Porque hoje é dia das mentiras, aqui está a biografia do vigarista mais charmoso e incrível de todos, Frank Abagnale Jr., sobre quem o Spielbierg fez o “Catch me if you can”.
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Se não é carnívora, parece. E devia ser…
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URGENTE! PRECISA-SE DE TRADUÇÃO PARA PAULABOBONÊS
Como se diz de forma educada, à pessoa da secretária ao lado: ” Já estou farta de te ouvir a assobiar essa música ridícula. Ainda tive a secreta esperança que depois de 3 horas os lábios ou a garganta ficassem dormentes, mas já que isso não aconteceu fazes o favor de te calar?”
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Reprimenda sobre o medo de amar
“You know what’s wrong with you, Miss Whoever-you-are? You’re chicken, you’ve got no guts. You’re afraid to stick out your chin and say, ‘Okay, life’s a fact, people do fall in love, people do belong to each other, because that’s the only chance anybody’s got for real happiness.’ You call yourself a free spirit, a ‘wild thing,’ and you’re terrified somebody’s gonna stick you in a cage. Well baby, you’re already in that cage. You built it yourself. And it’s not bounded in the west by Tulip, Texas, or in the east by Somali-land. It’s wherever you go. Because no matter where you run, you just end up running into yourself.”
Paul Varjak para a senhora que se segue, “Breakfast at Tiffany’s”

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È a última vez que falo do “Manhattan”, mas a neta do Hemingway está mesmo gira no filme:

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Ainda do “Manhattan”:
“-You think you’re God!
-I gotta model myself after someone.”
e…
“-Let’s do it some strange way that you always wanted do but nobody would do it with you.
-I’m shocked. What kind of talk is that from a kid your age? Well, I’ll get my scuba diving equipment…”

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Uma “jornalista” a apresentar um concorrente de meia maratona que estava vestido de índio quis ter uam introdução com piada e saiu-se com esta: ” Não temos cá árabes, OU SEJA,TERRORISTAS, mas temos um índio”. Triste, muito triste, alguém lhe explica que uma coisa não implica a outra?
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Gostava de eliminar o acessório.
Enquadrar na perfeição todas as paisagens, ser sempre vista do melhor ângulo, dizer sempre nas altura certa a frase perfeita e terminal que irá assombrar existências. Como nos filmes, os bons, em que tudo fluí, nada está a mais. Eliminar os tempos mortos em que me arrasto no sofá, as horas de televisão, o tempo nas filas dos correios ou do banco, as eternidades de vida em “stand-by”, em que espero ou penso noutra coisa.
Ser por vezes um drama, mas de irrepreensível bom gosto e intensidade, uma boa comédia a seguir para descomprimir, um filme de aventuras para me exercitar, uma epopeia para me engrandecer quando a insegurança assombrar.
Gostava que o que vejo fosse sempre a perspectiva perfeita de cada coisa, que o meu olhar focasse apenas a beleza, o plano inesperado em que a mais comuns das ruas ganha aquela luz especial que a grava na memória.
Limar as arestas aborrecidas, os maus ângulos das pessoas que me rodeiam, repetir uma ou outra cena passada a ver se desta saía melhor e remeter os erros, as frases erradas para o fim do genérico como apanhados que ninguém vê.
(Isto ao ver o “Manhattan” do Woody Allen e depois de me interrogar porque é todos os diálogos da minha vida não são todos assim tão irónicos, incisivos e deconcertantes, e se seria possível a um domingo à tarde numa ponte de Nova York estar tão pouco trânsito que o carro do Yale era o único no ecrã.)
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Comecei o dia com umas linhas sobre um quadro que gosto muito e que me valeram mais que mil guias daqueles chatos e mil livros de arte académicos.
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-Bom dia a todos.
-Bom dia
-Eu sou a Raspa e tenho uma adicção…

…e estar em Bruxelas não ajuda nada.
(Robina, eu li com atenção todas as vantagens no teu bosque, mas aplicam-se a quem devora 100 gr por dia?)
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Acabadinho de espremer e dedicado à CC ( que me inspirou e que me vai pagar as sessões no psiquiatra que eu virei a precisar depois disto, ai, ai…)
(Podíamos ser…)
A seiva desta orquídea rara
O voo apressado deste colibri
O bibelot barato numa loja cara
A mulher da praça que nunca se ri
O metal frio e liso que nos arrepia a nudez
A espuma amarelada das ondas citadinas
O rosto fustigado sentado aquela esquina
O condenado à morte à espera da sua vez
(Parecemos mais…)
Cobardes abraçados
A apertar nas mãos
Imagens da beleza
Que teima em nos fugir
Personagens inadequados
Figurantes transparentes
Ao canto da sala a tentar sorrir
(E o que afinal somos…)
Não sei
Rimos nervosos para esconder o medo
Sufocamos os gritos numa angústia sem nome
Estendemos as asas a um sol morno
Que se recusa a queimar
Estes sonhos, segredos por realizar
Às vezes tropeçamos em tristezas súbitas
Somos sombras escuras, cinzentas pálidas
Mas logo pontapeamos as amarguras
E renascemos luz, fogo de artifício
Talvez sejamos fruta sumarenta
Folhas em branco
Pautas por escrever
Talvez sejamos a sofreguidão
Impossível de satisfazer
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Mais uma urgência (só que esta não é fútil nem inconsequente)
“É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.”
Eugénio de Andrade
Porque é que os melhores poemas são tão simples e límpidos?
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Está bem, as pinturas dela são lindas e a vida dela foi fascinante mas isto parece-me um pouco excessivo. E até aposto que é um fenómeno pós-filme de Hollywood…

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Descobri um semi-homónimo ( semi porque escreve xá como deve ser) com bastante mais pimenta que este chá. E não é que ele nos revela o motivo do divórcio da Barbie e do Ken?
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“BIG FISH” OU COMO ADORMECER E ACORDAR COM UM NÓ NA GARGANTA E GOSTAR…
Fui ver no sábado e saí de lá:
-COMOVIDA, porque foi linda a forma como o filho se rendeu à fantasia, criando para o pai uma despedida à medida da sua vida.
-COM VONTADE DE TORNAR A MINHA VIDA EXTRAÓRDINÁRIA, prometi dar uma grande volta a tudo quando os dias se sucederem cinzentos e sem beleza nem magia.
-COM UM NÓ NA GARGANTA que demorou 24 horas a desaparecer.
-CONTENTE por pertencer à categoria dos distraídos e aluados que sonham acordados.
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Quantas vezes repetidas se pode puxar o mail antes de dar em maluca? Acho que estou lá perto…
Definitivamente lido mal com a ansiedade.
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E só por hoje ser o teu dia, as palavras que oiço quando penso em ti:
“Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.”
Sophia de Mello Breyner Andresen
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Estava aqui a sonhar acordada com dias de sol, calor daquele que se vê a flutuar no ar e com o cansaço que se sente depois de um belo dia de praia e não sei porquê lembrei-me destas florzinhas e de lhes sugar o caule quando era “piquena”.

(segunda nota mental: tentar de novo, se for capaz, quando vir uma)
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