“Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos

Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa

Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino.”
Sophia M.B. Andersen
…se calhar agora somos nós simultaneamente as escravas e a princesa. E ainda bem, porque é uma escravidão divertida e, muitas vezes, voluntária.