…esta aversão começou em pequenina com a obrigatória missa. Da qual só escapava ao fingir dormir a manhã toda (sofredora de insónias, o meu descanso era muito respeitado pelos progenitores). Isto era penoso, eram horas de tédio e abstenção de desenhos animados. E por aí continuou até hoje em que os Domingos nunca conseguem ter qualquer utilidade, vão fluindo entre aqui e ali, propensos a intensificações de neuras quando as há. Hoje decidi contrariar a tendência. Organizei sapatos por cores. Trablhei um bocadinho. Actualizei o a visualização de Gossip Girl (B rocks) e Rockefeller 30. E passei bons momentos no sofá a folhear a Pública, o I de ontem (ainda não convencida, vou dar-lhe mais um fim-de-semana) e este livro que andava a namorar há um ano e que a crise e a desvalorização da libra me permitiram arrecadar por um um décimo do que vale. E com o qual já aprendi tanto. Um dia partilho aqui. Agora termino o dia a partilhar mais esta inconsequência enquanto na televisão a Bárbara se passeia com um vestido inenarrável nos Globos de Ouro, dourado, justo e com cauda.
