Bring on the cocoa

Truques e amuletos que vencem o pânico da página em branco.
Ou uma desculpa para eu contribuir para riqueza da Green and Black’s.
E cientificamente comprovada, são as endorfinas.

Em “Works like a charm”, Guardian
(http://books.guardian.co.uk/departments/generalfiction/story/0,,2056935,00.html)

Douglas Coupland: chocolate

“Last summer I had some stomach problems and had to remove several items from my diet – chocolate, hard liquor and tomatoey foods. Around that same time began a period of writer’s block that, after seven months or so, began to frighten me. I think all writers are superstitious that way – that somehow, some day, whatever it is that makes their voice their own will simply leave. When you’re inside writer’s block it’s horrible because you’re simply not you any more. You’re this person who used to be you. Now you’re this person who’s going to have to get a day job.

This winter I also began going to the gym with a trainer five days a week, and after a few weeks I noticed that, in general, when exercising, my endorphins take about 45 minutes to kick in. I’ve never been a jock and I always thought endorphins were a media hoax, but they do exist, and once your system releases them, exercise becomes fun.

I asked my trainer, Neil, how long it takes his endorphins to kick in, and he said maybe five minutes – so I began to wonder if maybe there’s one simple chemical reason for jocks being jocks and nerds nerds: endorphin release rate. I asked Neil if he could find out if there was a food or a pill I could eat before the gym to speed up endorphin release. His answer? Chocolate.

So I began eating dark chocolate two hours before working out and was shocked at the almost instant change in my body’s response to activity – I loved it – my happy chemicals were releasing within five minutes. I was wary of a placebo effect, but it’s been a month now, and my endorphins kick in, bingo, right on the five-minute mark.

But the big shocker was that my writers’ block ended. This was a block so bad that in its midst writing even these simple few hundred words could never have happened. And I owe it to chocolate: specifically, Baker’s milk chocolate chips, which come in 300g bags – the chips used in chocolate chip cookies. Without these chips, there is no work. It’s that binary. I keep them to the left of my keyboard and I eat maybe 50 or so medicinally once a day.

The one sad thing that happened as a result of this is that I no longer enjoy the taste of chocolate – my brain has reclassified it as a medicine and, frankly, I wish I could take chocolate pills and not have to taste it any more. Nature is, if nothing else, perverse.”

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Hay fever

Hoje durante 2 minutos a caminho da escola, entre uma estrada barulhenta e um relvado muito grande choveram-me florinhas em cima. Umas pequeninas cor-de-rosa e brancas. Valeu os 500 espirros.

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A terapia Maria Antonieta desta semana envolveria

um ou dois ou dez dos vestidos cor-de-burro-quando-foge amarrotadinhos da nova colecção da Bottega Veneta.

(num registo mais realista de bolseira será esperar que a Topshop os imite razoavelmente bem e depressa)

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O que é que a Carrie responderia?

Hoje um informático de sandálias com meias gozou com os meus sapatos encarnados (os preferidos): “Ready to follow the yellow brick road?”.


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Há quem deixe

de comer ou coma demais, quem beba, fume, fuja, tome comprimidos, dance, ria para esquecer. Eu, quando sinto o controlo sobre a vida a escapar, faço listas. De tudo: o que preciso de comprar, fazer, o que quero, o que sonho, o que tenho de mudar, listas das listas que tenho para fazer.

Ah, o poder ansiolítico de riscar “responder ao e-mail de x”, “preparar aula prática” e “comprar alface” numa só tarde.

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talvez seja de

ter tentado ver tudo muito depressa num intervalinho para almocar mas os vestidos dos oscares este ano pareceram-me um bocadito sonsos. Quando esta manha ouvi as palavras elegancia, bom-gosto e sobriedade pela editora da Harper’s Bazar na radio antevi o pior, mas confesso, nao estava preparada para tanta “sensatez”. So gostei destes (apesar das cores “sensatas”):

(raspa sem acentos)

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Depois de ver os Bafta

ontem à noite, só consigo pensar que quando for grande quero ser como a Helen Mirren. Talvez até reze por isso esta noite enquanto ensaiar a pose e os acenos.

Minto, também consigo pensar noutra coisa. Com igual intensidade. Descobri hoje que o Mick Jagger já viveu na minha rua. Ainda só contei a toda gente que encontrei, mas publico agora no blog, o que vai espalhar a mensagem a mais duas ou três pessoas.

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"The state that I am in (14)"

Tenho de escrever umas coisas sobre umas coisas até quarta e já vai tarde. Movida a caramelos e Earl Grey isto vai lá. Estou a ignorar estoicamente a Vogue novinha em cima da cama e o Vegetable Gardener’s Bible. Aprendi ontem que deitar lentilhas na terra das plantinhas fertiliza o solo (fiquei chateada de não me ter lembrado antes, leguminosas, claro está….fixam azoto). Ah, e continuo muito apaixonada pelo meu perfume novo, fica nas camisolas e não paro de cheirar a gola alta. A gola alta está esticada atgé meio dos olhos porque está muito muito frio, o que até ajuda a acreditar que realmente o melhor que poderia estar a fazer no momento era a escrever estas coisas sobre estas coisas.

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Pergunta para o mundo em geral

Mais alguém usa o “shuffle” do iPod como oráculo do futuro próximo?

(Exemplo: se a música numero 7 for séria levanto-me e vou trabalhar. Ou ainda: se a primeira do dia for alegre isto vai correr bem!)

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Balanço dos últimos dias

Descobri meu cheiro preferido de todos e para sempre. Melhor ainda que a colónia Jonhson. Melhor ainda, e nunca pensei dizer isto, que a Mariazinha dos Cafés.

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Balanço de fim-de-semana

Ao vivo e a cores, “at last”

Babel desiludiu. O Carlos Acosta não.

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but there was

no possible escape
so she danced alone and madly
like there was no tomorrow

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Deppis de ver o Apocalypto

só me ocorre sugerir que o Mel Gibson seja internado.

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Tarde e a más horas

percebo que é verdade, estou mesmo num novo ano. Isto de ter saltado de um para o outro num cenário bucólico (vulgo deserto) e de não ter comido as doze passas da praxe deixa as suas marcas. O nada ter mudado (continuo a esconder-me do supervisor nos corredores e a ver programas de televisão piores que aquele do Manueal Luís Goucha- sim EXISTEM) em conjunto com o tudo estar prestes a mudar (…) também não ajudaram.

Mas agora que me caiu em cima isto do ano por estrear rendo-me e vou pensar numa ou duas resoluções e mil desejos.

“Let the games begin….”

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Inquérito

1)Choro do frio, filas e ânsia de ir para casa,

ou

2)rio-me do senhor da imprensa cuja função nas tendas de campanha é procurar
“people with Christmas presents, people crying and people with babies” para entrevistar?

ou ainda

3) penso não é assim tão mau, vou ali ao pub da esquina onde as personagens de “Little Britain” nasceram e bebo “pints” até acordar do sonho mau?

espera, há outra

4) explico aos S. Pedro que a minha mãe tem um arroz de coelho à minha espera?

(não sei mais…)

“Wish me luck”

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London Fog

de repente ganhou outro significado para mim. Significa férias adiadas, hotel impessoal, jantar buffet frio entre pessoas com um ar infeliz e arrastar sacos pesados à chuva de um lado para a outro da estrada numa procissão sem rumo com senhores de colete fluorescente a enxotar-me.

“merry christmas” o tanas. vou ali enfiar as “mince pies” esmagadas pelo orificio do sheraton para onde me apetecia enviar o “London Fog”

Pior ainda, acabo de beber um Earl Grey pelas chávenas, que, segundo uma jornalista do Guardian, as escravizadas senhoras da limpeza dos hoteis de aeroportos com muita razão limpam com a escova da sanita.

London fog….e eu que achava que a janela dos pilotos era mesmo só panorâmica, que eles bebiam café e dormitavam enquanto o automático actuava.

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"the state that I am in" (13?)

Viciada neste site. Chega-se lá, escolhe-se uma referência musical. Eles baseiam-se no genoma musical (existe mesmo, não inventei) e criam uma estação. E depois? Ah, depois. Diz-se assim: “Não gostei nada desta musica”. E eles pedem desculpa, muito tristes. Ou então: “Desta já gostei”. E eles ficam “really glad”.

My own private DJ.

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"The state that I am in" (12?)

Deseperadamente à procura deste documentário

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“Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco”

Mário Cesariny de Vasconcelos

Sei de cor desde a primeira vez que os li e repito para dentro em comboios lentos, à espera de autocarros, às vezes até em momentos em que façam sentido estes versos. Não gosto de homenagens mas vou repetir mais vezes.

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Desgraças da experiência "mala de cartão século XXI"

Esta é a altura do ano de morrer de saudades do senhor das “castanhas-assadas-perfeitas-crosta-crocante-dourada” da Praça de Londres. Meio quileco, por assar, enfezadinhas, no Pingo Doce aqui da Little Britain: 1200 paus.

Isto iria ao sítio num instante com a “terapia Maria Antonieta”: eclairs, sapatos, vinho e “girl talk”.

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