Saudades de joelhos esfolados (um grande orgulho: estiveram esfolados continuamente entre os 3 e os 10 anos, juro), das sapatilhas atacadas com o no especial para nao se desfazer no momento crucial da brincadeira, de sandes de geleia, do meu cao Bobi (feio feio) e do baloico tosco pendurado na oliveira. Das Barbies hoje nao tenho saudades(tambem nao tenho acentos). Nem do Clube Disney. Das botas ortopedicas nunca tive. Nem terei.
Category Archives: Sem-categoria
Finalmente
Plantei salsa e tomilho numa caixinha incubadora para urbanos deprimidos se sentirem no campo. Está tudo em flor e demoro ainda mais a percorrer o km que me separa do trabalho, cheirar as arvóres demora tempo. Risco uma a uma as tarefinhas planeadas e entre a 3 e a 4 espremi uma laranja em vez de ferver água para o Earl Grey.
Filed under Sem-categoria
Mrs Solis
Num destes últimos episódios, à mesa do jantar partilhada com uma freira:
Carlos: “Gabi, money doesn’t bring happiness, you know?”
Gabrielle: “No, that’s just a lie you tell poor people to keep them from rioting”
Filed under Sem-categoria
Infelizmente
não fotografei a pensão mais “kitsch” do mundo, onde partilhei a mesa do pequeno-almoço, impecavelmente enfeitada com flores de plástico, com um monte de renas e pinguins de peluche enquanto pelas cortinas rendadas observava os gnomos do jardim. Tudo isto não seria meio irreal se a casa e o jardim não fossem dignos de qualquer romance da Jane Austen. Adoro contrastes. Infelizmente também não fotografei a transição instantânea de paisagem lunar gelada para prado verdejante cheio de cordeirinhos. Mas nem tudo está perdido, encontrei (avé google) esta receita de “souvenir” (a servir quente com uma dose generosa de natas)
(Espero que fujas comigo sempre sempre sempre, não é que despista mesmo os monstros maus?)
Filed under Sem-categoria
"De tantas tantas mão que nos passam pelas mãos e tão poucas que são as que nunca se esquecem"*
Vão-se acumulando rostos, nomes, momentos cada vez mais fugazes. A primeira vez de quase tudo já passou. Mas tão bom, tão bom saber que as mãos de que nunca me esqueço me enchem o coração mesmo à distância de meia dúzia de paìses, até através de continentes, a transbordar sorrisos de bocas que já se calaram. E, vendo bem, ao contá-las os dedos das minhas não chegam.
*título roubado ao David Mourão-Ferreira, excerto de um poema que ficou dentro da minha cabeça sem mais versos nem livro nem página nem referência completa
Filed under Sem-categoria
Já não me ria tanto desde o "Absolutely Fabulous"
ou, seja, até à lágrima, ao soluço, à falta de ar….

” Remember the time internet was so slow you were there all nigth and only got to see…2 girls?”
Filed under Sem-categoria
indecisão no querer
Filed under Sem-categoria
O caminho para o coração de qualquer mulher…

o Asda, ou seja o Continente do meu país adoptivo, lançou este cartão “smart price” para o dia de S. Valentim. Menos de 30 paus, com o “smart price” bem evidenciado e uma gráfica bem bonita, inspirada nos sacos de plástico do mesmo supermercado.
“Little Britain” não é ficção, confirma-se.
Filed under Sem-categoria
Sou imune aos ursinhos peluchentos, aos balõezinhos e afins, aos corações almofadados,
aos bombons (a não ser que tenham mais de 70% de sólidos de cacau). Mas não às palavras. Muito menos a estas:
Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
Oh, no! it is an ever-fixéd mark,
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth’s unknown, although his height be taken.
Love’s not time’s fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle’s compass come’
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.
William Shakespeare
Filed under Sem-categoria
Ao Woody Allen perdoo tudo, é uma fraqueza que tenho
Se não tivesse lido nas revistas e nos blogues e confirmado no genérico nunca diria que o Matchpoint tinha sido dirigido pelo Woody Allen.
Prefiro quando ele se repete a si mesmo e entra nos filmes a fazer de, erh, Woody Allen, hipocondríaco, egocêntrico, inseguro e genial. Mil vezes melhor que ter de gramar com o sonso do…não sei o nome, o principal do “Matchpoint” com a expressão facial inerte no modo “sou tão girinho e faço olhinhos e beicinho” durante duas horas e picos.
Salvou-se a analogia entre a bola de ténis do início e o anel no fim e o diálogo do agente imobiliário e da wok. Ah, e o, não sei o nome, supostamente secundário irmão da mulher do sonso. Um colosso de charme.
Também foi gira a reacção da plateia à casa para onde o sonso e a mulher se mudaram depois de casar: risos de sarcasmo no melhor género do “Nahhhh, NINGUÉM vive ali”.
Filed under Sem-categoria
Quem não tem cão caça com Green and Black’s Espresso.
A puxar para o amargo, denso como qualquer bom chocolate e com um “after taste” de quem acabou de beber uma boa bica.
Cházinhos de limão não chegam para lutar com o “Monstro da página vazia” muito menos com o ainda mais temível “Monstro da cabeça vazia”, e entre um bom chocolate e um mau café não hesito.
Claro que relaxar em frente a “cappuccinos” gigantes, neste caso, está fora de questão.

Filed under Sem-categoria
Ora bem,
vou então enfrentar o “Monstro da página vazia” e escrever umas dezenas de páginas sobre isto:
![]()
E porque não? A curiosidade por pequenos luxos e coisas supérfluas é um bocadinho do que nos faz Humanos.
Filed under Sem-categoria
Este fim-de-semana
vou ver dois rapazes giros aos beijinhos. Vi a apresentação, acho que vou chorar.
[Confirmou-se: chorei, não tinha tal nó na garganta desde o “Dancer in the dark”. Entre lágrimas ainda tive tempo para perceber, e bem, o entusiasmo masculino por “girl-on-girl action”.]
Filed under Sem-categoria
Perfeição garantida a partir do seu sofá
No meu país adoptivo, qualquer problema humano imaginável tem um programa de televisão dedicado à sua resolução.
Mil e um para quem não sabe cozinhar (que é, realmente o problema mais epidémico), duas mulheres irritantes a gritar aos ouvidos de quem não se sabe vestir (o segundo problema mais epidémico), dois ou três para comprar casa, outros tantos para uma segunda casa, um diferente se a casa for fora do país,uma falsa PhD a humilhar obesos , uma cópia menor da personagem “The Secretary” para quem perdeu o controlo nos filhos. Ah, e uma especialista em casos desesperados de dívidas. Não me posso esquecer, claro, das senhoras que ensinam a limpar a casa.
Podem pensar que o espectro de incapacidades humanas está coberto e que a figura perfeita, uma casa fantástica, filhos bem-comportados, um guarda-roupa lindo, habilidade gastronómica, resumindo, a vida perfeita, estariam à distância de um comando bem sintonizado.
Também pensei, mas havia uma lacuna. As pessoas que não conseguem educar os cães estavam miseravelmente abandonadas à sua sorte. Uma injustiça. Até agora porque chegou o “It’s me or the dog”.
A minha primeira reacção foi achar um disparate. Até que vi duas pobres almas cuja ideia de passear os cães passava por meia hora de gritos e walkie-talkies em punho (não fossem eles fugir) com os cãezinhos a correr num campo electrificado (não fossem eles fugir, novamente). À hora do jantar, os cãezinhos jantavam borrego no forno com vegetais, o que demorava horas a preparar pelo que a refeição da família ficava reduzida a lasanha congelada. Foram salvos, a senhora foi lá e explicou, a algum custo, que se calhar seria melhor o passeio dos cães ser um momento relaxante e que talvez não fosse má ideia dar prioridade às refeições da família e quem sabe, num acto de loucura, os cães se contentarem com comida de cão e restos.
Gosto destes programas, confesso. Fazem-me sentir normal. Este, em especial, fez o meu cão parecer normal (apesar da noite de Natal ter sido passada a tentar explicar-lhe que cão da minha tia era um CÃO).
Filed under Sem-categoria
Extra extra! Primeira grande mudança de 2006!
Troquei as frésias por lírios.
Se bem que o que me tinha apetecido mesmo era uns jarros “oversized” branquinhos e de folhas carnudas. Não havia.
imagem lincada de: osabordaspalavras2.blogs.sapo.pt
Filed under Sem-categoria
Pausa para o chá das cinco …
The Movie Of Your Life Is A Black Comedy |
![]() In your life, things are so twisted that you just have to laugh. You may end up insane, but you’ll have fun on the way to the asylum. Your best movie matches: Being John Malkovich, The Royal Tenenbaums, American Psycho |
Filed under Sem-categoria
eu diria em meia dúzia de dias…
“If the guy who did Super Sized Me did Christmas Dinner Me, he’d be dead in a month”
Sam Wollaston’s Guardian 2, 20/11/05
Filed under Sem-categoria
Hostilidades Natalícias – estudo comparativo

Panetone: um bolo-rei sem amêndoas nem fava nem brinde, é o que é.
Rita: o “pudding” ali de baixo não me convenceu, muito forte no álcool.
As azevias com recheio de grão e os sonhos com calda continuam num confortável primeiro “ex-aequo”.
Ah e já senti o Natal: fiquei de lagrimita no olho com um anúnco da, erh, American Express (ou seria da Mastercard?): “blabla 185$ bleblable 50$, um Natal com o seu primeiro neto, sem preço”. Razão tinha o senhor aos gritos para o mar de gente na Regent St este fim-de-semana: “Go home and stop sinning, you shopaholics”.
Filed under Sem-categoria


