Onde estão agora as tuas mãos, que me pareciam tanto folhas de Outono que por vezes dava por mim com medo que se desprendessem dos teus braços e flutuassem lentamente até ao chão?

Qual é o chão que agora pisas com os passos lentos e dolorosos, com o desequilíbrio que tentavas disfarçar?

A quem contas agora as tuas histórias tão antigas? Quem te faz o chá quente, verde e muito doce como gostavas? A quem estendes agora pacotes de bolachas às escondidas?

Como ousaste partir desta maneira, desvaneceste-te no tempo até ficares transparente?

E agora o que resta de ti é uma caixa vazia e um papel onde ensaiavas teimosamente a tua assinatura que aprendeste sozinha.

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