Estou muito triste

A Maria Antonieta afinal não disse: ” Eles que comam bolos”.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Ingratidão

Gerações de mulheres a queimar soutiãs e eu desertinha que o dia de trabalho acabe pare me dedicar (com infinita paciência e uma taxa de sucesso igual à de acasalamento de pandas em cativeiro) ao novo passatempo, tricotar.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Insónias…

…que não se deixaram vencer pela lúcia-lima da minha avó (nisto o Horlicks é invencível mas não havia). Decidi assim experimentar o brinquedo novo. Um entusiasmo, não parti nada, a folha estava direita, saía tudo melhor que nas intermináveis aulas de “Q S D F M L K J” (técnicas administrativas há uma dúzia de anos, a revolução informática não é assim tão recente).

E tão bonito, no papel (qual “Arial” qual quê). Um cheiro a coisa real, tinta esborratada materializada que não desaparece com virús misteriosos. Como se fosse gritado e não sussurado.

Até que o vizinho tosse muito forte. Três vezes. E bate com os pés outras tantas. Algo me diz que a Virginia Woolf não vivia em casas geminadas.

Posted by Picasa

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

learning to ride my own wild horses


Posted by Picasajean-paul belmondo

uma fotografia. a fingir que estou de ânimo leve quando um cantinho da alma me pesa toneladas insuportáveis. o cantinho preferido. se fumasse era ocasião para um cigarro no jardim. a lamentar a rúcola que está tão seca. mas a gabar os tomates que se vão safando. se fumasse era mesmo ocasião para um cigarro. seria o meu oráculo na ausência das vozes mais queridas. a almofada para mim nunca é boa conselheira. baralhar e voltar a dar. dedos cruzados por um trunfo ou dois. à falta de sorte, que tal um bocadinho de batota?

Deixe um comentário

Filed under Learning to ride my own wild horses

Giro

acabei de desbobrir que o que mais quero neste instantâneo momento é aquilo de que mais fugi nos últimos 26 anos.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

2 vezes e meia "Do you realize?" dos Flaming Lips depois da meia noite. Efeitos colaterais

Sabes que és só um grão de poeira e que a matéria que te forma são restos de bicos de estrelas, caudas de cometas, ossos de dinossauro e coisas assim sabes que és pouco e que esses dramas que inventas são ainda menos sabes que o que te interessa é a alegria e o prazer que são tão efémeros gasosos e só ganham peso nas recordações que criam sabes que um dia tudo o que tens não te vai valer de nada porque se um anjo te esperar não te vai carregar malas só a doce efemeridade da beleza que criaste vais levar contigo sabes que o tédio sempre te vai assaltar num bocejo demorado preguiçoso e que te vais zangar de novo com o que já tinhas decidido sabes também que onde, como e com quem estás, o que e como o fazes é a combinação quase aleatória de mil e uma variáveis, como ir ou não ir ali, falar ou não falar com um estranho, uma borboleta na China bater as asas 1 ou 2 vezes sabes mas continuas esbracejas que nem um louco contra areias movediças que te engolem, matas e esfolas dragões imaginários que a existir te ignorariam. Cansas-te.

Deixe um comentário

Filed under Sigmund Freud analyse this analyse this

Fim -de-semana

longo e produtivo.

Acabei o “On beauty”. Além de gira-esperta-blablahblah a Zadie é despretensiosa, tem uma voz linda (descobri neste podcast) e prendeu-me a um livro exactamente como eu gosto, ou seja, a roubar-me horas de sono e a desviar-me as conversas para os personagens como se eles fossem tão reais como os vizinhos do lado.

Vi o “Volver”. Afinal a Penelope representa, o castelhano é a língua que mais me faz rir (com menção honrosa para a palavra “puticlub”) e o “girl power” está vivo e recomenda-se.

Mas mais importante, dormi por um mês. Não, dois. Huuuumuuum.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Ando ca desconfiada

que parto, risco, estrago, despedaco mais coisas que a media das criancas de 3 anos. E so uma impressao.

(raspa sem acentos)

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Hoje entre

duas dentadas na pior chamuça alguma vez dobrada regredi ao histerismo dos 13 anos. É, vi o chapéu de palha do Pete Doherty assim ao longe.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Saber muito bem

desde muito cedo o que NÃO SE QUER complica escolhas, exalta falhas, baralha gestos, centrifuga sentimentos. Quando a suspeita de uma intersecção leve mas incómoda com o que de mais precioso se tem é invevitável. Muitas vezes, portanto.

A vida que não quero surgiu-me num livro aos 13 anos. E desde aí reconheço-a em caras conhecidas, em sorrisos ausentes de desconhecidos, no tédio de namorados silenciosos, na falta de paixão com que algumas vidas navegam ao sabor de uma corrente que nem dominam nem saboreiam.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Quem gavetas arruma a cabeca desarruma

Ditado popular by Raspa (criado entre limpezas de Primavera, o meu novo substituto para o odiado ginasio)

post sem acentos, como se ve

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Não sei que pense

trovoada lá fora enquanto a televisão e a BBC online me dizem que está um “sunny day”.

Impermeàvel? Havaianas?

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Juro que me sinto no intervalo de qualquer coisa.
O mais grave é que não me lembro do desfecho da primeira parte.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Podia vir aqui queixar-me que

estou cheia de sono, que o trabalho se reproduz misteriosamente em mais trabalho, que os construtores assentaram arraiais e não abandonam a casa, começam às 8 da manhã (daí o sono) e torceram o nariz ao Earl Grey que atenciosamente lhes deixei na bancada como sendo “too posh” (foi substituido por uma mistela igual à que dão nos comboios, percebi agora o termo “builder’s tea”), que me andam a tentar arrastar para literalmmente acampar à porta de Wimbledon na ânsia de blhetes “dos bons”*, que apanhei Mundialite e já vi mais de meia hora de futebol de seguida, juro, nervosa e entretida.
Mas naõ, vou falar do que realmente importa: o meu novo vício da caixinha que fala!

Big love

Para além de diálogos perfeitos, um enquadramaento da história que não cai em moralismos nem vitmizações (o que seria tentador uma vez que é acerca de uma família poligâmica), tem a Chloë Sevigny como “2ª mulher” e a Jeanne Tripplehorn (aquela da verdadeira cena quente no Instinto Fatal) como “1ª mulher”.

*ADENDA: Não acampei mas lá me arrastaram para Wimbledon. Olha, gostei. Especialmente d o Pimm’s claro, das esplanadas, do jazz ao vivo. E sim, andavam por lá umas pessoas a jogar ténis.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Agoniada, angustiada, a olhar em volta quando vou sozinha na rua. E já passaram mais de 24 horas desde que vi o United 93.

(Apeteceu-me bater palmas quando o extintor foi esmagado na cabeça daquela alminha, mas achei muito à anos 20 tanta interacção com o filme.)

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Hoje

é o Lady’s Day em Ascot. Vou celebrar a meu interesse por futilidades (adquirido algures entre os 4 e os 5 anos) e comprar a Hello! para ver os chapéus. Não tão bom como o especial “365 vestidos da princesa Diana” mas bem melhor que casamento da Jordan.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Numa gravação que tenho de “Àguas de Março” a Ellis Regina desata a às gargalhadas com o Tom Jobim para o fim da canção. Ao contrário das gargalhadas das outras pessoas (patéticas, fanhosas ou aflitivas consoante o estilo) as dela são bonitas, soam bem. Até ficam bem na música. Até a melhoram, já não quero outra versão.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Predestinada (2)

Uma vez desenhei uma boneca sem pés nem chão (mas com as pernas muito compridas) a sorrir e a apontar para o céu para me apresentar aos senhores de recursos humanos de uma multinacional. Queriam um líder, eles. Pois.

Deixe um comentário

Filed under Defeitos

Passar um dia inteiro a ler um livro chamado “The science of ice-cream” e só ter à mão uns Olázecos não pode, de modo nehum, ser bom para minha felicidade.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Ghost of corporate future

A man walks out of his apartment,
It is raining, he’s got no umbrella
He starts running beneath the awnings,
Trying to save his suit,
Trying to save his suit.

Trying to dry, and to dry, and to dry but no good
When he gets to the crowded subway platform,
He takes off both of his shoes
He steps right into somebody’s fat loogie
And everyone who sees him says, “Ew.”
Everyone who sees him says, “Ew.”

But he doesn’t care,
‘Cause last night he got a visit from the
Ghost of Corporate Future
The ghost said, “Take off both your shoes
Whatever chances you get
Especially when they’re wet.”

He also said,
“Imagine you go away
On a business trip one day
And when you come back home,
Your children have grown
And you never made your wife moan,
Your children have grown
And you never made your wife moan.”

“And people make you nervous
You’d think the world is ending,
And everybody’s features have somehow started blending
And everything is plastic,
And everyone’s sarcastic,
And all your food is frozen,
It needs to be defrosted.”

“You’d think the world was ending,
You’d think the world was ending,
You’d think the world was ending right now.
You’d think the world was ending,
You’d think the world was ending,
You’d think the world was ending right now.”

“Well maybe you should just drink a lot less coffee,
And never ever watch the ten o’clock news,
Maybe you should kiss someone nice,
Or lick a rock,
Or both.”

“Maybe you should cut your own hair
‘Cause that can be so funny
It doesn’t cost any money
And it always grows back
Hair grows even after you’re dead”

“And people are just people,
They shouldn’t make you nervous.
The world is everlasting,
It’s coming and it’s going.
If you don’t toss your plastic,
The streets won’t be so plastic.
And if you kiss somebody,
Then both of you’ll get practice.”

“The world is everlasting
Put dirtballs in your pocket,
Put dirtballs in your pocket,
And take off both your shoes.
‘Cause people are just people,
People are just people,
People are just people like you.
People are just people,
People are just people,
People are just people like you.”

The world is everlasting
It’s coming and it’s going
The world is everlasting
It’s coming and it’s going
It’s coming and it’s going

Regina Spektor
Ghost of corporate future

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria