Category Archives: Sem-categoria

Notas soltas

sobre as eleições.

1ª- também quero fundar um partido menor, crescem como cogumelos, já ocupam uma folha A4 e sinto-me excluída de toda a diversão de siglas, cartazes e palavras de ordem (até porque sou péssima para trabalhos manuais e o jogging como hobbie não está a ter o sucesso esperado)

2ª-por falar em palavras de ordem há militantes/apoiantes assustadores, suspeito que a verdadeira razão de o Sócrates não ter ido ao Rato foi a ameaça de “muitas muitas beijocas” cuspida da boca de uma entusiasmada e avantajada senhora de bandeira em punho.

3ª- ainda nas palavras de ordem, assustam-me multidões a gritar siglas de punho cerrado e olhar vidrado

4º – fiquei 60% arrependidada do meu voto ao primeiro discurso pós-eleições do visado, isto passa

5ª- o momento cómico da noite eleitoral foi o olhar embevecido que o senhor à esquerda do Portas lhe dedicava durante o discurso, eu vi estrelas naquele pestanejar

e podia continuar nisto horas e horas mas tenho de trabalhar no plano de negócios da minha futura pme.

1 Comentário

Filed under Sem-categoria

What became of the likely lads

Após 30 aninhos de vida mais uns pozinhos, recheados com a nuance habitual do muito bom ao muito mau, momentos de terrível mediocridade, outros de frágil sublimidade, erros, acertos, cabeçadas, enfim a panóplia que calha invariavelmente aos da minha laia, não ganhei poder de concentração, organização, paciência nem assertividade.

Continuo a perder as chaves mensalmente, o cartão de crédito 2, 3 vezes por ano, a deixar a louça por lavar de um dia para o outro, a não fazer sempre a cama de manhã, a trabalhar sempre sob a pressão do prazo limite, a lacrimejar nos momentos mais tensos, a insistir sem contemplações no que não consigo mudar, a achar no meu intímo injusto que o mundo dos que amo não gire à volta do meu umbigo, a  nunca ter as unhas impecáveis, a sujar camisas brancas à primeira garfada, a tropeçar em escadas, a bater em postes, a amar sem medidas nem jogos, a “comover-me por tudo e por nada” como aquele da crónica do Lobo Antunes (ou poema?), a ser tímida às 20 mil primeiras impressões, a comer demasiado chocolate, a não correr três vezes por semana e não organizar documentos nem livros nem música, a não fazer aquele albúm de fotografias e a ter medo do escuro em corredores longos.

Ganhei apenas uma certeza: devia seguir  o meu instinto cegamente, especialmente quando ele me aponta o caminho mais difícil.

3 comentários

Filed under Sem-categoria

And never let the winter in

Britpop nerdy cool lyrics as sweet placebo for the winter that has set in.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Ora espreitem lá…

…o número 15 desta lista das 50 melhores comidas do mundo e melhores sítios onde as encontrar, AQUI!

“Creamy, flaky custard tarts – served warm with cinnamon – are one of Portugal’s great culinary gifts to the world”.

Atentem bem na parte essencial da descrição ONE OF, uma das muitas grandes contribuições gastronómicas de Portugal para o mundo. Vou já lá acrescentar nos comentários os percebes da Berlenga. E tu, o que acrescentas?

2 comentários

Filed under Sem-categoria

Bucólica, lamechas e simplória (2)

Estava quase a ultrapassar este estado de espírito quando via secção The  measure do Guardian (que todos os sábados dita as tendências que fcaram “so last week” ) descobri o blogue mais cutchi cutchi jamais visitado: http://www.whatkatiewore.com

1 Comentário

Filed under Sem-categoria

Here it is, one more one less

Sempre me fascinou a cascata de possibilidades, a multiplicação de caminhos que, como ramos de árvore se desenrolam de cada passo, decisão ponderada ou aleatória que vamos tomando… e se , e se ,e se.  São tão fragéis os fios que nos unem uns aos outros,é tão ténue a teia que com eles tecemos, é tão forte a determinação com que por vezes a remendamos  como a determinação em rompê-la noutras. E o que determina a a escolha entre agulha ou tesoura? Por vezes um capricho, um medo muito grande, a saudade antecipada da partilha de gargalhadas e conversas desprendidas ao adormecer, a infância tardia e libertadora de uma cumplicidade. Que o amor como entidade absoluta e independente da banalidade, chatices e rotinas do dia-a-dia  é um conceito que sublima perante a realidade assim que o tentamos experienciar.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Fui viver para

um livro outra vez. Acontece raramente, é provavelmente uma conjunção de milhentes factores aleatórios como a altura certa, a disposição certa, disponibilidade mental para um mundo paralelo ficcionado, ou indisponibilidade para o real. Mas ontem, numa tarde ventosa e solitária de praia, e após dezenas de abandonos na prateleira ao fim de duas ou três páginas, mudei-me temporariamente para as vidas da Margarida e do João Garcia. Até que as páginas se acabem.

2 comentários

Filed under Sem-categoria

Bucólica, lamechas e simplória

Qual prozac, hipnose, regressões, meditações para lidar com neuras domingueiras, cansaços extremos, stress pós férias, pré férias ou qualquer uma dessas desculpas que por vezes se usam para não viver em plenitude. Sugiro o imenso poder terapêutico e preventivo de horas a fio a brincar com cãezinhos bebés cujo objectivo varia a cada 5 segundos entre roubar chinelos, correr em círculos, moder cabelos e receber festinhas na barriga.

Estou bucólica, lamechas e simplória, mas isto logo passa.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

until the long gone days

“Speak a native tongue to me
Say some funny things to me
Roll around and laugh with me
Until the long gone days”

Mark Kozelek

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Back to school

entretanto, no meio deste silêncio blogosférico – que só pode ser bom sinal – trabalhei no que mais gosto, descansei, vi o Leonard Cohen no que para grande espanto meu me soou a actuação da banda de animação de um qualquer cruzeiro de reformados, banhei-me quase de “burkini” num Atlântico morninho, banhei-me não interessa como no meu Atlântico preferido revoltado e gelado, comprei o cardamomo mais aromático jamais cheirado, viajei 4 horas a 40ºC em pé num comboio atolado de pessoas,  descobri que já não resisto a 4 dias festivaleiros seguidos sem refilar com a falta de um jantar calmo com conversas calmas em redor de um vinho calmo, num desses dias festivaleiros confirmei que Roisin Murphy é a pessoa com mais estilo à face de terra e que o mantem grávida de pijama, robe e com todos os problemas técnicos do mundo condensados num só “concerto”, mudei de ideias mil vezes em relação a mil coisas, vi de uma assentada 8 episódios da vida do Hank Moody (Beka rules), delineei projectos ederrubei outros. Agora, afio os lapis, organizo o computador e aterro devagar nisto dos dias de trabalho. E interrogo-me, onde se vende a Vogue UK nas redondezas? Há aí um zunzum da continuidade das calças de harém e dos “power shoulders” e queria (des)confirmá-lo naquele suplemento dos essenciais de moda Outono/Inverno (o que manter, o que deitar fora, o que comprar, o que reciclar e por aí fora), para mim a silly season é “nonstop”!

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Tanto que eu gosto de versões.

1 Comentário

Filed under Sem-categoria

einmal ist keinmal

Vou reconhecendo a custo, a maturidade exige este processo de fazer as pazes entre o que achávamos ser e o que realmente somos, que sou estranha a novidades. Meio porco-espinho, sou aos primeiros contactos mera observadora, um bocadinho esquiva, antipática,  há que assumi-lo. Seja com pessoas, músicas, roupas, lugares, os afectos crescem lentamente em mim com a permanência ou com o regresso. Gosto de voltar aos sítios que amei (nunca hei-de voltar a Londres sem voltar à Liberty ou à Royal Opera House, mesmo que à custa de omitir a descoberta de novos locais), gosto de ouvir pela milionésima vez a mesma história da boca da mesma pessoa (por isso sorrio satisfeita em vez de acusar ” ja me contaste isso mil vezes”), de percorrer ruas e recordar as sensações que nelas vivi, de sentir como os locais ficam manchados pelas vivências, saber que uma pequena aldeia sem graça será sempre o local onde virei páginas da minha vida e permiti a medo a escrita de novas prosas, de saber que aquela pastelaria ao pé da igreja encerra tantas madrugadas  ébrias e fins de tarde preguiçosos com o mundo pela frente que lá um palmier terá sempre a matiz de sabores mais rica de todas, gosto das piadas que só fazem sentido entre amigos de longa data, dos rituais de jantares ou cinema ao dia tal. É uma especie de autismo emocional, como que repetir um abraço sobre mim mesma para fingir que o mundo é um sítio previsivel e familiar. Mas não é.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

kit-sobrevivência para uma travessia ao deserto

que sou por vezes: lentes cor de rosa, asinhas icarianas, cote d’ór com amêndoas salgadas, vestidos coloridos, raios de sol, salpicos frios de àgua salgada, gargalhadas bem altas por tudo e por nada, macarons, balões e bicicletas como no vídeo em baixo e, muito importante, a chave para trancar o “círculo”.

2 comentários

Filed under Sem-categoria

The state that I am in

Pantone 292 for a while. Because I am aiming for Pantone 199.

250706071_1544033a2e

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Os olhos do Chico

Contra botox, repuxamentos e afins. Apenas por isto, tão bem ilustrado no vídeo abaixo: a beleza das rugas de expressão (especialmente aquelas ao lados dos olhos em leque, mapas indicativos de muitos sorrisos e sonoras gargalhadas).

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Pequenos nadas

como o de ter uma manhã livre e entre as torradas com compota de morango e golinhos no Rose Pouchong descobrir este filme num canal televisivo qualquer. Com a Kirstin Scott- Thomas irreconhecível. Como poder agora trabalhar entre o sofá, a esplanada e a cozinha dependendo da luz do sol que move. Como olhar para este DVD ainda embrulhado em celofane e esperar pela companhia para o ver comigo. Como encomendar este e este. Como retirar prazer de palavras escritas e cores rabiscadas num caderninho a estrear, fraquinhos mas meus. Como descobrir novos sons devagar com toda a atenção requerida. Como planear o dia, a semana o mês a vida e logo a seguir desmontar tudo, não era nada disto, vai ser tudo diferente. Pequenos nadas que se se gozam apenas com um grande tudo: Serenidade.

1 Comentário

Filed under Sem-categoria

Me, myself and I

Tenho, por vezes, momentos de intenso arrebatamento, de perfeita paixão comigo mesma. Posso mesmo afirmar que aqui está uma relação para durar “até que a morte nos separe”. Claro que isto exige algum mimo e investimento. Ainda ontem me surpreendi com um bife como molho de chocolate preto (bem sei o que eu gosto de chocolate) que envolveu um momento flambé de puro exibicionismo for my eyes only e a abertura de uma garrafa muito antiga que andava esquecida na despensa. Tudo ao som do Frank Sinatra aos altos berros e com piruetas de fox trot. Em certos dia o desprendimento e sensualidade divertida do Frank (“How did all these people get in my room?”) são o único inóculo de protecção contra a mediocridade que por aí anda, prestes a agarrar-nos em qualquer esquina e em tornar-nos numa pessoa miudinha de horizontes da largura de um carreiro de cabras. A noite acabou, claro está, a…ver pela milionésima vez a Audrey a cantar Moonriver, a roubar máscaras em lojas chinesas e a trincar croissants na montra do Tiffany’s.

Deixe um comentário

Filed under Sem-categoria

Selo

selo2Mencionada num dos meus cantinhos virtuais preferidos– pela escrita sincera,pelas novidades musicais e tecnológicas, pelas referências a sensações paralelas e sítios que já habitei – não pude deixar sem resposta esta corrente em que me pediram que referisse 5 coisas que adoro na vida e 10 blogues femininos que eu adore. Aqui vai, sobre mim:

1)Dias de verão intemináveis que se estendem devagar cheios de coisas boas, que envolvam brisas quentes, luz de cegar, praia até ao pôr-do-sol, um livro e revistas côr-de-rosa, mergulhos, jantar tardio rodeada de amigos…

2) Dançar e cantar sozinha com a música bem alta, restinhos de adolescência que persistem e que exerço com afinco

3) A época natalícia, desde as luzes e músicas na rua, as listas de presentes, os filmes sentimentaloides na televisão, os fritos trabalhosos, a preparação da ceia, a mesa cheia (e só gostaria de a ter dez vezes mais cheia).

4) Cumplicidades, conversas que fluem horas e horas, pequenos olhares, “private jokes”, sorrisos, mimos e amuos, todas as pontes que nos ligam aos outros de forma espontânea e honesta.

5) Conhecer sítios novos, cheiros novos, paladares novos, sons novos, novas perspectivas. Só comparável a regressar aos sítios de sempre aos cheiros de sempre, aos paladares e sons de dentro.

Espalho a palavra sem obrigação nem agenda a 10 blogues que gosto sempre de espreitar (e repito, porquê só mulheres?) à Luna, à Maçâzinha, à M, à Passarola, à Micas Mariana, à Menina Limão, à Mónica, à Lady , à Pushpati e à Vieira, porque ou são amigas de longa data que apesar da longa data continuam sempre a surpreender-me, ou são sítios que me divertem, ou que gosto de acompanhar e andam inactivos,ou onde encontro cibercumplicidades ou ciberespelhos ou mesmo post’s dignos de registo para a posteridade das gerações vindouras.

2 comentários

Filed under Sem-categoria

Receita para o sucesso e felicidade absolutos….

….pela Lucy Mangan. Se ela o diz, eu acredito (a minha régua para a credibilidade como conselheiros mede o sentido de humor e desprezo pelos pequenos percalços e grandes sucessos e nisso, a avaliar pelo que escreve, ela é exímia)

“Here is what you do. Read carefully the following list that I have compiled. It is the product of a lifetime of occasional study and comprises all the ambitions anyone should ever have in life.

1) Have a place for the Sellotape and wrapping paper. Giving presents is tedious enough without having to turn the house upside down every time you want to pretend you like someone enough to have remembered their birthday.

2) Find your dressing gown cord.

3) Find a job in a book or cake shop, depending on which you’d save first from your house if there were a fire.

4) Cook only meals that dirty just one pan.

5) Don’t be afraid to eat out of the pan.

6) Get a cat. Not if you’re bounded on all sides by dual carriageways, motorways and a shooting range, and are out 14 hours a day, obviously, but otherwise, get a cat.

7) Buy only every fifth thing you take a fancy to when out shopping.

8) Always take an umbrella.

9) And a mini A to Z.

10) And put the phone back on its thing.

11) Buy one of those plastic eggs that you put in a pan with real eggs that tells you how hard-boiled they have become. A life of perfectly boiled eggs is a life of true contentment.

12) Maybe the cat will even come and sit in your lap. You see how it all begins to tie in?

Have a bit of a tidy up and then a cup of tea.

13) If you are a woman who alternates between two favourite handbags, buy a second set of everything you habitually take with you – make-up, hairbrush, painkillers, cosh, hip flask, facsimile of the Holy Prepuce, or whatever else it is that helps you get through the day – so you don’t have to keep decanting your support system from one to the other. This is not a waste of money – it has been estimated, by me, just now, that the average woman loses 406 years of her life shifting this stuff around, so what you are actually doing is buying yourself literally hundreds more hours a day. Do it.

14) If you are a man who alternates between two favourite handbags, I suspect you may have already engineered for yourself a lifestyle that can admit of no more happiness and I applaud you unreservedly.

15) Remember, unless she’s actually in the room, your mother cannot see you. And even if she can still sense that you’re doing something wrong, she’ll never be able to prove it.

Upon fulfilment of these goals, perfect happiness, I assure you, will ensue”

4 comentários

Filed under Sem-categoria

Espiga

espigaA minha é maior que a tua!

1 Comentário

Filed under Sem-categoria