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Do poder terapêutico de chafurdar na lama

acelera o processo cicatrizante de rasgões na alma pelo seguinte mecanismo:

rasgá-la em mil pedacinhos

espalhá-los ao vento a gritar “então mas ninguém repara porquê?”

ponderar cortar pulsos

desistir por ser tão “clichet”

ordenar  os pedacinhos que desta vez parecem ficar numa ordem melhor

pensar que “alma tão jeitosinha que reconstrui”

sacudir a poeira

passear a nova carapaça

Tudo ao som do albúm abaixo.

“You need to live a little”

“I have, it was brilliant, I remember it, I remember doing it, it was really good”

“Yeah?”

“Yeah!”

“I don’t remember it”

“You were there”

“I think I was, it was a long time ago”

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kori-kori, pari-pari, saku-saku, pori-pori, gusha-gusha, kucha-kucha, shaki-shaki

Algumas das designações para diferentes sensações de crocante em Japonês. As Lays Gormet poderão ser kori-kori, já as

Pingo Doce ligth serão mais shaki-shaki, mas não tão saku-saku como os Doritos.

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Nunca pensei chegar um dia a este ponto

Dei por mim a citar numa discussão uma passagem do Principezinho. Quando eu citar uma daquelas belezas  do caminho e das pedras do Fernando Pessoa que serão não dele mas de qualquer doméstica delicodoce inspirada pelos conselhos do programa da tarde da Fátima Lopes todos os que me rodeiam estão autorizados e obrigados a auxiliar-me na eutanásia.

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Change and chance

This too shall pass so raise your glass
to change and chance
and freedom is the only law
shall we dance...

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Product Review

Quem dimensionou as  cápsulas anti celulite da Nestlé não pensou na anatomia humana, é que aquilo só vai lá com uma boa colher de Nuttella para empurrar.

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Aventurei-me desastrosamente na arte dos bolinhos da moda

, que mais não são que uns queques enfeitados e com umas variações na massa (neste caso ananás-mascarpone-manjericão e nuttela-framboesa). Mas enfeitá-los é tão divertido que agora quero muitos kits completos de estrelinhas de açúcar, borboletas de maçapão, corantes vários e papelinhos coloridos. Não sei como isto me escapou aos seis anos, é bem mais divertido que arrancar cabelos e vestir panos de cozinha à pobre da Barbie.

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Can the child within my hearth rise above? Can I sail through the changing ocean tides?

…se bem que sobrevivi a uma estreia no mundo do karting rural numa pista assassina com amigos que me tentavam tirar da pista a cada ultrapassagem supersónica. E até acelerei numa recta na última volta. Quem sai ileso disto está equipado para as durezas da vida. Vou acabar de ver o filme domingueiro de hoje: Julie/Julia (Meryl Streep rocks, Julia Childs rocks even more), bon apetit!

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Não parece mas esta frase

lembra-me sempre – ou vice-versa? – o “Dance dance dance ” do Murakami. O que por sua vez me leva ao vídeo debaixo da frase. Aí fico num passado longínquo que me projecta para o futuro. E do futuro, incógnita cujo valor ninguém conhece – não, nem a Maya- uma única certeza, um único pormenor sem negociação: vou ter um Labrador chamado Cacau que vai saber andar sem trela e esperar por mim á porta da padaria.

Aqui tem você um conselho que lhe poderá servir para a sua filosofia: não force nunca; seja paciente pescador neste rio do existir. Não force a arte, não force a vida, nem o amor, nem a morte. Deixe que tudo suceda como um fruto maduro que se abre e lança no solo as sementes fecundas. Que não haja em si, no anseio de viver, nenhum gesto que lhe perturbe a vida

Agostinho da Silva


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Abrir a terceira gaveta para tirar a faca assassina do pão responsável pelo relevo interessante da unha do meu polegar direito e planear a ocasião para estrear as  forminhas de queques em forma de coração e estrela, pintar as unhas de azul turquesa, acabar com o stock de trident de melancia do sitio do costume cá da terra para perfumar todas as gavetas da casa, ouvir de enfiada M.I.A. a horas impróprias e os vizinhos não ralharem porque são piores que eu, correr já quase 5 km sem parar a ouvir Animal Collective, som que diversifica as matizes do entardecer e intensifica o cheiro a quente do Verão que se aproxima timidamente, correr com força e imaginar que piso tudo o que me prende as asas icarianas, repetir às vezes alto demais que a minha vida não é nem pode ser uma novela venezuelana de segunda categoria, é e sempre será um filme pseudo-independente pretensioso!

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Einmal ist keinmal (3) -Schizophrenia is taking me home

A menina de 12 anos que se apaixonou à primeira vista pelo 100% gravado a partir do Top+ num VHS passou ontem um bom serão.  Ás vezes “mais do mesmo” em biquinhos dos pés para conseguir vislumbrar um fio de cabelo esporadicamente é tudo o que se quer.  Não me consigo conformar é com a ideia de que a Kim Gordon tem a idade da minha mãe (a minha mãe é igualmente gira mas ligeiramente menos rock n’roll).

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Sincerely yours, L. Cohen

Uma das mil pequenas coisas que me têm afastado do ateísmo total, depois de anos de catequismo no qual me mostravam imagens de almas ardentes no inferno, destino inevitável de quem não comia sopa toda nem rezava à noite, e da moral bafienta de sacristia intuída na meias-palavras e confirmada em velhas histórias e nos livros do Eça, é o facto do supracitado ser crente e nessa crença basear as palavras que canta.


de: http://giblins.net/SingerSongwriter/SSImages/Cohen.jpg

“Ah, the last time we saw you you looked so much older
Your famous blue raincoat was torn at the shoulder
You’d been to the station to meet every train
And you came home without Lili Marlene”

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The state that I am in (27)

Ando numa de vidas malditas. Literariamente falando, claro.

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“Guilty pleasures” 2

Não, não vi este Domingo a versão portuguesa do “so you think you can dance”. É pior. Eu, que não sou noveleira há mais de dez anos ando a seguir atenta e avidamente uma produção nacional medíocre em reposição (ainda por cima em reposição) na Sic Mulher. Fiquemos por aqui em termos de humilhação pública.

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“everyone is beautifull”

Contenção. Ou como muitas vezes o mais importante reside nos silêncios e inacções.

O retrato de uma domesticidade funcional, a dança automática das rotinas diárias, gestos coordenados sem ensaio.

Um calor calmo.

Foi isto que gostei neste film, “35 shots of rum”.

When Denis casually introduces Josephine’s wedding day, the lingering closeup of the bride’s neck as her father drags jewels across the nape is simultaneously erotic, cultural and political. It confirms how in Denis’ exotic vision, everyone is beautiful.

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Guilty pleasures(1)

A secção “blind date” do Guardian. Que até relata a evolução pós-primeiro encontro, caso como eu fiquem a torcer fervorosamente pela felicidade de alguns pares.

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Domingar

na zona mais popular de um destino de passeio pós-almoço familiar.

 Entre as frases ouvidas:

Pai para filho que se tentava equilibrar nuns patins em linha – “Vê lá se não cais, ó cabrão”

Mãe para pai de uma menina moreninha, cheinha e rosadinha como a música Maria albertina – “Ó Zé nã te vás embora, anda escolher o gelado da menina”, ao que o pai respondeu do alto da sua tatuagem, ar niilista e cigarro ao canto da boca “grssshumpft dasse” 

Vendedora de tremoços, pevides, colares de pinhões e nougats -“coma tramoço menina que cura as diabretes todas”

Senhor simpático a fazer piada na banquinha da ameijoa real – “Fartam-se mijar, as gajas”

“Aoperta aperta com ela….” – música bem alta a ser emitida, para os ocupantes que descansavam descalços no areal, de uma carrinha branca comercial enfeitada com toda a parafernália existente na loja do Benfica.

Claro que comi uma bifana, um colar de pinhões, trouxe “tramoços” não vá o diabo tecê-las e ainda ameijoazinhas para preparar como Bulhão Pato nos ensinou. Got to love this, estou lá batida para a semana.

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Manifesto musicado (2)

Cada vez desconfio mais dos sempre convenientes, agradáveis e sorridentes.

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Manifesto musicado (1)

Cada vez acredito mais que doses certas de frivolidade e loucura nos ajudam manter a sanidade.

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Raspa likes this

à falta do botão facebookiano nos respectivos post’s (que às vezes dou por mim a procurar nos sítios errados, o século XXI tem destas coisas):

Divine Comedy selected by We.

Maria, também o acho  parvo

Terapia 2, em especial “o meu pai a preparar o Martini da minha mãe“, by Mónica Marques

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