Na sexta-feira à tarde estava no quarto a ler um livro. Olhei pela janela na página 24 e estava um sol morno, um céu azul. Pela página 28 ouvi janelas a bater. Era o vento a empurrar flocos de neve pelo parapeito. Muitos e pesados. E nem leio assim tão devagar que se justifique. Percebi de vez a piada: “Don’t like the weather in England? Wait five minutes”.
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Vivo num sítio ponde é impossível escapar à conversa trivial sobre o tempo…
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Hoje não faço nada de mim…
do que processar os parcos resultados que tenho. E, de longe, mais prioritário andar a inestigar uma a uma as musiquinhas que passam na Woxy do que preparar a reunião que tenho daqui a … agora!!!
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Acordou com vontade de fugir mas não tinha de quê. 
imagem roubada em :
http://www.rock-club.org/art/fuga.jpg
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A semana começa mal…
esqueci-me disto no meu poiso de fim de semana. E estava a passar para o outro lado do espelho com este também. Bolas.
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A isto é que se chama abrir horizontes
isto é que é intercâmbio cultural: amanhã, vou pela primeira vez em 8 anos cortar o cabelo a uma cabeleireira que não a Ana e como se isto não chegasse, vou ter de explicar como quero tudo numa língua que não a minha quando na minha normalmente já é tarefa complicada (já treinei o vocabulário, com o apoio da Vogue e da Elle: “layered”, “light fringe”, “like this photo of Shirley Manson”). Isto exigiu grande preparação psicológica e, na verdade só o faço porque o visual Cidália Moreira não me assenta por aí além. Até agora o choque está a ser elevado: depois da dor de cabeça de escolher o salão, quando já achava que estava tudo decidido, tive de escolher entre “trainee”, “graduate stylist”, “jr stylist”, “sr stylists” e mais uns quantos nomes, a marcação não chegou, tive de trocar sms’s pré-fabricados a confirmar a confirmação. E se calhar está a escapar-me mais qualquer logística, estou recesosa.
Ainda estou a tempo de desistir.
Cortar em casa.
Fazer rastas.
Deixar crescer para ter um visual hippie no solsticio.

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Quaresma pós-pascal
Os ovinhos de chocolate estão todos com 70% de desconto (sim, até os Lindt) e não comprei nem um.
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Cheiros…
…entre as páginas da leitura atrasada de um suplemento do jornal de Domingo*.
Nada nos toca no fundo da memória como os cheiros, todos o sabemos ou descobrimos se pensarmos um bocado nisso. Uma música transporta-nos para cenários difusos, um objecto faz-nos nascer um sorriso parvinho, mas os cheiros, os cheiros teletransportam-nos. São a máquina do tempo, não precisamos de mais nenhuma geringonça com botões e físicas complicadas para voltar a fungar a manga da camisola entre o baloiço e o toque de entrada. Só de um nariz e de uma vida.
E entre as páginas da leitura atrasada do jornal de Domingo encontrei alguém a cronicar sobre isto. Encontrei entre uma citaçao de Proust (linda) a evocar o cheiro de bolo embebido em chá, a informação de que existe um prémio literário para a melhor descrição de um cheiro (Jasmine Awards) e o inevitável Freud a relacionar nariz e sexo, as curisidades científicas a dar um ar profissional à coisa: o olfacto é o único sentido molecular. Visão e audição penetram o nosso cérebro com ondas. O cheiro é molecular, e por isso, muito específico e muito mais profundo que os outros sentidos. Quem delira com o cheiro relva acabada de cortar (relacionado nas profundezas da nossa cabecinha dada ao prazer com tardes preguiçosas e solarengas) pode agradecer ao 3E-hexamel e ao enzima que o origina quando a relva é cortada e a sua seiva exposta ao ar. Ah, e a parte do cérebro que porcessa os cheiros está mesmo ao lado da que lida com a memória.
Esta especificidade do olfacto e esta vizinhança cerebral coma memória faz com eu ao cheirar Boucheron seja transportada para o Verão em que a minha mãe usou intensivamente esse perfume e para parágrafos inteirinhos dos “Cinco” que eu andava a devorar na altura. E isto funciona ao contrário, juro. Ainda hoje a mexer numa coisa que parecia uma balança antiga me lembrei automaticamente de uma que os meu avós tinham numa arrumação. O laboratório começou a cheirar intstantaneamente à mistura de batatas e coisa que se pões nas batatas para elas não grelarem. Era isso que existia na arrumação dos meus avós, lado a lado com a balança.
É bom ter sentidos e memórias.
*O ABC, a crónica “Notes and theories” do Stephen Bailey, este fim-de-semana.
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Entretanto fiz anos e, como castigo, fui raptada!
Sofri horrores: tive de andar dias inteirinhos em ruas muito estreitas, apanhar sol directamente na cara em esplanadas, ver a luz do entardecer a transformar as tais ruas estreitissimas e a cor da àgua que as banhava, namorar entre escadinhas, gatos preguiçosos e velhinhas à janela.
Foi difícil, mas sobrevivi.
E prometi que este ano não me vou queixar dos anos que se acumulam. Nem de objectivos que tardam. Nem de atalhos ou desvios inesperados. Vou passear na vida como naquelas ruas, com a certeza que, a qualquer momento uma nova janela ainda mais florida com a roupa estendida ainda mais branca e os vidros gastos ainda mais coloridos vai aparecer. Sabendo que às vezes becos escuros e suspeitos escondem praças onde ecoam risos miúdos e gargalhadas antigas.
E que a beleza disto tudo está em sítios que não aparecem no mapa dos percursos obrigatórios, que ninguém nos ensina o caminho para lá chegar. Está no inesperado de uma ponte pequenina que é só nossa e na sesta silenciosa entre pedras que já viram tudo.
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Hoje descobri que…
me divertiria muito mais no trabalho se fosse uma daquelas senhoras que escolhem as peças chave da estação e num mês mandam comprar azul para no outro dizer que as peças azuis estão “out”, lixo-com-elas-já e fazem montagens do género:” peças chave para um fim de semana romântico” ou “fique com o look das passereles por apenas 100 euros”.
(nota: kaftan antik batik, vestido lindo das bolinhas clements ribeiro,casaco amarelo paule joe, outro vestido chloe e sandálias marc jacobs (custam 200 libras uma indecência))
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Inconsolável
Vão, vão lá passar o fim de semana entre o vinho novo das aldeias mais minúsculas das redondezas, trouxas de ovos, migas com fritada e as alheiras do clube dos caçadores (suas pindéricas, pavorosas, parvalhonas,horrorosas humpft). Eu vou tentar compensar-me com uma “pint” morna de mil paus e pensar que vão fazer um ou dois brindes por mim…é que já é o terceiro ano consecutivo que falho o “haja saúdinha” com vinho em copinho de barro mal lavado, não há direito.
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texto encriptado
Os olhos meios de lágrimas ao olhar para o dedo médio e imaginar os detalhes da história da pérola ao longo do tempo, da loja até ti, de ti até ela, dela até mim em teu nome. Bem feita, quem me manda andar a passear as memórias nas mãos. Escondê-las em baús escuros e fundos seria mais sensato. Mas menos humano.
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Depois de 5 meses…
…a refilar que o pão não presta, o leite tem um sabor esquisito, metem “ketchup” em tudo, e blablabla, o meu paladar começa a render-se a uma coisinha ou outra.
A saber: “clotted cream” (é um desafio ao cardiologistas, nutricionistas e outros nazis o que o torna ainda mais saboroso) e “porridge” (este, por acaso é agora aconselhado pelos nazis já referidos mas pode-se sempre encher de mel até à insanidade, huuuuum)

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O que realmente interessa
Ainda não faço ideia de quem ganhou os Oscars. Mas já sei quem usou os vestidos mais giros: a Natalie Portman, a Cate Blanchet e a Maggie Gillenhall.
Ufa, já posso ir trabalhar mais descansada.
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Help yourself
Gosto muito do século XXI. Se há uma dezena de anos tinha de dominar a complicada arte de programar o vídeo para ver e rever os filmes que interessam (o clube de video da esquina não ia muito além do Rocky e a RTP2 quando os transmitia, era em horários não conciliáveis com CFQ ou EV às 8 da manhã); agora eles caem-me aos pés. Saem grátis nos jornais, são suplementos de revistas e – pior!- hoje ia eu comprar maçãs quando vi um montinho de dvd’s ao lado da caixa registadora a chamar por mim. Ainda olhei espantada para a menina da loja, a remexer nos trocos do bolso para dar uma gorjeta, um suborno ou assim, mas ela insistiu “Help yourself”. E já cá canta o “Paris, Texas”.
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Triiimm Trrimmm
É bom começar o dia com uma viagem ao passado:

…se bem que isto tem a sua ciÊncia e já não domino a dose óptima (ficou assim para o demasiado duro).
(Uma pessoa percebe que é “emigrante” quando fica com o coração aos pulos de encontrar um mercearia portuguesa inesperada e lhe esgota em três tempos as reservas de Pensal, Nestum mel e farinheiras)
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Medo medo medo…
que existe ali ao lado uma sala cheia de nutricionistas que vieram aqui à procura de voluntários para testar uma máquina que diz a percentagem de gordura localizada em diferentes partes do corpo (como se uma simples balança não fosse mau que chegasse). Eu consegui esconder-me debaixo da mesa, mas algumas pessoas não foram suficientemente rápidas e voltaram agora com um ar bem mais triste do que saíram. Amadores é o que são, toda a gente sabe que não se dá confiança a nutricionistas.
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I’m the laziest gal in town…
..por isso partilhar durante horas o silêncio de um livro contigo numa almofada quentinha faz-me feliz num Domingo à tarde.
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Hoje o dia não começou nada bem…

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Inconsequências neste intervalo para blogar que estão ali a acrescentar-me os termocouples (estava sempre a tropeçar)
Depois de andar para aqui a apontar o dedo ao SciFi Junkie, lembrei-me que afinal a infeliz era eu, que há tanto tempo não passava para o outro lado do espelho com um livro. Andava a petiscar de um e de outro mas sem grandes arrebatamentos. Queria comprar este, mas está com um preço exorbitante de “acabadinho de publicar”. Fui, portanto, viver nos últimos dias para dentro deste. Nas primeiras páginas não acontecia absolutamente nada, ele era a descrição da paisagem, da ementa (adoro quando descrevem o que comem deve ter-me ficado este gosto dos banquetes dos Cinco), da infância (estas coisas prendem-me muito mais que grandes agitações). Mas aquilo ontem animou, oh se animou. Não faz mal.
Aproveitei o “3 por 2” (que também estou sempre a criticar, bem feita pela boca morre o peixe) e comprei mais um para mim, e -lindo- rendi-me ao S. Valentim ( que tambem estou sempre sempre a chamar de parolão e comercial) com esta oferta especial a quem tem o bom gosto de gostar de mim todos os dias. Afinal, que mal faz uma rapariga (que ganha sempre o queijinho rosa do trivial, sublinhe-se) render-se à data quando, abraçados a ver os BAFTA ele aponta orgulhoso para o canastrão do Richard Gere a dizer: “Olha ali aquele que tu gostas o, o … Harrison Ford?!…” e isto nos enternece mais do que nos enfurece?
Claro que também pode ser efeito da semi-doença, que eu nem uma gripe de jeito apanhei: ando há uma semana funga-desfunga, desmaia-salta,aiquebomjápassou-oraporraerasóimpressão.
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"Da sanidade" ou "3 anos na quinta dimensão não me hão-de fazer mal…" ou ainda "SciFi junkie"*
O rapaz que trabalha ao meu lado, não meteu cá os pés durante 3 meses. Achando que isso se devia à causa mais comum de desaparecimentos aqui no “call center” perguntei-lhe como ia a tese. Afinal enganei-me, ele está com um problema de adicção muito dificil de controlar. Não consegue parar de…ler livros de ficção cientifica nemsequer pensar em mais nada nem afastar-se muito da colecção.
*entusiasmo-me muito com os títulos, eu.
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