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talvez seja de

ter tentado ver tudo muito depressa num intervalinho para almocar mas os vestidos dos oscares este ano pareceram-me um bocadito sonsos. Quando esta manha ouvi as palavras elegancia, bom-gosto e sobriedade pela editora da Harper’s Bazar na radio antevi o pior, mas confesso, nao estava preparada para tanta “sensatez”. So gostei destes (apesar das cores “sensatas”):

(raspa sem acentos)

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Depois de ver os Bafta

ontem à noite, só consigo pensar que quando for grande quero ser como a Helen Mirren. Talvez até reze por isso esta noite enquanto ensaiar a pose e os acenos.

Minto, também consigo pensar noutra coisa. Com igual intensidade. Descobri hoje que o Mick Jagger já viveu na minha rua. Ainda só contei a toda gente que encontrei, mas publico agora no blog, o que vai espalhar a mensagem a mais duas ou três pessoas.

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Pergunta para o mundo em geral

Mais alguém usa o “shuffle” do iPod como oráculo do futuro próximo?

(Exemplo: se a música numero 7 for séria levanto-me e vou trabalhar. Ou ainda: se a primeira do dia for alegre isto vai correr bem!)

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Balanço dos últimos dias

Descobri meu cheiro preferido de todos e para sempre. Melhor ainda que a colónia Jonhson. Melhor ainda, e nunca pensei dizer isto, que a Mariazinha dos Cafés.

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Balanço de fim-de-semana

Ao vivo e a cores, “at last”

Babel desiludiu. O Carlos Acosta não.

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but there was

no possible escape
so she danced alone and madly
like there was no tomorrow

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Deppis de ver o Apocalypto

só me ocorre sugerir que o Mel Gibson seja internado.

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Tarde e a más horas

percebo que é verdade, estou mesmo num novo ano. Isto de ter saltado de um para o outro num cenário bucólico (vulgo deserto) e de não ter comido as doze passas da praxe deixa as suas marcas. O nada ter mudado (continuo a esconder-me do supervisor nos corredores e a ver programas de televisão piores que aquele do Manueal Luís Goucha- sim EXISTEM) em conjunto com o tudo estar prestes a mudar (…) também não ajudaram.

Mas agora que me caiu em cima isto do ano por estrear rendo-me e vou pensar numa ou duas resoluções e mil desejos.

“Let the games begin….”

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Inquérito

1)Choro do frio, filas e ânsia de ir para casa,

ou

2)rio-me do senhor da imprensa cuja função nas tendas de campanha é procurar
“people with Christmas presents, people crying and people with babies” para entrevistar?

ou ainda

3) penso não é assim tão mau, vou ali ao pub da esquina onde as personagens de “Little Britain” nasceram e bebo “pints” até acordar do sonho mau?

espera, há outra

4) explico aos S. Pedro que a minha mãe tem um arroz de coelho à minha espera?

(não sei mais…)

“Wish me luck”

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London Fog

de repente ganhou outro significado para mim. Significa férias adiadas, hotel impessoal, jantar buffet frio entre pessoas com um ar infeliz e arrastar sacos pesados à chuva de um lado para a outro da estrada numa procissão sem rumo com senhores de colete fluorescente a enxotar-me.

“merry christmas” o tanas. vou ali enfiar as “mince pies” esmagadas pelo orificio do sheraton para onde me apetecia enviar o “London Fog”

Pior ainda, acabo de beber um Earl Grey pelas chávenas, que, segundo uma jornalista do Guardian, as escravizadas senhoras da limpeza dos hoteis de aeroportos com muita razão limpam com a escova da sanita.

London fog….e eu que achava que a janela dos pilotos era mesmo só panorâmica, que eles bebiam café e dormitavam enquanto o automático actuava.

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“Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco”

Mário Cesariny de Vasconcelos

Sei de cor desde a primeira vez que os li e repito para dentro em comboios lentos, à espera de autocarros, às vezes até em momentos em que façam sentido estes versos. Não gosto de homenagens mas vou repetir mais vezes.

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Desgraças da experiência "mala de cartão século XXI"

Esta é a altura do ano de morrer de saudades do senhor das “castanhas-assadas-perfeitas-crosta-crocante-dourada” da Praça de Londres. Meio quileco, por assar, enfezadinhas, no Pingo Doce aqui da Little Britain: 1200 paus.

Isto iria ao sítio num instante com a “terapia Maria Antonieta”: eclairs, sapatos, vinho e “girl talk”.

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Estou muito triste

A Maria Antonieta afinal não disse: ” Eles que comam bolos”.

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Ingratidão

Gerações de mulheres a queimar soutiãs e eu desertinha que o dia de trabalho acabe pare me dedicar (com infinita paciência e uma taxa de sucesso igual à de acasalamento de pandas em cativeiro) ao novo passatempo, tricotar.

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Insónias…

…que não se deixaram vencer pela lúcia-lima da minha avó (nisto o Horlicks é invencível mas não havia). Decidi assim experimentar o brinquedo novo. Um entusiasmo, não parti nada, a folha estava direita, saía tudo melhor que nas intermináveis aulas de “Q S D F M L K J” (técnicas administrativas há uma dúzia de anos, a revolução informática não é assim tão recente).

E tão bonito, no papel (qual “Arial” qual quê). Um cheiro a coisa real, tinta esborratada materializada que não desaparece com virús misteriosos. Como se fosse gritado e não sussurado.

Até que o vizinho tosse muito forte. Três vezes. E bate com os pés outras tantas. Algo me diz que a Virginia Woolf não vivia em casas geminadas.

Posted by Picasa

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Giro

acabei de desbobrir que o que mais quero neste instantâneo momento é aquilo de que mais fugi nos últimos 26 anos.

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Fim -de-semana

longo e produtivo.

Acabei o “On beauty”. Além de gira-esperta-blablahblah a Zadie é despretensiosa, tem uma voz linda (descobri neste podcast) e prendeu-me a um livro exactamente como eu gosto, ou seja, a roubar-me horas de sono e a desviar-me as conversas para os personagens como se eles fossem tão reais como os vizinhos do lado.

Vi o “Volver”. Afinal a Penelope representa, o castelhano é a língua que mais me faz rir (com menção honrosa para a palavra “puticlub”) e o “girl power” está vivo e recomenda-se.

Mas mais importante, dormi por um mês. Não, dois. Huuuumuuum.

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Ando ca desconfiada

que parto, risco, estrago, despedaco mais coisas que a media das criancas de 3 anos. E so uma impressao.

(raspa sem acentos)

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Hoje entre

duas dentadas na pior chamuça alguma vez dobrada regredi ao histerismo dos 13 anos. É, vi o chapéu de palha do Pete Doherty assim ao longe.

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Saber muito bem

desde muito cedo o que NÃO SE QUER complica escolhas, exalta falhas, baralha gestos, centrifuga sentimentos. Quando a suspeita de uma intersecção leve mas incómoda com o que de mais precioso se tem é invevitável. Muitas vezes, portanto.

A vida que não quero surgiu-me num livro aos 13 anos. E desde aí reconheço-a em caras conhecidas, em sorrisos ausentes de desconhecidos, no tédio de namorados silenciosos, na falta de paixão com que algumas vidas navegam ao sabor de uma corrente que nem dominam nem saboreiam.

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