Tenho amigos que não podem ver um cravo vermelho à frente e que dizem que “no tempo do Salazar” é que era.

Tenho amigos fervorosos da data e que se exaltam com a falta de um R.

Todos têm as suas razões sentimentais, económicas ou ideológicas e é mais fácil percebê-las num amigo que numa massa pública anónima.

Eu nasci uns anos depois de 74 e sempre pude falar do que quero com quem quero da forma quero à noite ou de dia, em casa ou na esquina.Podem sair confusões, barbaridades e disparates, mas é bom saber que até os posso gritar à janela, escrevê-los num blogue, imprimi-los numa t-shirt…

E se isso é fruto da coragem de alguns só tenho de me sentir agradecida.

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