (2)

Os passarinhos e as àrvores e o verde e a Natureza a explodir. Tudo muito lindo. Não fosse eu descobrir que isso da febre dos fenos existe mesmo (não é invenção de pessoas que estão só a tentar mais hipocondrícas que eu) e que torna um cortador de relva a menos de um km uma ameça à integridade do kohl nos olhos.

Salva-se a floresta de rúcula selvagem e salsa que consegui fazer crescer.
Fiquei quase tão espantada de descobrir que com umas sementes, terra, àgua e as minhas mãozinhas (e as tuas Darling, não refiles) se faz crescer coisas que custam 600 paus por 100 gr como quando desccobri que com uns ingredientes e uma receita saía comida!

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Desilusão

A Jane Birkin e o Segre Gainsbourg quando gravaram o “Je t’aime moi non plus” não estavam juntos a fazer coisas. Nem sequer estavam juntos. Nem no mesmo estúdio em cabines vizinhas. Nem no mesmo país.

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Não é febre

é sinusite, mas o anoitecer de ontem acompanhado dos versos “Confusion in her eyes that says it all/She’s lost control/And she’s clinging to the nearest passer by/She’s lost control/And she gave away the secrets of her past/And said I’ve lost control again” ao vir para casa depois de 4 horas a contar bolinhas (“Don’t. Ask.”)causou-me um delírio febril. Hoje tirei a manhã para recuperar. A pintar as unhas. Cor de Ucal (dos antigos que eles agoram andam a poupar no chocolate).

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The state that I am in (6)

Muito contente do meu novo cabeleireiro falar de Glastonbury, Moloko e Portishead em vez da prima da vizinha de uma amiga que se separou.

Não tão contente de ele gostar de Portishead ao ponto do meu corte ganhar uma assimetria muito peculiar no exacto momento em que descrevi o concerto da Beth Gibbons no Sudoeste há uns anos: “She was completely wasted”.

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Estupidamente feliz

Levantei-me de madrugada a semana toda empenhadissima em coisas que nao deram grande resultado, estraguei um tubinho que custa tanto como os sapatos dos meus sonhos deste Verao, vou ter construtores no quarto em breve.
Entao porque este sorriso estupido estampado na cara?

Ou foi de andar a plantar coisas (a minha sempre me disse que isso atraia boa disposicao) ou e do sol e dos passarinhos, flores e afins coisas primaveris. Nem quero imaginar que pateta alegre eu seria num pais tropical.

(Raspa sem acentos)

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"the whole world is our playground"

Saudades de joelhos esfolados (um grande orgulho: estiveram esfolados continuamente entre os 3 e os 10 anos, juro), das sapatilhas atacadas com o no especial para nao se desfazer no momento crucial da brincadeira, de sandes de geleia, do meu cao Bobi (feio feio) e do baloico tosco pendurado na oliveira. Das Barbies hoje nao tenho saudades(tambem nao tenho acentos). Nem do Clube Disney. Das botas ortopedicas nunca tive. Nem terei.

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Finalmente

Plantei salsa e tomilho numa caixinha incubadora para urbanos deprimidos se sentirem no campo. Está tudo em flor e demoro ainda mais a percorrer o km que me separa do trabalho, cheirar as arvóres demora tempo. Risco uma a uma as tarefinhas planeadas e entre a 3 e a 4 espremi uma laranja em vez de ferver água para o Earl Grey.

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Mrs Solis

Num destes últimos episódios, à mesa do jantar partilhada com uma freira:

Carlos: “Gabi, money doesn’t bring happiness, you know?”

Gabrielle: “No, that’s just a lie you tell poor people to keep them from rioting”

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The state that I am in(5)

A beliscar-me.

Terei mesmo comprado 5 filmes do Almodovar por 5 contos? Um deles, o “Carne Tremula”?

Ai, por vezes rendo-me aos “franchisings ” impessoais e às promoções loucas. Tenho desculpa, sou bolseira.

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Infelizmente

não fotografei a pensão mais “kitsch” do mundo, onde partilhei a mesa do pequeno-almoço, impecavelmente enfeitada com flores de plástico, com um monte de renas e pinguins de peluche enquanto pelas cortinas rendadas observava os gnomos do jardim. Tudo isto não seria meio irreal se a casa e o jardim não fossem dignos de qualquer romance da Jane Austen. Adoro contrastes. Infelizmente também não fotografei a transição instantânea de paisagem lunar gelada para prado verdejante cheio de cordeirinhos. Mas nem tudo está perdido, encontrei (avé google) esta receita de “souvenir” (a servir quente com uma dose generosa de natas)

(Espero que fujas comigo sempre sempre sempre, não é que despista mesmo os monstros maus?)

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The state that I am in (4)

De birra, à procura de um micro-raio de sol que seja, de um calorzinho leve na cara ao menos, de um segundo de luz amarela que convide a sentar na relva.

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"De tantas tantas mão que nos passam pelas mãos e tão poucas que são as que nunca se esquecem"*

Vão-se acumulando rostos, nomes, momentos cada vez mais fugazes. A primeira vez de quase tudo já passou. Mas tão bom, tão bom saber que as mãos de que nunca me esqueço me enchem o coração mesmo à distância de meia dúzia de paìses, até através de continentes, a transbordar sorrisos de bocas que já se calaram. E, vendo bem, ao contá-las os dedos das minhas não chegam.

*título roubado ao David Mourão-Ferreira, excerto de um poema que ficou dentro da minha cabeça sem mais versos nem livro nem página nem referência completa

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27(2) – Inventário de tanto/tão pouco

Retenho da vida Pedacinhos pequeninos de beleza adormecida Que têm de ser chocalhados Transformados para se revelar Purpurinas douradas do Carnaval mais banal Duma qualquer Lolita de trazer por Casa Pedacinhos de morder gomas ácidas fluorescentes Tão ácidas como petazetas Polaroids envelhecidas com cabeças cortadas e Sorrisos Que nunca mais vou ver nascer Fotografias mal tiradas que o talento é pouco A que acrescento comentários cómicos ou ternurentos E que aprisiono em álbuns escondidos Que com o passar do tempo se tornam Bolorentos Objectos de plástico De cores berrantes e utilidade Misteriosa Alguns foram brindes de chocolates infantis Outros pechinchas de brique-a-braque Mil ervinhas diferentes No mesmo boião Onde as propriedades se confundem E onde um dia a tília Se tornará estimulante Pedrinhas erodidas e conchinhas partidas da beira-mar na maré mais baixa Aprisionados em tacinhas de vidro liso muito Transparente Pedacinhos de madrepérola rasgados e secos Presos em fio de pesca para bloquear as moscas Momentos imperfeitos, incompletos de tão reais Que recorto e reconstruo no estúdio da memoriam E que recordo com estrutura ilusória e definida Inspirada noutras vidas noutros gestos Talvez até no cinema ou num episódio feliz da mais recente novela das oito papelinhos escritos por pessoas meio difusas cujo nome ecoa incerto num canto remoto da minha cabeça Momentos e gestos ínfimos Sequências mágicas, instantes perfeitos Aqueles dias, aquelas noitesEm que tudo o que acontece é tão natural e Bonito Aqueles dias, aquelas noites em que mesmo Sabendo que tudo está a mudar Nos deixamos invadir pela Apatia Aqueles rostos que não me largam e nem sonham Aquelas mãos tão grandes e quentes que um dia Me contiveram Aqueles olhos anónimos que um dia me fizeram Chorar Equilibristas trapézios que me fizeram nascer As cores fortes daquele quadro que me faz sorrir Os primeiros acordes da música que mais gosto de ouvir Orquídeas raras carnívoras e malmequeres O amanhecer inesperado quando a noite passou sem pesar A forma como o tempo saltita com as pessoas que gosto de conversar As nossas noites ao relento a refilar do frio e o amanhecer à beira-mergulho Que se lhes seguiu O cansaço bom depois de nos consumirmos Com a sede típica de quem ama muito A organização caótica em que disponho o que é meu o ritmo aos arranques com que trabalho e vivo s teus olhos que às vezes estão quase a chorar nunca mas nunca os vi de tristeza são verdes tão verdes como musgo de natal grandes tão grandes que nunca vão ver mal sorriso mais lindo numa foto recente e uma pessoa antiga que me moldou a vida sua assinatura aprendida a ferros e tremida paladares quentes que sabem a lareira calma confortante de um chá feminino e familiar onde numa ponta da mesa está a prima mais nova E na outra a avó babosa

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Filed under Ilusões que salvam