Febril e enovelada, com vontade de ter guelras e ir viver para um filme. Para este.
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The state that I am in (28)
Sou sempre muito “kitsch” aos Domingos à noite. Mas hoje atingi um “new low”: o Rei em carros de corrida.
Intrigadísssima e fascinada com a maquilhagem 70’s da menina da fita, será aquilo lápis branco contornado a lápis preto?
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Can the child within my hearth rise above? Can I sail through the changing ocean tides?
…se bem que sobrevivi a uma estreia no mundo do karting rural numa pista assassina com amigos que me tentavam tirar da pista a cada ultrapassagem supersónica. E até acelerei numa recta na última volta. Quem sai ileso disto está equipado para as durezas da vida. Vou acabar de ver o filme domingueiro de hoje: Julie/Julia (Meryl Streep rocks, Julia Childs rocks even more), bon apetit!
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Abrir a terceira gaveta para tirar a faca assassina do pão responsável pelo relevo interessante da unha do meu polegar direito e planear a ocasião para estrear as forminhas de queques em forma de coração e estrela, pintar as unhas de azul turquesa, acabar com o stock de trident de melancia do sitio do costume cá da terra para perfumar todas as gavetas da casa, ouvir de enfiada M.I.A. a horas impróprias e os vizinhos não ralharem porque são piores que eu, correr já quase 5 km sem parar a ouvir Animal Collective, som que diversifica as matizes do entardecer e intensifica o cheiro a quente do Verão que se aproxima timidamente, correr com força e imaginar que piso tudo o que me prende as asas icarianas, repetir às vezes alto demais que a minha vida não é nem pode ser uma novela venezuelana de segunda categoria, é e sempre será um filme pseudo-independente pretensioso!
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The state that am in…e ainda por cima o meu iPod morreu.
“Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better.” A citação de Beckett com que acordei. Recuso-me a endurecer a carapaça, “vale a pena ver castelos no mar alto”. Efeitos colaterais de viver com o coração nas mãos amenizados pelos que sempre cá estiveram e sempre estarão.
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The state that I am in (20)
..a viver dos sonos e dos sonhos
como toda a gente que conhecemos
Luís Filipe Cristovão, Pessoas como tu, E como ficou chato ser moderno
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A feel good sound
I’m happy because I’m stupid
Scared of spiders, scared of flying
If i wasn’t so happy
I wouldnt be so scared of dying
A ler à socapa palavras que descobri e gostei no intervalo do dever de finalizar miudezas que a minha vocação para a procrastinação torna intermináveis. Entre sons que me habitam desde sempre, e outros recentes que me irão habitar para sempre pela urgência e ternura de quem mos apresentou. Em cinco minutos oscilo da extrema alegria, do cândido optimismo a uma angustia miúdinha cuja fonte desconheço ou finjo desconhecer – seremos todos potenciais bipolares? Não encontro o “play”. Fartinha do “pause”. A dúvida mantém-se: “ffwd” ou “rwd”?
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Assim estou. Enquanto na televisão, depois do “Conta-me como foi” falam de precaridade dos empregos dos jovens e desfilam o habitual rol de mentes brilhantes no desemprego – enquanto procrastino mais uns minutos adiando por nada mínimas tarefas que têm de ser feitas, viagens que amanhã me vão custar mais, mails que devia ter enviado há semanas – enquanto tento arrumar coisas novas coisas antigas coisas doridas em gavetas – enquanto decido que podia viver só de sol forte e água fria e salgada – enquanto folheio o jornal e só registo o Calvin- enquanto tento não deixar o medo cauteloso abafar-me o bater o crescer o expor do coração.
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Charlotte: I just don’t know what I’m supposed to be.
Bob: You’ll figure that out. The more you know who you are, and what you want, the less you let things upset you.
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The state that I am in (20)
Houve umas coisas que correram bem (“quoting” a amiga Kob: “How can they award a PhD to someone who actually enjoys watching WifeSwap?”), outras que parece que vão correr bem (mudei-me para um monte alentejano onde só há rede de telemovel na esquina ao pé cameleira, onde durmo que nem um bebé graças ao silêncio nocturno do campo e onde sou queijeira e as senhoras me tratam por “menina engenheira” numa clara confirmação do meu espírito de liderança) e outras que ainda não decidi se correram bem ou mal (e estas davam um pequeno Haikai ou um grande silêncio e estão muito bem explicadas pela Ida Maria no vídeo abaixo).
PS (Completamente fora do contexto do Post): confirmado via comentário do Paulo, aka agenda cultural, Leonard Cohen vem visitar-nos a 19 de Julho! A petição funcionou! Paulo, se houver excursão também me junto a este.
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…Ouch I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
I’ve lost myself again and I feel unsafe
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I’m needy
Warm me up
And breathe me…
Breathe , Sia
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The state that I am in (19)
If that’s all there is my friends, then let’s keep dancing
Let’s break out the booze and have a ball
If that’s all there is
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The state that I am in (17)
desenraízada, cansada, despenteada, cheia de vontade de, cheia de vontade de não, a pensar seriamente em começar a fumar e deixar de comer carne, a querer tudo de uma vez, a não saber bem tudo o que quero desta vez e da outra, a avançar para tudo de braços muito abertos, a virar as costas de olhos muito fechados, a começar com garra o que quero acabar, a deitar fora coisas para ganhar espaço para o futuro, a disciplinar-me a não me guardar para o futuro, paralisada a seguir a pensar no que fiz desta coisa da vida, já não vou ser astronauta nem bailarina, ruiva podia ser mas iase perceber que era a fingir, a mergulhar muito fundo, a vir ao de cima sem tempo para respirar, a tentar levar com calma, a tentar não me levar a sério, a decidir que afinal gosto muito de roxo e quero um vestido até ao pés largo que dê para tropeçar, a contar pelos dedos os metros de afunilamento por dia, por mês por ano, por decisão, indecisão,, a rir-me com amigos sem saber bem de quê, a decidir se corto o meu cabelo outra vez ou se volto aos profissionais, a tentar acabar uma linha de tricot, de tese,acordada a pensar que já devia estar a dormir. boa noite
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"The state that I am in (14)"
Tenho de escrever umas coisas sobre umas coisas até quarta e já vai tarde. Movida a caramelos e Earl Grey isto vai lá. Estou a ignorar estoicamente a Vogue novinha em cima da cama e o Vegetable Gardener’s Bible. Aprendi ontem que deitar lentilhas na terra das plantinhas fertiliza o solo (fiquei chateada de não me ter lembrado antes, leguminosas, claro está….fixam azoto). Ah, e continuo muito apaixonada pelo meu perfume novo, fica nas camisolas e não paro de cheirar a gola alta. A gola alta está esticada atgé meio dos olhos porque está muito muito frio, o que até ajuda a acreditar que realmente o melhor que poderia estar a fazer no momento era a escrever estas coisas sobre estas coisas.
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"the state that I am in" (13?)
Viciada neste site. Chega-se lá, escolhe-se uma referência musical. Eles baseiam-se no genoma musical (existe mesmo, não inventei) e criam uma estação. E depois? Ah, depois. Diz-se assim: “Não gostei nada desta musica”. E eles pedem desculpa, muito tristes. Ou então: “Desta já gostei”. E eles ficam “really glad”.
My own private DJ.
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"The state that I am in" (12?)
Deseperadamente à procura deste documentário
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The state that I am in (6)
Muito contente do meu novo cabeleireiro falar de Glastonbury, Moloko e Portishead em vez da prima da vizinha de uma amiga que se separou.
Não tão contente de ele gostar de Portishead ao ponto do meu corte ganhar uma assimetria muito peculiar no exacto momento em que descrevi o concerto da Beth Gibbons no Sudoeste há uns anos: “She was completely wasted”.
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