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Bom demais para ser verdade!

Onde? Nos saldos de Outono da HMV.

O quê? DVD “Donnie Darko” a 1200 paus e DVD “Lost in translation” a 1500 paus.

Amanhã, depois de me beliscar vou comprar 🙂

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Parabéns! Vou já procurar uma mini-catana rotativa, com música, lâminas seguras e desenhos aos coelhinhos para o rebento não degenerar. Se calhar aqui há.

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So far so good

O meu quarto tem lavatório e cortinas estampadas de um estampado diferente da bela colcha em tons de roxo e castanho.

Consigo esticar os braços sem bater nas paredes na direcção Norte Sul.

Partilho casa, até agora, com uma chinesa, um francês e uma americana, as nacionalidades com que mais embirro (toma lá para não seres preconceituosa). Menos mau é que a americana é anti-americana, a chinesa invisível e o francês sabe falar inglês e sorri (algo está errado).

Estive horas em filas e ainda me faltam mais filas e filas e filas e impressos e impressos e impressos.

Tropecei em dois meninos acnosos com as meinhas de fora das calças e chapelinhos rídiculos e antes de eles terem tempo de empunharem os cartazes “stop the ban” fiz-lhes o meu olhar número 6 e eles fugiram.As meninas aqui misturam todos os “must-haves” da estação assim: poncho, saia “pencil” em “tweed”, botas esquimós, blusa de laçada e broche em feitio de flor, às vezes é esteticamente ofensivo, juro!

Estive numa biblioteca imensa com milhões de livros técnicos muito específicos, e sorri a olhar para uma das prateleiras. Envergonhei-me de mim mesma e fugi (mas com três debaixo do braço).

E isto não vai melhorar…

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Amanhã vou estrear uma vidinha nova…novas rotinas, novos sítios, um papel que ainda não sei muito bem como representar, o abismo que é para mim transformar caras desconhecidas em amigos/colegas/embirrâncias/”whatever” e, durante 3 aninhos, os amigos de sempre vão estar contidos num endereço electrónico e num som estranho vindo do computador (“#$” is online, brlum)…a minha mãe vai perguntar todos os dias se comi em condições e nunca vai acreditar quando eu disser que sim…vou achar que fiz a melhor coisa…vou achar que fiz a pior coisa…vou querer desistir…vou adorar não ter desistido…vou imaginar mil cenários e, como sempre, vou viver no milionésimo primeiro que nem me tinha passado pela cabeça…

Por isso a mentalização de hoje é…

este emaranhado de nervos na barriga é bom,faz-me sentir viva e não vou desatar aos gritos no meio da rua,este emaranhado de nervos na barriga é bom,faz-me sentir viva e não vou desatar aos gritos no meio da rua, este emaranhado de nervos na barriga é bom,faz-me sentir viva e não vou desatar aos gritos no meio da rua,este emaranhado de nervos na barriga é bom,faz-me sentir viva e não vou desatar aos gritos no meio da rua,este emaranhado de nervos na barriga é bom,faz-me sentir viva e não vou desatar aos gritos no meio da rua,este emaranhado de nervos na barriga é bom,faz-me sentir viva e não vou desatar aos gritos no meio da rua,este emaranhado de nervos na barriga é bom,faz-me sentir viva e não vou desatar aos gritos no meio da rua,este emaranhado de nervos na barriga é bom,faz-me sentir viva e não vou desatar aos gritos no meio da rua,este emaranhado de nervos na barriga é bom,faz-me sentir viva e não vou desatar aos gritos no meio da rua,este emaranhado de nervos na barriga é

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Mentalização

céu cinzento é giro, céu cinzento é giro, é bom passear debaixo de um céu cinzento prestes a desfazer-se em em chuva céu cinzento é giro, céu cinzento é giro, é bom passear debaixo de um céu cinzento prestes a desfazer-se em em chuva céu cinzento é giro, céu cinzento é giro, é bom passear debaixo de um céu cinzento prestes a desfazer-se em em chuva céu cinzento é giro, céu cinzento é giro, é bom passear debaixo de um céu cinzento prestes a desfazer-se em em chuva céu cinzento é giro, céu cinzento é giro, é bom passear debaixo de um céu cinzento prestes a desfazer-se em em chuva céu cinzento é giro, céu cinzento é giro, é bom passear debaixo de um céu cinzento prestes a desfazer-se em em chuva céu cinzento é giro, céu cinzento é giro, é bom passear debaixo de um céu cinzento prestes a desfazer-se em em chuva

http://www.pickettphoto.com/life/life6.jpg

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Copy Paste com os olhos rasos de lágrimas e um nó cego na garganta

Via Laranja Amarga:

Ajuste de Contas por António Lobo Antunes [Visão/ 9 de Setembro de 2004]

O meu pai morreu no dia 10 de Junho, há dois meses e meio. Pouco antes o Miguel perguntou-lhe – O que é que gostava de nos ter transmitido? e ele respondeu, sem hesitações – O amor das coisas belas pensou um bocadinho e acrescentou – Ou pelo menos das coisas que eu considero belas. Sou eu que ocupa agora o seu lugar à mesa, na cadeira de braços, na extremidade oposta ao sítio em que costumava sentar-me. O mundo parece diferente visto da cabeceira. Ainda não me habituei por completo. Julgo que me encontro em paz com ele. Desde os dez ou onze anos a minha vida tem um sentido de que nunca se afastou, e me acompanhará, com a mesma determinação, até ao fim: escrever. Toda a minha arquitectura mental a construí com esse objectivo e o resto encaro-o como secundário. Nunca quis agradar a ninguém, nunca procurei reconhecimento nem aplauso e, portanto, nunca pedi muito ao meu pai, e a sua opinião era-me igual ao litro. Um mérito ele e a minha mãe tiveram, e estou-lhes grato por isso: não me encheram de amor e atenção, o que teria matado em mim o artista: no que diz respeito às emoções mais secretas estive sempre sozinho. Em contrapartida, a criatura de quem herdei o lugar à mesa inculcou-me o ódio impiedoso a três coisas: a desonestidade, a cobardia e a falta de rigor. Tão pouco lhe escutei, uma vez sequer, um exagero, uma mentira. Recebi dele o desprezo ou indiferença pelas coisas materiais, a frugalidade e, sobretudo, o tal amor das coisas belas: nada mau como legado. Não existiram, entre nós, efusões, confidências, pieguices: não era meu amigo, era apenas meu pai. Não era amigo dele, era seu filho. Durante dois meses e meio tenho pensado no que sinto em relação a um homem com o qual não possuo a menor semelhança física e cujo feroz egoísmo, cuja impulsiva violência me surpreendiam. (serei assim tão diferente?) e é-me difícil explicar. Em que medida foi importante para mim? Amava-o? Faz-me falta? Como responder a estas três questões? É muito clara, na minha cabeça, a noção que me fiz a mim mesmo, sem ajudas, e que, com qualquer outra família, a minha existência teria sido idêntica. Quanto ao amor não sei: afigura-se-me que não é uma palavra que possa aplicar à minha relação com o meu pai e, no entanto, um estranho elo me prende à sua lembrança: não o consigo definir, o que não me inquieta demasiado. Quanto a fazer-me falta julgo que me faz falta no sentido em que cresci junto dele, junto dele e longe dele ao mesmo tempo. Era eu muito pequeno e dizia-me poemas, dava-me livros para ler, falava com entusiasmo dos seus pintores, dos seus compositores, dos seus escritores, que só parcialmente são os meus. O meu pai não foi uma pessoa criativa, não detinha o mínimo sentido de humor embora o notasse capaz de apreciar o dos outros, mas viveu apaixonado pelo seu trabalho, pelas coisas que considerava belas, espero que por mulheres também. Suponho que foi feliz, seja o que for que isso signifique. Irascível, cruel, ciumento, perdoando-se unicamente a si, era igualmente capaz de guinadas de generosidade e de autêntico afecto. Contraditório, infantil, comodista. Estava aqui a fazer esta crónica e vieram-me à ideia os seus letreiros: o tubo de cola com um papel que dizia: ESTA COLA É DO PAI NÃO MEXER em maiúsculas e sublinhado, a tampa de uma lata de tinta com que andava a pintar, não me lembro o quê, na Praia das Maçãs, e ISTO NÃO É CINZEIRO e creio que a melhor homenagem que lhe fizeram foi a do meu irmão Nuno: estava o corpo na igreja, na antecâmara, numa mesinha, de toalha preta, a salva para os cartões-de-visita, o Nuno, em maiúsculas e sublinhado, encostou à salva ISTO NÃO É CINZEIRO e tenho a certeza absoluta que o meu pai teria adorado. No dia da sua morte fomos os seis filhos, juntos, ao Hospital da CUF: parecíamos um comando da Al Qaeda. Não, faltava o João que tinha ido a Bragança receber um penduricalho presidencial: fomos os outros cincos mas parecíamos um comando da AL Qaeda na mesma, em versão pele branca e olho azul. Isso ele teria adorado também, espero eu. Levávamos-lhe a roupa, aquela vestimenta comprida de professor. Claro que chorei: por ele, por mim, pela incompreensível finitude da vida: não somos feitos para a morte. Depois da missa disse-lhe um soneto do seu amado Antero. E lá ficou, consoante o seu desejo, em campa rasa, num caixão de pobre. Tive vontade, ao dar com ele no caixão, de lhe pôr em cima um letreiro ISTO NÃO É O MEU PAI porque o meu pai não era aquele. O meu pai é um homem de trinta anos a jogar ténis na Urgeiriça e a fazer fosquinhas às inglesas. O meu pai é um homem de trinta e tal ou quarenta anos a entrar-me no quarto, onde eu fumava às escondidas, de papéis na mão, a ler-me um parágrafo qualquer da tese de doutoramento, em que penou durante séculos, para me perguntar – O que é que achas? Eu nem o ouvia, ocupado a esconder o cigarro, e respondia-lhe que achava bem para o ver pelas costas. Há uma semana reli a sua tese, pai, com a atenção que pedia a um adolescente desesperado para disfarçar uma beata. Posso responder-lhe hoje que acho bem. Palavra de honra que acho bem. Volte para o escritório sossegado que escreveu uma tese do caneco. E, já agora, tenho saudades do cheiro do cachimbo. Tenho saudades de irmos de automóvel para Nelas. Tenho saudades de patinarmos no Benfica. O Nuno, aos três anos, com uma peritonite – Eu vou morrer e quero o meu paizinho. Isto nunca esqueci. Ia morrer (foi um milagre não ter morrido) e queria o paizinho dele. Sempre que lembro esta frase comovo-me tanto: – Eu vou morrer e quero o meu paizinho. esta frase e a cara de sofrimento do meu irmão. Foi graças a si que ele não morreu. Foi graças a si que não morri da meningite. Não pense que me esqueço. Não esqueço. Paizinho

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Este senhor sujeitou-se a uma dieta de MacDonald’s para revelar ao mundo em primeirissima mão algo bombástico, que nunca nos tinha sequer roçado a mente: Hamburguer e batatas fritas industriais com doses industriais de maionese engordam e entopem as veias !

Que documentário se seguirá? “Super Boom me”: ao pisarmos uma mina anti-pessoal explodimos pelo ar? “Super Boom me 2”: Se acendermos um fósforo com o gás aberto também? “How I risk my health and turn into a pig to appear on screen”: A obsessão pela fama estupidifica ao ponto de arriscarmos a saúde?

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Talking about Girl Power

Algures nas ruas de Bristol à noite…

bandos de raparigas e mulheres muitissimo arranjadas com a última moda (que para a semana estará obsoleta) , barulhentas e seguras. Muitas e mesmo muito divertidas. De todas as idades. Se existiam rapazes passaram-me despercebidos.

Opinião masculina latina: “Isto na teoria seria perfeito mas é assustador!”. A conclusão mista latina foi que aqui deve ser comum ouvir dos porteiros: “Não sei se vai dar para entrarem, ainda se trouxessem um ou dois rapazes”, e entre amigos: “A festa estava fracota, só gajas”.

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Mission: Impossible

“This season is all about finding the Margaret Tatcher look sexy”- Marc Jacobs

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Agora existem empresas com todo o tipo de serviços, até trazem jornais e cigarros a casa a qualquer hora do dia ou da noite. Existe alguma que nos faça as malas? Que olhe para nós durante 5 minutos e adivinhe quais são os 20 kg de coisas indispensáveis à nossa felicidade, nos mande ir dar uma volta e na nossa ausência empacote todas essas coisas impecavelmente numa mala de rodinhas que não se tombe a virar nos cantos? Existe?

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Lição para a vida (3):

Nunca tentar resolver um mau corte de cabelo com tinta cor-de-laranja (excepto se for carnaval e se quiser mascarar de Mila Jovovitch no “Fifth Element”).

Agora, respirar fundo, ganhar coragem e sair à rua…1,2,3…

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Raspa, a “Stepford Wife” em pleno anúncio (anti)-Tide

Caras Amigas,

Todas nós sabemos como é aborrecida uma nódoa díficil nas ocasiões mais impróprias: quando o noosso marido tem pressa para o emprego e deixa cair na camisa imaculadamente engomada um pouco da compota de morango das panquecas, ou quando estamos atrasadas para a reunião da paróquia na qual se vão decidir as canções da missa do Galo. E todas nós sabemos melhor ainda como é difícil encontrar um tira nódoas eficaz que não seja um arrombo na delicada economia doméstica, não vá o marido pensar que somos umas esbanjadoras, ai isso é que não!

Pois bem, vou partilhar um dica que aprendi recentemente que me tem poupado muitos embaraços e conquistado um pouco mais o coração do meu querido marido, pois todas sabemos que o caminho para o coração de um homem está no aprumo doméstico e na economia de meios:

com a nódoa ainda fresca humedecer o tecido e colocar uma camada de sabão azul e branco, deixar secar e limpar com água e uma escovinha. Vão ver que, mesmo sendo tão simples resulta lindamente.

Amigas, voltarei com novas dicas quando a esquizofrenia o permitir.


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Raspa, a pecadora capital*

Ira( ou “vergonha temporária das decisões marítimas do meu país”)



imagem daqui: http://www.sergeicartoons.com/colabora/images/alex01_pportas.jpg

*”copyrigth” da utilização dos sete pecados algures entre Deus, o Diabo, os gelados Magnum da Olá, uma secção do Independente e o JPC

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Não posso passar tanto tempo a sós comigo. Sou uma péssima influência.

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Desfazer os nózinhos de um fio de prata exige concentração, paciência, força, perícia e estratégia. Isto sim devia ser desporto olímpico.

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– A gaveta dos “diversos” é sempre a mais cheia de todas. Tão cheia que quase se parte a abrir e a fechar.

– Encontram-se nessa gaveta ecos de pessoas que já nem existiam na nossa cabeça.

-Encontram-se nessa gaveta partes de nós que já nem existiam na nossa cabeça.

– Os bikinis da Princesse Tam Tam de há dez anos traziam uma bolsa de palhinha completamente inútil mas tão gira que se torna impossível deitá-la fora.

– Já quis ser arquitecta e coleccionei mil revistas sobre o tema que estão a ocupar demasiado espaço no quarto. A que está no cimo do monte, enquanto lhes decido o destino, está a provocar-me com uma casa algures no Brasil mesmo como eu gosto e como só eles se podem dar ao luxo: completamente aberta para a rua, semi-cabana.

– Gostava de reaver o dinheiro dos quilos de bijuteria que compro e nunca uso.

– 5 anos de lufa lufa de exames resumem-se bem apertadinhos a uma estante que ameaça cair e uma ideia difusa de tudo o que ela contem.

– A office center tem uns porta revistas de montar a 55 cêntimos muito práticos.

– No Poemário de 1999, o poema para o dia 25 de Agosto é do Al Berto e diz assim a certo ponto:

(…)

dizem que vive na tranparência do sonho

à beira-mar envelheceu vagarosamente

sem que nehuma ternura nenhuma alegria

nenhum ofício cantante

o tenha convencido a permanecer entre os vivo

(…)

– A gaveta dos “diversos” não só é a mais cheia como consegue guardar, tipo Arca de Noé, amostrinhas de tudo o que contenho.

Sim, ando em arrumações. Se aquilo do Feng-shui for verdade quando acabar de arrumar/catalogar/seleccionar (o mais difícil) todos os papelinhos, apontamentos e coisinhas-que-guardo-sem-saber-para-quê vou uma mente clara, calma e esclarecida como nunca.

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Esta manhã…

… levantei-me ensonada, vesti o fato de banho, calcei as havaianas e só quando estava a meio da torrada me lembrei que não, hoje não ia para a praia, estou em casa e vou arrumar quilos de papelada.

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Efeitos secundários de ver o “Preço certo (em euros)”

Existem realidades tão diferentes mesmo aqui ao lado, pessoas que apesar de falar a mesma língua e nos induzirem em errro à primeira vista dão saltinhos e gritinhos à conta de torradeiras e bicicletas estáticas rindo tanto e tão descrontoladamente de piadinhas marotas de mau gosto que só posso concluir que somos atravessados por outra dimensão.Uma dimensão paralela e muito mais assustadora que a Quinta. Não sei se vou conseguir dormir.

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E agora para algo realmente importante…

…queria tanto, mas tanto um verniz-mais-ou menos-desta-cor-mas-mais-fluorescente-e amarelado-mas-não-muito-só-um-bocadinho-é-assim-uma-cor-que-inventei-na-minha-cabeça-e-ia-mesmo-bem-com-pés-bronzeados-e-sandálias e não encontro!

ADENDA: e não é que a a esta-cor-mas-mais-fluorescente-e amarelada-mas-não-muito-só-um-bocadinho-é-assim-uma-cor-que-inventei-na-minha-cabeça-e-ia-mesmo-bem-com-pés-bronzeados-e-sandálias fica, surpreendentemente, bem com tudo?


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Aqui a “silly season” é “silíssima”

O meu cão, coitado, é esquizofrénico. Nem preciso de testes para o comprovar. Se até agora ele se achava um gato, com todos os inconvenientes para nós, pobres donos, que daí advinham (desobdiência, altivez, desinteresse e vontade própria em vez de obdiência, servilidade e adoração aos seres que o alimentam e se deliciam com as suas gracinhas como se fosse um primeiro e único filho); agora deve achar que é um urso. Ou isso ou os cães velhinhos hibernam no Verão…

E eu, que era a raínha do calor, nunca me satisfazendo com uma temperatura inferior à do Inferno num dia mau do Diabo, dou por mim sem força sequer para ir para a praia, a cair semi-desfalecida e invertebrada em todas as cadeiras, almofadas ou sofás entre a sala e a cozinha, sítio onde sou salva por um chá bem gelado de limão e gengibre.

 

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