Descalça os sapatos

à entrada deste corpo

deixa o guarda chuva aberto

à janela do olhar

arranca as penas das asas

uma a uma

para que saiba

que não mais

poderás voar

Esquece a linguagem

entre os fios destes cabelos

são labirintos imensos

onde te deverás perder

e onde, sem esforço

encontrarás de novo

a primária inocência

o puro prazer

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