Ando eu há dois dias numa pequena luta – e ainda é só a introdução – e afinal resume-se a isto.
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Este Euro está-me a lembrar o último mundial (toc toc toc na madeira)em que uma a uma as equipas pelas quais torci foram sendo eliminadas. Quis que Portugal ganhasse; perdeu (Baía, eu já te topei, fizeste bruxaria de certeza para os meninos se atrapalharem com a bola, VERGONHA!). Ontem pensei: ao menos que os ranhosos dos franceses percam e ganhe a Inglaterra. Ia fazendo zapping para me certificar que o golinho me fazia a vontade ainda lá estava. Quando ia começar a suspirar de alívio aconteceu AQUILO. Mas porque é que AQUILO não aconteceu antes aos pobres jogadores da nossa selecção a quem impingiram a responsabilidade pelo aumento da “auto-estima” nacional, coitaditos?
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VERDE, TÃO VERDE COMO A RELVA, COMO A PARTE ESQUERDA DA NOSSA BANDEIRA, COMO O PAPELINHO DE UMA GORILA DE MENTOL….
é a cor de que eu fico quando penso nas pessoas que hoje vão ver Pixies!
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Ontem fiquei a saber que existem mais destes bichinhos do que o estimado nas últimas contagens na China.
Espero que esta informação não dê ideias a ninguém, muito menos aos ambientalistas que são contra os esforços, segundo eles exagerados, que se têm feito visando a difícil preservação dos pandas, uma vez que os fundos gastos, se aplicados a outras espécies poderiam ter já impedido não uma, mas perto de dez extinções.
Eu sei que é incorrecto, irracional e egoísta discordar (eu sei eu sei,uma espécie conta pelo valor da sua diversidade e não por ser mesmo fofinha)mas os pandas fazem-me dar guinchinhos ridículos de míuda de seis anos “olha, olha ali” e aposto que se apanhassse um tinha um comportamento idêntico aquela personagem do Tiny toons que aperta os gatos até eles fugirem. E isto não me acontece com mosquitos exóticos nem com râs venenosas.
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Não há como a morte para mudar opiniões e para dizerem bem de nós, pena que seja tarde demais para ouvirmos, aposto que sobre mim ainda dirão um dia (longíquo, toc toc na madeira) “era tão paciente” e “tão pouco mimada e caprichosa, nem parecia filha única”. Nem há nada tão ridículo como as “segundas figuras” de aparições, políticas ou não, que se abraçam efusivamente ao protagonista em bicos dos pés e numa atitude de familiaridade fingida. Claro que me refiro aos dois emplastros que o país tristemente “conheceu” esta semana.
E também acho que não há como o futebol para inflamar o patriotismo e transformar o discurso habitual do “isto só neste país” num desfile de bandeirinhas nas varandas (pelo que vi na RTPi, o prédio da Papoila está muuuuito atrás de outros que as compram à centena). Quais cientistas portugueses a desafiar as leis do Einstein, quais elogios à nossa afabilidade ou gastronomia, quais poetas e escritores brilhantes. Querem-se é goooooooolos…Enfim…
Ah, já me esquecia, isto também não interessa a ninguém mas vou escrever, até porque está tudo na praia menos eu. O dono daquela cadeia de restaurantes Pizza Express, que até são agradáveis e simpáticos e estão espalhados em sítios estratégicos de capitais europeias é português. Teve o espiríto empreendedor que lhe permite agora dar-se ao luxo de coleccionar aviões, “que até dão jeito para me deslocar em negócios”. Nem só de lixívia e sanitas se faz a emigração portuguesa.
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Dúvida fútil, inconsequente e urgente:
PERFUMARIAS
Aquela onde posso cheirar e experimentar os perfumes todos e pintalgar as mãos com sombras até parecer que saí naquele instante da aula de expressão plástica da pré-primária, mas onde não me oferecem nem uma amostrinha…
OU
…aquela onde tenho de apontar o que quero detrás de um balcão, onde me dizem que o quero não será o mais adequado, porque não este produto novo, mas onde me enchem os sacos de amostras?
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“Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos

Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa

Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino.”
Sophia M.B. Andersen
…se calhar agora somos nós simultaneamente as escravas e a princesa. E ainda bem, porque é uma escravidão divertida e, muitas vezes, voluntária.
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R&J
Quem nunca morreu de amor que atire a primeira pedra…
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ADENDA obrigatória depois de ter visto “The end of the affair”:
…e quem nunca renasceu de amor que atire a segunda.

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TO WHOM IT MAY CONCERN

Não suporto o silêncio na solidão. Qualquer decibel abaixo de feira de Verão soa-me insuportavelmente a vazio, faz com que as paredes se tornem abismos brancos ameaçadores e reduz-me a um ponto ínfimo e assustado na inesperada imensidão dos 8 metros quadrados do quarto. Por isso sou, por vezes, a vizinha barulhenta que só quando o sono a vence se digna a desligar o rádio.
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Eu sabia que tinha mais alguma razão, além da música, para não a suportar!!
Resposta da Avril Lavaigne(aquela pseudo-rebelde de cabelo lambido que nunca sorri e se maquilha de modo a parecer que não dormiu) a uma jornalista da Elle UK que lhe pergunta se o novo albúm vale a pena ouvir: “…this one is more, like, very deep and stufff”
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Era isto que procuravas?

Nah, prefiro dar-te esta prenda, que uma réstea de infância tem muito mais charme em Homens sem o tal síndroma:

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A SERMOS BANDIDOS MUITO MAUS QUE O SEJAMOS COM ESTILO E UMA PITADA DE ROMANCE.
Bonnie and Clyde, Bonnie and Clyde
“Alors voila
Clyde a une petite amie
Elle est belle et son prenom
C’est Bonnie
A eux deux ils forment
Le gang Barrow
Leurs noms
Bonnie Parker et Clyde Barrow”

“Clyde, mas eu já tenho tudo planeado…e era uma boa acção que fazíamos!”

“Não Bonnie, não podemos assaltar todos os millennium bcp nas esquinas de ruas centrais, ora temos lá tempo para isso”
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Não sei se por descender de artistas de circo, de crianças em fuga, de mulheres sem sossego nem salvação e de homens que mil vezes apostaram a vida perdendo sempre, piso sem medo este arame fino e farpado. Sem hesitações nem passos em falso. A rir bem alto de quem teme por mim e a fingir que sei muito bem para onde vou. O segredo é ser leve e não me levar muito a sério. Não conquisto nada que sirva para a troca, mas também não consigo pensar em nada que queira em troca. Porque assim habito esta tenda imensa e assim lhe coso em segredo os rasgões causados pelos sobressaltos do caminho. Não sei se por a maldição saltar geração sim geração não e eu ser da não, sinto-me abençoada com uma imunidade que permite enfiar a cabeça bem fundo na boca das feras, dar piruetas em círculos de fogo, desafiar o trapézio sem rede e desdenhar os palhaços, tão pouco atléticos e tão patéticos. Porque um dia me segredaram que pouco depende de mim, que existem trilhos a seguir, falsas pistas a evitar, bênçãos a agarrar com muita força na altura certa. E pouco mais.
(imagem lincada de:http://www.gruppofoto.com/concorso1968/Equilibrista.JPG)
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O que nos aquece o mundo, o que nos determina as estações, o que nos impede de secar, inundar, congelar, o que torna os continentes habitáveis: uma corrente contínua que depende de equilíbrios frágeis entre sal e doce, quente e frio.
Surpreendentemente, o aquecimento global poderá desencadear uma nova idade do gelo (lentamente e não de forma brusca como ficcionado no argumento do filme “The Day After Tomorrow”).
Achei giro, quis partilhar. Lembra-me de quando planeio o desenrolar de qualquer coisa e imagino mil cenários possíveis, gradados do pior possível ao sonho impossível, e acontece invariavelmente o milionésimo último nunca imaginado. Deve ser uma lei universal, se calhar já está postulada, se calhar já existem modelos, talvez haja mesmo quem neste momento detenha o algoritmo para a contornar. Se houver, que se acuse, compro o algoritmo para o destruir, não abro mão do espanto de existir.
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A princesa de “nuestros hermanos” também bloga? Assim a Hola vai à falência.
P.S.: Dois dias depois percebi que não, afinal ela não bloga e confirmei que nas letras pequeninas no fundo das páginas está sempre o mais importante:”Respetuosa ficción literaria sobre la vida privada de un personaje público”.
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Um sol de limão!

lincado de “http://images.dpchallenge.com/images_portfolio/92/print_preview/5516.jpg”
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Gostei da Esther à primeira frase. Gostei de a ver por Nova Iorque, por vezes fascinada, por vezes aborrecida com a cidade, as festas, o calor, os brindes e a promessa antecipadamente falhada de um futuro brilhante. Gostei da Esther enquanto ela tocava a loucura ao de leve os dedos virando-lhe a cara no último instante. Enquanto a mantinha ao virar da esquina. À distância perigosamente curta a que ela se encontra de muitos de nós por vezes. Até que ela deu um passo em frente e virou a esquina. Comecei aí a aborrecer-me, mas ficou-me esta frase dançar na cabeça, que exprime tão bem a incapacidade de largar neuras, dúvidas e medos numa esquina e correr para muito longe:
“Wherever I sat—on the deck of a ship or at a street café in Paris or Bangkok—I would be sitting under the same glass bell jar, stewing in my own sour air”

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Sabem um anúncio para votar que acaba com um slogan do género “sempre votaste continua” e tem um bebé e muitos jovens? Um que se for visto sem atenção até parece o anúncio a uma bebida fresquinha? Alguém sabe qual é a música desse anúncio? Eles cantam assim ” and people took …buick to the moon…baloooon balooon my beautifull balooon”…
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Nunca esperei chegar a este ponto. Demasiadas horas em companhia exclusivamente masculina, é o que é. Como se não bastasse ir retendo o nome de corredores de F1 e de motas, agora vejo atentamente este programa.
Eu, para quem um carro é simplesmente uma coisa que me transporta, de preferência conduzida por outra pessoa (sim, que além de ter de fazer um esforço de concentração sobre-humano a realizar aquilo que é intuitivo para a maioria das pessoas distraio-me sempre à procura dos lenços de papel debaixo do banco na altura exacta em que o carro da frente decide encostar); eu,que normalmente acho as competiçõezinhas de rapidez uma autêntica parolada, estive ontem perto de uma hora a ver uns senhores testarem a rapidez e robustez de carros muito desportivos numa pista apropriada. Juro que vibrei quando eles tiveram de comprar um carro e encher o depósito por menos de 100 libras para depois o testar em diversas provas, uma das quais acelerar contra um muro (tinha mais pontos quem tivesse menos ossos partidos depois disto). E ri-me, ri-me muito, porque eles têm mesmo piada.
Isto só pode significar uma de duas coisas: ou preciso urgentemente de contacto feminino(CC, YoYO e Ups: vamos jantar juntas e galinhar depois de uma tarde de compras?) ou consumo qualquer coisa apresentada com bastante sentido de humor.
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Ontem na TVE os príncipes casaram-se pelo menos mais vinte vezes, com uma narrativa tipo fotonovela (“D. Letizia mira el hombre de su vida buscando su cumplicidad” em vez de “ela está nervosa e carente e sempre a olhar para ele em busca de aprovação”) e com tentativas de nos divertirem com uns “apanhados” das criancinhas a fazerem o que as criancinhas fazem ( “miren el D. Frederico “qualquer coisa” estaba subindo en el poste, es muy independent”). Ao que uma rapariga se sujeita por causa dos contos de fadas que lhe foram impingidos na infância e para ver ver os vestidos da realeza.
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