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Já cheguei ao fim das 3 horas

com um bocejo ou outro pelo meio. Lembrei-me entretanto de uma quarta razão para fazer greve à estatueta: apesar de ter gostado de ver a Katherine Bigelow a subir ao palco (com o factor de interesse novelesco acrescentado de ter ganho ao ex-marido, algo tão bem ilustrado aqui), apesar de ter achado que o “Hurtlocker” tinha “qualquer coisa” (ainda está para vir um filme de guerra que eu aprecie mesmo), apesar de, a primeira deveria ter sido a Sofia. E  talvez (só talvez, já é tarde, o fim de semana foi longo, penso melhor nisto amanhã) logo em 1999.

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Mas a favor da Academia e contra o abaixo referido…

…estão o Ben Stiller a apalhaçar a língua Navi, o vestido da Diane Kruger, vestido da Sarah Jessica Parker, o Baldwin e o Steve Martin a lançar mata-moscas nas anémonas irritantes do Avatar, o inglês da Penelope Cruz, os microsegundos de Javier Bardem no ecrã, as gargalhadas da Meryl Streep e a Maggie Gyllenhaall a franzir o nariz quando ri, o “sketch” brilhante que apresentou a categoria dos filmes animados, a Gabourey Sidibe a provar que o melhor truque de beleza é estar de bem com a vida, os discursos delicodoces, o “glamour” forçado, a ausência de crise, as penas, os folhos, os vincos dos fatos e as lantejoulas, o tri-reconhecimento do Cristoph Waltz e,e ainda só vou na primeira hora e segundo copo de vinho.

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Razões para não perder 3 horas a ver os Óscares(3)

A nomeação do Avatar para melhor filme

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Razões para não perder 3 horas a ver os Óscares(2)

Ingratos

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Razões para não perder 3 horas a ver os Óscares (1)

Represália contra a falta de pesquisa para nomeados além-fronteiras

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The one with Joey’s man bag

Aquele episódio do Friends em que o Joey insiste em utilizar um “man’s bag” e os restantes não sabem como lhe transmitir a dura relaidade: o saco fica ridiculo. Lembrei-me disto a propósito de uma outra inconsequente coisa e saltei para aqui: divertimo-nos todas ou quase todas (onde andam as outras?) estação a estação a espreitar tendências, a encontrar pechinchas e raridades que sejam tendência mas só um bocadinho,  a construir imagens, a pintar o que somos no que vestimos com total liberdade e uma margem de manobra que permite devaneios e ajustes. Já eles, território pantanoso. Um deslize e ficam demasiado pintarolas, corte de cabelo errado e são “boys band”, demasiado seguro e roça o desinteresse. Os sapatos, ponto fulcral, são tão dificeis de acertar como a maça do Guilherme Tell de olhos fechados. Os acessórios terreno minado. Encontrei o balanço perfeito num palco encarnado por todos (TODOS) os elementos dos Tindersticks. E hoje ao passear pelo Sartorialist:

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mais um dedinho

no século XXI. Depois do ar espantado da minha avó de 88 anos numa viagem de carro ao ver-me parar na portagem e puxar dos trocos decidi aderir à Via Verde. Sim, era eu a cidadã portuguesa que ainda não tinha.

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à pessoa que conseguiu

pedinchar antes de mim as lonas “Alice in Wonderland” expostas perto da sala 4  do cinema comercial  das Caldas da Raínha (segundo me foi informado pelo senhor das pipocas para fazer umas “cobertas” para criança): imagine-se aqui um smiley teenager daqueles a fazer uma expressão zangada. Sem o/a conhecer já não gosto muito de si.

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“Teased, bullied and headed for extintion”

Sou ruiva por dentro mas não há tinta no mundo que o faça transparecer sem apalhaçar.

Galeria aqui

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A partir de que temperatura a febre

causa delírios? É que a gripe que me atacou (castigo divino depois de eu tanto me gabar com ar de escolhida por não estar doente enclausurada há anos “deve ser do sumo de laranja,do  gengibre e dos mirtilhos”) levou-me a puxar do armário (de onde tal “kit” não saía há anos) papel, pasteis, a lata dos Caran d’Ache mágicos que são lápis de cor e aguarela (o máximo) e carvão. Tenho andado então aqui a rabiscar coisas que à noitinha (39ºC) me parecem geniais, sendo reduzidas a “medíocre menos” de manhã cedinho (37,5ºC). Cê gripe actua depressa, sim?

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My kingdom for a cup

of Genmaicha tea…ou pelo menos a minha gratidão a quem souber de uma morada portuguesa onde se encontre à venda.

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O que significa na minha linguagem

“só uma  sopinha” para o jantar.  Extra “croutons”, manjericão e parmesão. Agora que a Sic Mulher anda a passar o “Nigella bites” penso sempre, ela é muito pior, até come os restos do frigorífico à noite e é bem gira. E tem a mesa de madeira dos meus sonhos, a parva.


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Não vi os

Golden Globes. Mas porquê vê-los se o verdadeiro motivo de aturar tais galas – discutir os trapitos – está hoje organizado por “hit” e “miss”, ordem alfabética e cores à distância de um “click”?

 “Hits” do costume:

 

e a “Barbie Senhor do Passos em tafetá de carnaval”, a “Sevilhana de pôr em cima da televisão” e a lição “se até a Hale berry fica vulgar com a combinação decote profundo+ umbigo despido+ transparências como acham que ficará a comum das mortais?”:

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Shoespotting

pela Vogue UK online. Fiquei muito surpresa  e estranhamente satisfeita na minha armadura de domingo “cocooning” ao utilizar a ferramenta zoom no slideshow dos sapatos: verifiquei que mais de metade das modelos precisam desesperadamente de uma pedicure. Excepção feita ao desfile Prada, têm umas unhas imaculadamente transparentes de um transparente tão natural que só pode ser falso. E agora, sem mais pausas indulgentes com as notícias do mundo, vou acabar aqui uma coisas e aventurar-me na arte das bolachas caseiras que o tempo está para usar o forno a pleno gás

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Minha actual novela das 8

Leitura viciante e perigosa para quem ainda não se conformou com o trilho pre-fabricado daquilo que devemos ser, sentir, temer.

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Desafio os meus dois leitores e a blogosfera em geral…

não há àrvore de Natal mais pirosona que a minha! Yeah!

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Count your blessings

A trilogia perfeita: reposição do Six Feet Under assim de enfiada, noites já mais frescas, a minha anti-socialidade dos últimos serões.

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Dear Santa (2)

E uma macieira de maçãs moribundas. Adoro vegetais miniaturizados. Ou de cores estranhas que afinal são as nativas, quem diria?

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Dear Santa

Quatro palavrinhas apenas: kimitunic drops, custo barcelona.

E como diria o sábio Homer Simpson: “Christmas is not about  gifts and food, it’s about us all getting together to celebrate the birth of …Santa Claus”.

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“Your greatest creation is the life you lead” (3)

“Children from a deprived London housing estate were given cameras to record the detail of their daily lives – with beautiful results”

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