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The state that I am in

A pensar em como esta lua-de-mel com a suposta pureza do campo e suas gentes acabou depressa, em como a tacanhez de espirito, o “modo funcionário de viver” e a moral de sacristia me angustiam, em como os velhos que só trabalharam a vida toda queimarão os seus dias quando o corpo emperra, que sensatos são no fundo os que se deixam enlouquecer e enchem de flores, cães, gatos, tachos sujos e estendais-espantalhos o quintal.

“She lay in bed all night watching the colours change
She lay in bed all night watching the morning change
She lay in bed all night watching the morning change into green and gold

The doctor told her years ago that she was ill
The doctor told her years ago to take a pill
The doctor told her years ago that she’d go blind if she wasn’t careful

They let Lisa go blind
The world was at her feet and she was looking down
They let Lisa go blind
And everyone she knew thought she was beautiful
Only slightly mental
Beautiful, only temperamental
Beautiful, only slightly mental
Beautiful

She thought it would be fun to try photography
She thought it would be fun to try pornography
She thought it would be fun to try most anything
She was tired of sleeping” belle and sebastian, beautifull

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Skype

Gostar tanto, mas tanto da Holy Golightly a ponto de se escolher como nome de utilizador do skype não em mal. A não extremo embaraço quando o telefone se avaria à última da hora e se torna necessário utilizá-lo numa reunião de trabalho com o novo chefe…

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Economia de tempo

Nas mensagens pre-definidas do telemovel, entre “estou atrasado” e “parabéns” está: “também te amo”.

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Ora aqui está

a mãe que eu quero ser quando for…enfim, quando for mãe. A mãe humana e ainda mais importante Mulher, qe lá pode deixar uma loicita por lavar, falhar uma outra reunião de pais (se for muito muito esperta falha todas) mas que também não traumatiza os filhos para a vida por terem entornado leite no Arraiolos nem os pressiona a serem a perfeição que ambiciona e falhou. Está aqui

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Anxiety Reloaded

“Às vezes caio muito fundo dentro de mim, os olhos param-me em coisas que não vejo, oiço em “repeat” músicas que fazem mal, faço e desfaço nozinhos na alma como quem tricota um cachecol sem fim e quando finalmente consigo decifrar o relógio vejo que passaram horas que percebi como segundos. Aí sei: se me deixar ir vou parar a um sítio do qual não saberei regressar.” em 7/3/2005.

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Óscares

Dos nomeados só vi o Ratatouille. O filme que me fez perder o medo de ratos. Por isso só vou emitir opiniões na especialidade que é minha por direito de género e pelas horas de leitura de Vogue: la couture.

Respectivamente: o vestido que eu gostava de ter (Valentino Vintage), o melhor vestido em que posso pensar para receber uma estatueta (Jean Paul Gaultier), do vestido não sei mas há aqui qualquer coisa Monroenesca (o meu reino pela preciosa confirmação: ela só pode ter corpete, não?), o Bardem com um fato (Prada) que ainda não me convenceu e ao qual dou o benefício da dúvida por ser ele por estar acompanhado da mamã (solteiro?) e à irrepreensível Cate Blanchett só posso dizer duas coisas: YAY por escolher Dries Van Notten e mas será que nunca tem um dia mau, nunca fica um bocadinho menos gira?

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Vertigem de viver

Ontem à noite, a minha companhia de almofada (Clarice Lispector e o seu conto “Ruído de passos”) apresentou-me Cândida Raposo. 81 anos. Sofria, escreveu ela, de VERTIGEM DE VIVER. Tão bonito!

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Fotografia do dia para mim

Não só apareceu uma hipótese D na busca pelo corte de cabelo perfeito (pastiche de uma velha favorita, a Shirley), como não consigo parar de pensar nesta t-shirt.

Aliás, não sei se serei feliz sem esta t-shirt. “By the way”, faço anos dia 9…

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Exposição pública de intimidade: em primeira mão a minha companhia de almofada dos últimos tempos…

…os contos de Clarice Lispector! A melhor noite foi com este:

“Para além da orelha existe um som, à extremidade do olhar um aspecto, às pontas dos dedos um objeto – é para lá que eu vou.
À ponta do lápis o traço.
Onde expira um pensamento está uma idéia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia – é para lá que eu vou.
Na ponta dos pés o salto.
Parece a história de alguém que foi e não voltou – é para lá que eu vou.
Ou não vou? Vou, sim. E volto para ver como estão as coisas. Se continuam mágicas. Realidade? eu vos espero. E para lá que eu vou.
Na ponta da palavra está a palavra. Quero usar a palavra “tertúlia” e não sei aonde e quando. À beira da tertúlia está a família. À beira da família estou eu. À beira de eu estou mim. É para mim que eu vou. E de mim saio para ver. Ver o quê? ver o que existe. Depois de morta é para a realidade que vou. Por enquanto é sonho. Sonho fatídico. Mas depois – depois tudo é real. E a alma livre procura um canto para se acomodar. Mim é um eu que anuncio.
Não sei sobre o que estou falando. Estou falando de nada. Eu sou nada. Depois de morta engrandecerei e me espalharei, e alguém dirá com amor meu nome.
É para o meu pobre nome que vou.
E de lá volto para chamar o nome do ser amado e dos filhos. Eles me responderão. Enfim terei uma resposta. Que resposta? a do amor. Amor: eu vos amo tanto. Eu amo o amor. O amor é vermelho. O ciúme é verde. Meus olhos são verdes. Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros. Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber.
À extremidade de mim estou eu. Eu, implorante, eu a que necessita, a que pede, a que chora, a que se lamenta. Mas a que canta. A que diz palavras. Palavras ao vento? que importa, os ventos as trazem de novo e eu as possuo.
Eu à beira do vento. O morro dos ventos uivantes me chama. Vou, bruxa que sou. E me transmuto.
Oh, cachorro, cadê tua alma? está à beira de teu corpo? Eu estou à beira de meu corpo. E feneço lentamente.
Que estou eu a dizer? Estou dizendo amor. E à beira do amor estamos nós.”

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Mobilização

Ide e assinai.

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Hoje depois de uma dose dupla de

repartições públicas, concluí: são os sítios mais hostis que já pisei. As máquinas dos bilhetinhos com a vez estão sempre encravadas, o que nos obriga a grandes malabarismos e contribui para a irritação inicial. Despois disso é sempre a subir. Ninguém ali quer estar porque tem mais que fazer, até as velhotas reformadas e solitária preferem o centro de saúde por que ali ninguém lhes dá corda à descrição das doenças. Problema temos nós com declarações atrasadas, qual diabetes qual quê. As senhoras que atendem estão à defesa porque sabem muito bem que nós sabemos que leem o e-mail cheio de powerpoints com mensagens de amizade e correntes de desejos na longa pausa entre clientes. Nós cheios de medo com papeis incompreensíveis estamos ao ataque, porque temos a crença profunda que elas não passam de mentes sádicas que bloqueiam de propósito o computador quando chega a nossa vez.. Há ameaças de coima imanente. O próximo na fila é uma ameça. Porque está visto, so pensa em estratgemas de nos passar à frente. Até os bebés Nestlé rosadinhos cuchti cutchi se tornam irritiantes, porque ou choram ou riem abafando os nossos bufares de descontentamento.
Da próxima levo bombons. E uma flor. E nariz de palhaço. E mais trocos para a coima.

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Do Darjeeling Limited,

além das cores da Índia, do rosto do Adrien Brody (provavelmente o mais bonito do mundo) e do absurdo das personagens que são caricaturas de si mesmas como todos nós em momentos limite, ficou o momento suspenso da curta metragem que introduz o filme.

A música da qual ainda não sei o nome*, porque enfim confesso que o filme se prolongou demasiado para o meu gosto e já nem a procurei no genérico. E esta frase que não sei se é de amor, puro egoísmo ou mesmo amizade:

“…-I don’t wanna loose you as a friend

– I promise I will never ever be your friend …”

*a música, sei-o agora, depois de num momento de procrastinação a pesquisar no google é esta:

Where do you go to (my lovely), Peter Sarstedt

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Icarus

The precise moment I stopped loving you was when:

you didn’t dare to

wear our home-love-made-chicken-feathered-and-snowdrops wings

jumping high into the sun

with me

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Decisions decisions

Corto o cabelo como a menina ali do vídeo abaixo (Feist, I Feel it all) para tornar mais realistas as manhãs em que me arrasto de pijama em karaokes desta canção (que é linda, lúcida e energizante). Ou como a Kate Nash, assim mais despenteado (também gosto do ar mimado-revoltado dela)? Ou deixo ficar, apesar de começar a parecer a parente mormon dos Kelly Family?

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O erro de Lavoisier

Há coisas que se perdem, nem tudo se transforma.

Quando um amor, mesmo um muito grande acaba, torna-se em nada. Um espaço vazio que sabe a e pesa a pedra, mas não o é. Vazio onde estavam risos, lábios,dentes, nada em lugar de braços que antes eram apêndices, sussurros cujo sentido se eclipsa, calor que arrefece e petrifica.

Lavoisier errou.

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easy listening o tanas

se fosse easy listening não tinha de moderar as doses. não mais de duas vezes repetidas nunca mais de uma vez por dia. não em jejum nem antes de um chá preto bem forte. jamais antes de deitar para evitar doces pesadelos.

“…I get along without you very well
Of course, I do
Except when soft rains fall
And drip from leaves
Then I recall
The thrill of being sheltered in your arms
Of course, I do
But I get along without you very well…”

Chet Baker

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Bipolar?

Duas newsletters que hoje recebi de enfiada no mail: net-a-porter.com e esquerda.net. Sei bem qual a que me tornou o dia mais leve ao apresentar-me um digno objectivo de vida, bem de vida talvez exagere mas objectivo objectivo do Verão 2008

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Mantra

é que temos de tomar decisões mesmo quando temos dúvidas.
o mundo não é a preto e branco. mas temos de ter coragem de agir,
assumindo as nossas dúvidas

Ana Luisa Guimarães, acerca da peça que encena no Maria de Matos – ‘A Dúvida’. Citada aqui

Já queria ver, muito pela Eunice Munoz. Agora TENHO de ver. Foi de encontro ao meu mantra.

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2008

começou bem entre sol, Bombay e amigos mas com a mais difícil das mudanças. Daquelas que esvaziam e precisam de um constante mantra interior para se manterem. A próxima resolução só pode ser incorporar devagarinho mas bem o significado de: coragem, independência e alegria.

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Primeira e prioritária resolução para 2008

Penteado igual à Amy Winehouse ( parecido, vá…)

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